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sexta-feira, setembro 30, 2011

A TUTELA DA CULTURA

Tendo perdido a sua importância enquanto ministério, dizia-se que a Cultura ia beneficiar por ficar como secretaria de Estado na alçada directa de Passos Coelho, mas os factos demonstram que nada disso acontece.

Com fusões e extinções anunciadas, muitas coisas parecem estar mal pensadas, e a confusão reina no teatro, no cinema e no património, para citar apenas alguns exemplos conhecidos.

Quanto à questão de quem realmente tutela a Cultura, tem toda a razão de ser colocada, porque há aqui medidas de natureza estritamente política, que deixaram a própria SEC sem respostas para as inúmeras questões que começam a ser conhecidas, e que partem de todos os sectores.

Ontem soube-se que a SEC garantiu que os salários dos trabalhadores da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Colecção Berardo estão garantidos apesar das dificuldades financeiras. Desconhece-se ainda o futuro dos trabalhadores dos palácios de Sintra e de Queluz, apesar das insistências dos sindicatos, bem como o dos da Tóbis.

Ficou também a saber-se que o novo Museu Nacional dos Coches pode vir a ter outro uso, e que além da SEC estão envolvidos nessa resolução Miguel Relvas e António Costa. Como dá para perceber, Passos Coelho não está envolvido nos assuntos da Cultura, e os protagonistas das decisões, claramente políticas e económicas, são até externos à Cultura, que pelos vistos não tem poder de decisão nem autonomia política.


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sábado, novembro 13, 2010

A EUROPA E A CULTURA

Um dos sectores que mais visitantes traz à Europa é sem dúvida nenhuma a sua Cultura e tudo o que lhe está associado. A velha Europa tem como símbolos, mais conhecidos, monumentos, museus, história e tradições com muitos séculos.

A indústria do turismo não se esgota nas dormidas em hotéis, mas estende-se às agências de viagens, companhias aéreas, restauração, comércio, etc, mas inclui também visitas aos museus, aos monumentos e verdadeiras peregrinações a lugares históricos e a lugares típicos onde as velhas tradições atraem forasteiros e não só.

Embora em alguns países isso seja reconhecido e estimado, com o advento desta crise económica, alguns países do sul da Europa, precisamente os mais dependentes do turismo cultural, começaram a desinvestir no sector, começando a arruinar uma riqueza a que nunca deram grande importância por julgarem ser eterna.

A falta de visão e a ganância pelo lucro rápido e fácil tolda o raciocínio de maus políticos e péssimos gestores que nos vão (des) governando.

Leia AQUI o que se passa agora em Itália

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Regaleira by Palaciano


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Dentista

quinta-feira, janeiro 21, 2010

MUDANÇAS NA CULTURA

A nova ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, apresentou em termos gerais e ainda vagos uma nova filosofia de gestão dos museus. Está prevista a entrega de alguns museus às autarquias, outros às direcções regionais e outros ainda com uma gestão experimental contratualizada com as direcções de alguns museus e palácios.

Em alguns países europeus já foram experimentados diferentes modelos de gestão e algumas destas experiências foram bem sucedidas e tiveram resultados que já podem ser comprovados. Com a falta de detalhes que ainda temos é impossível avaliar com certezas o que se quer implementar, pelo menos com a seriedade devida.

Há um factor preocupante que ressalta de algumas das afirmações reproduzidas na imprensa, sobretudo com a possível integração de diversos equipamentos culturais da zona Ajuda/Belém com parcerias entre diversas entidades. A transferência de tutela dos museus é preocupante, atendendo que não se conhecem quais as condições em que tudo isto se poderá efectivar.






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FOTOGRAFIA
Yana

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sexta-feira, janeiro 01, 2010

COMEÇAR PELO PRINCÍPIO

É bom que se comece a pensar em novas formas de gestão dos espaços museológicos em Portugal, e que isto seja objecto de discussão a todos os níveis destes serviços e não restrito a um núcleo de dirigentes que afinal são os que dirigem actualmente estes equipamentos.

Cada museu ou monumento tem as suas particularidades, que têm que ser tomadas em conta, mas a nível de gestão global não é necessário inventar nada porque há modelos testados que já demonstraram as suas virtualidades, basta dar uma olhada atenta à Reunion des Musées Nationaux (RMN) e apreciar os resultados.

