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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

IMPOSSÍVEL IGNORAR

Há notícias que nos deixam revoltados e à beira de um ataque de nervos. A sociedade está completamente à deriva, tendo apenas uma certeza que é a da inoperacionalidade das suas instituições políticas.

Saber que a banca portuguesa pagou menos 54% de impostos que no ano anterior, para um montante de lucros muito idêntico, leva-nos a pensar se os políticos são ingénuos, ou se pensam que os cidadãos são burros.

Numa altura em que os portugueses são obrigados a um esforço enorme, traduzido em aumentos de impostos (reais) e em cortes salariais efectivos, como explicar que os bancos que estão a ser apoiados pelo Estado, paguem menos impostos do que anteriormente.

Outra notícia que não pode passar despercebida é a da destruição de parte dos dados do tráfego telefónico de Armando Vara e de outros envolvidos no caso Face Oculta, por parte da operadora, TMN, já depois de os mesmos terem sido pedidos.

Talvez haja quem acredite em ingenuidades e em coincidências, mas serão muitos mais os que nisso não crêem, e para quem se torna cada vez mais evidente que há cobertura nuns casos e favorecimento noutros, o que torna cada vez mais insustentável o status quo existente.



O Festim

sábado, outubro 31, 2009

OS INOCENTES

Há coisas que se repetem com frequência, e os protestos de inocência por parte dos indiciados é um clássico.

Em Portugal começa a tornar-se repetitivo o facto de haver bastantes suspeitos de crime, especialmente económico, com prejuízos comprovados, mas as condenações são escassas e nunca efectivas.

Não sei se é Justiça que tem culpa desta situação, se o poder legislativo que “armadilha” as leis de modo a haver sempre escapatórias. Claro que o indivíduo que rouba produtos no supermercado é acusado e julgado com todo o rigor legal, mas quanto maior é crime económico e maior o prejuízo do acto, também é menor a probabilidade de haver condenação.

O povo costuma dizer que roubar está para o tostão como a irregularidade formal está para o milhão.

Sucedem-se os casos como o do Freeport, dos submarinos, dos sobreiros, dos contentores, do BPN, do BPP e dos abuso de poder com políticos como suspeitos, mas tudo continua como dantes, calmo e sem que o Zé saiba quem roubou, quem corrompeu, quem foi corrompido e muito menos quem foi responsável.

O povo apesar de inocente nisto tudo acaba por pagar tudo o que é roubado enquanto outros, os culpados, enchem os bolsos à custa da nossa ingenuidade.



(As)Salto à Vara por Fero

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Jeff Parker