segunda-feira, março 21, 2016
ALGUM PATRONATO NACIONAL
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
A CRISE GREGA EM IMAGENS
sexta-feira, outubro 22, 2010
PREOCUPAÇÕES SOCIAIS
Uma boa parte dos cortes anunciados na despesa pública advém dos sacrifícios impostos aos funcionários públicos, e goste-se ou não, os empregados no sector privado e o patronato ficou feliz com o facto.
À primeira vista até se podia julgar que o mau estado da nossa economia está directamente ligado ao nível de salários praticados na função pública, e nada mais. Confundir os salários do trabalhador que foi admitido por concurso e que progride na carreira com a normalidade estabelecida legalmente, com o quadro que é nomeado por via da confiança política e que só presta contas perante o superior hierárquico, que é um qualquer político conhecido, é de um simplismo patético.
Considerando que com a diminuição dos salários na FP também os descontos serão menores, para IRS e para a Segurança Social, não admira que isso já esteja previsto na colecta de impostos, e aqui a relação é directa.
Lamentavelmente é no sector privado, o tal que é virtuoso e o único que produz, na voz de muito boa gente, que mais se escapa aos impostos. Eu sei que é assim, e todos o sabem também, mas não gostaria de generalizar, porque é feio. Para elucidar os que agora devem estar zangados comigo, aconselho a leitura das declarações do Presidente da CIP, que sem entrar em detalhes, “diz que é possível reduzir custo dos salários”. É muito edificante.
domingo, setembro 23, 2007
PATRÕES PORTUGUESES
Talvez haja quem não saiba, mas há muitos contratadores de pessoal a termo, que por praticarem este tipo de contratação, beneficiam de benesses nas prestações sociais e nos impostos, ao contrário do que se passa com outros que têm pessoal efectivo nos quadros das suas empresas.
Curioso é o termo utilizado nesta contestação da CIP, já que fala em “políticas activas de emprego”, quando defende uma política de exploração de mão-de-obra com contratos de curto prazo, indefinidamente como já se verifica, e ainda por cima com apoios governamentais.
Note-se que nem sequer falam na injustiça, que é para alguns patrões que contratam pessoas para os quadros das suas empresas, sem qualquer destes benefícios que reclamam.
A consciência social não é uma característica deste tipo de patrões, nem este tipo de gestão de recursos humanos, com a grande rotatividade que se pratica actualmente, será benéfica para as empresas, porque os profissionais experientes já começam a escassear, e a formação custa dinheiro e demora algum tempo.
O choque que é necessário é o choque de mentalidades, e os nossos patrões bem precisam de as mudar.