Por cá os responsáveis governamentais não gostam de copiar bons exemplos, nem sequer de pedir ajuda a quem está uns passos à nossa frente. A solução milagrosa vem sempre na esteira da gestão privada, como se o problema fosse apenas o ser dependente da esfera pública ou privada e não um problema de organização e racionalização de bens culturais, que muitos países sabem bem valorizar internacionalmente e rentabilizar economicamente.

A Espanha e a França, ainda que com soluções muito diferentes, conseguiram revitalizar o seu Património, torná-lo atractivo, e aproveitaram para dele fazer uma âncora turística, que ajuda toda a cadeia de investimentos que dependem do mercado das viagens e do turismo, tornando estes países placas giratórias dos fluxos de visitantes das Américas e do Oriente.

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PINTURA - 2 MESTRES 1 TEMA
Ressurreição de Piero della Francesca.

Ressurreição de Cristo (Rafael)

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Preocupações ambientais por Christo Komarnitski

Stephane Peray

sexta-feira, junho 26, 2009

RAPIDINHAS

Inacreditável 1 – Chegou-me a notícia de que agora os museus e palácios dependentes do IMC, vão estar abertos até no feriado municipal, passando a ficar encerrados apenas no domingo de Páscoa, 1º de Maio e 25 de Abril. Num ministério com um orçamento que não dá para nada, o que até José Sócrates admite, esta medida aumenta significativamente o défice dos serviços. Para que se entenda o que afirmo, pela manhã as entradas são grátis e no período da tarde não se arrecada verbas nem para a água e luz. Fiquei também a saber que, mesmo sem horários de trabalho, os antigos guardas de museu (hoje assistentes técnicos) vão trabalhar este ano por metade da verba que recebiam no ano anterior, ou na maioria dos casos serão contemplados com uma compensação de um dia quando for conveniente ao serviço. Justificação para esta instrução da compensação em tempo – falta de verbas.

Inacreditável 2 – José Sócrates afirmou que desconhecia completamente o negócio em curso entre a PT e a Prisa, alegando que a PT tinha a liberdade de negociar sem o conhecimento do Governo. Todos receberam a explicação com um sorriso, e até foram poucos os que recordaram o caso Marcelo Rebelo de Sousa, também relativo à TVI. É conhecida a simpatia que o senhor 1º ministro tem pela TVI, aliás bem expresso quando respondeu ao assunto no Parlamento. Por tudo o que escrevi antes, acho que o senhor Moniz tem assegurado o lugar caso o PS venha a formar governo, porque a sua saída iria dar brado, caso acontecesse este ano ou mesmo no ano que vem. Ninguém ia acreditar no que Sócrates disse agora.



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Шепс

baskius

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Raed Khalil

Raed Khalil

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PRÉMIOS

Recebi de amigos estes dois prémios, o que obviamente agradeço do coração, e como não consigo, nem pretendo escolher entre os meus leitores, deixo aqui estes dois selos para os meus leitores que bem os merecem, e que os podem levar caso seja essa a sua vontade.

sábado, junho 06, 2009

ENCOMPASSING THE GLOBE

Com este nome mas com outro enfoque, “Portugal e o Mundo nos Séculos XVI e XVII, a exposição que já passou por Washington e Bruxelas, vai estar patente no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa, de 15 de Julho a 11 de Outubro.

Não estamos a falar exactamente da reposição do que já esteve exposto noutras paragens, mas sim de uma exposição que sucede às duas anteriores, refrescada com outras peças oriundas de diversas colecções nacionais estrangeiras, desde o Louvre ao British Museum, passando pelos biombos Nambam e pela Custódia de Belém.

Espera-se que esta exposição seja um êxito, quer na atracção de público nacional, quer estrangeiro, e que seja um olhar sobre a primeira globalização do globo, protagonizada por um povo empreendedor, que quando bem comandado é capaz de grandes coisas.

A um nível mais prático e funcional, espera-se que os 3 milhões de euros envolvidos nesta realização venham a mostrar-se efectivos na melhoria do edifício propriamente dito e no reforço dos sistemas de segurança, algo sempre necessário num museu nacional.




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Autor desconhecido (recebida via mail)

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O Paraíso?

Falência do sistema