Não venho falar do jovem que convidou a nossa juventude a sair do país e que falou da zona de conforto dos desempregados, porque esse não fará parte da história, mas sim de uns quantos banqueiros que frequentemente falam mal do Estado.
Também não vale a pena falar daquela fatia de 12 mil milhões de euros que faz parte da “ajuda” que a troika nos está a prestar e que, nós os contribuintes deste país, vamos pagar com os juros devidos e as despesas correspondentes.
O que é agora notícia é o desejo dos nossos banqueiros de quererem passar todo o malparado para o Estado. A criação de um bad bank, gerido e detido pelo Estado (nós), que ficaria com todos os créditos malparados da nossa banca, privados ou da esfera pública, aliviando assim os balanços dos bancos, que pelos vistos estão com a corda na garganta.
O que é mais trágico nesta comédia à portuguesa, é que a conta desta manobra recairá sempre sobre os pobres contribuintes, a quem continuarão a pedir mais e mais sacrifícios, para ter-mos uns bancos com contas saudáveis. Porreiro pá!
