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segunda-feira, março 21, 2016

ALGUM PATRONATO NACIONAL

Sei que é perigoso e injusto generalizar as coisas, e por hábito não gosto de o fazer, mas perante alguns factos sou tentado a reformular esse princípio.

Li num jornal online que a “justiça irlandesa condena três empresas portuguesas”. Por acaso tenho um amigo irlandês que está de férias em Portugal, que me confirmou que os direitos dos trabalhadores são respeitados pela generalidade das empresas desse país, e que as transgressões reportadas são exemplarmente punidas.

As irregularidades que foram punidas foram muito simples, e vão desde a falsificação de documentos e exploração dos trabalhadores, também eles portugueses, até ao abuso notório ao fazerem descontos à conta da sua acomodação, em condições “deploráveis e mesmo perigosas”, sem água potável, e até mesmo uma quantia por serviços de lavandaria.

As empresas eram infelizmente portuguesas, e os prejudicados eram também portugueses, porque essas empresas não se atreveriam sequer a dar igual tratamento aos irlandeses, porque sabiam que os irlandeses teriam feito de imediato queixa aos sindicatos, e aí as coisas azedariam de imediato. Terão confiado que os portugueses engoliriam tudo e só manifestassem o seu desagrado depois do regresso a Portugal, mas enganaram-se.


Não tenho vergonha de ser português, até porque admirei a coragem dos meus compatriotas que apresentaram queixa dos patrões que deles abusaram, exploraram e rebaixaram, de patrões que não têm vergonha na cara.


quinta-feira, fevereiro 19, 2015

A CRISE GREGA EM IMAGENS

Perante a crise em que se encontrava a Grécia, os políticos que eram responsáveis pela situação criada, implementaram uma austeridade excessiva para agradar à insaciável e justiceira Merkel. Lá como por cá existiam os adoradores da chanceler alemã. 

Com a Grécia de rastos (economicamente). a Alemanha, qual rolo compressor, prefere humilhar ainda mais os gregos, como se isso fosse solução para os problemas da Europa.



Perante a rejeição da Grécia, o que irá acontecer é a fuga desordenada de capitais e aí sim, a bancarrota.

sexta-feira, outubro 22, 2010

PREOCUPAÇÕES SOCIAIS

Uma boa parte dos cortes anunciados na despesa pública advém dos sacrifícios impostos aos funcionários públicos, e goste-se ou não, os empregados no sector privado e o patronato ficou feliz com o facto.

À primeira vista até se podia julgar que o mau estado da nossa economia está directamente ligado ao nível de salários praticados na função pública, e nada mais. Confundir os salários do trabalhador que foi admitido por concurso e que progride na carreira com a normalidade estabelecida legalmente, com o quadro que é nomeado por via da confiança política e que só presta contas perante o superior hierárquico, que é um qualquer político conhecido, é de um simplismo patético.

Considerando que com a diminuição dos salários na FP também os descontos serão menores, para IRS e para a Segurança Social, não admira que isso já esteja previsto na colecta de impostos, e aqui a relação é directa.

Lamentavelmente é no sector privado, o tal que é virtuoso e o único que produz, na voz de muito boa gente, que mais se escapa aos impostos. Eu sei que é assim, e todos o sabem também, mas não gostaria de generalizar, porque é feio. Para elucidar os que agora devem estar zangados comigo, aconselho a leitura das declarações do Presidente da CIP, que sem entrar em detalhes, “diz que é possível reduzir custo dos salários”. É muito edificante.



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Fotografia - Ruína
Escada decrépita


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Humor Variado
Que rico par

A Lenda

domingo, setembro 23, 2007

PATRÕES PORTUGUESES

Depois de Ludgero Marques temos agora a CIP a bater na mesma tecla, o trabalho precário. Já não lhes basta a possibilidade de “usar e deitar fora” que já lhes é permitida, agora reprovam até a ideia de lhes ser retirados os apoios a este tipo de contratação.
Talvez haja quem não saiba, mas há muitos contratadores de pessoal a termo, que por praticarem este tipo de contratação, beneficiam de benesses nas prestações sociais e nos impostos, ao contrário do que se passa com outros que têm pessoal efectivo nos quadros das suas empresas.
Curioso é o termo utilizado nesta contestação da CIP, já que fala em “políticas activas de emprego”, quando defende uma política de exploração de mão-de-obra com contratos de curto prazo, indefinidamente como já se verifica, e ainda por cima com apoios governamentais.
Note-se que nem sequer falam na injustiça, que é para alguns patrões que contratam pessoas para os quadros das suas empresas, sem qualquer destes benefícios que reclamam.
A consciência social não é uma característica deste tipo de patrões, nem este tipo de gestão de recursos humanos, com a grande rotatividade que se pratica actualmente, será benéfica para as empresas, porque os profissionais experientes já começam a escassear, e a formação custa dinheiro e demora algum tempo.
O choque que é necessário é o choque de mentalidades, e os nossos patrões bem precisam de as mudar.

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FOTOS - INSECTOS
Crimeaphil

Andy_Ko

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CARTOON

Pat Bagley

Bado