terça-feira, julho 10, 2012
CADEIRAS
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
IMPOSSÍVEL IGNORAR
Há notícias que nos deixam revoltados e à beira de um ataque de nervos. A sociedade está completamente à deriva, tendo apenas uma certeza que é a da inoperacionalidade das suas instituições políticas.
Saber que a banca portuguesa pagou menos 54% de impostos que no ano anterior, para um montante de lucros muito idêntico, leva-nos a pensar se os políticos são ingénuos, ou se pensam que os cidadãos são burros.
Numa altura em que os portugueses são obrigados a um esforço enorme, traduzido em aumentos de impostos (reais) e em cortes salariais efectivos, como explicar que os bancos que estão a ser apoiados pelo Estado, paguem menos impostos do que anteriormente.
Outra notícia que não pode passar despercebida é a da destruição de parte dos dados do tráfego telefónico de Armando Vara e de outros envolvidos no caso Face Oculta, por parte da operadora, TMN, já depois de os mesmos terem sido pedidos.
Talvez haja quem acredite em ingenuidades e em coincidências, mas serão muitos mais os que nisso não crêem, e para quem se torna cada vez mais evidente que há cobertura nuns casos e favorecimento noutros, o que torna cada vez mais insustentável o status quo existente.
quinta-feira, outubro 01, 2009
SENTIDO DE OPORTUNIDADE
MP procura 30 milhões dos submarinos
Procuradores do Ministério Público entraram em três escritórios de advogados à procura de provas sobre o negócio da compra de dois submarinos conduzido, em 2004, por Paulo Portas. Os investigadores procuram o rasto de 30 milhões de euros que foram pagos pelo consórcio alemão à ESCOM, empresa do Grupo Espírito Santo.
Tirado DAQUI
Nota: O sentido de oportunidade com que a Justiça actua deixa algumas dúvidas, sobretudo porque surge depois das eleições legislativas, em que Paulo Portas obtém um resultado melhor do que o que se esperava, e José Sócrates não obteve uma maioria que lhe permita governar sem algum tipo de acordos. Independência? Coincidência temporal?

sábado, fevereiro 21, 2009
OUVI POR AÍ...
Como tenho estado muito ocupado este mês, devido a compromissos diversos, até as notícias têm sido lidas na transversal ou ouvidas só na rádio do carro. Não terei perdido grande coisa, mas mesmo assim, fixei uns quantos títulos interessantes.
O caso Freeport continua a chegar às notícias em pequenas doses e, para além de já haver dois arguidos, começam a constar notícia interessantes sobre compras de casas a preços camaradas, e coincidências interessantes de pessoas que depois de terem autorizado uma coisita acabam por aceitar trabalhar, pouco tempo depois para os interessados na dita autorização.
Adoro coincidências, e acho mesmo que o nosso destino já se encontra traçado, só é preciso mesmo fazer uma forcinha.
Adoro viver neste país, e adoro a liberdade que vou vendo por cá, onde sei que há professores que são aconselhados a desfilar em cortejos escolares carnavalescos, ou funcionários de museus, palácios e monumentos que são obrigados a trabalhar durante a tolerância de ponto do Carnaval, enquanto que outros colegas exactamente com a mesma categoria são dispensados de tal tarefa.
Já agora, aqui fica também a minha concordância com Pedro Silva Pereira ao classificar as críticas ao Banco de Portugal como “irresponsáveis”, porque já todos tinham percebido que aquela instituição perdeu a sua importância toda desde que aderimos ao euro, e o resto é mesmo retórica como se viu.
Resta-me aproveitar para descansar e desejar a todos um bom Carnaval.
sábado, agosto 18, 2007
ELE HÁ, COINCIDÊNCIAS
Todos estamos conscientes de que o Verão é fértil em notícias sem qualquer interesse, geralmente com enfoque numa certa camada de pessoas, ditas do Jet7 nacional, notícias que não aquecem nem arrefecem quem busca informação e comentários sérios sobre a situação actual a nível nacional ou mundial. Ontem porém, fiquei admirado com a coincidência sobre o tema Wikipédia.
Ninguém duvida que a jornalista tenha conhecimentos suficientes para “entrar” na enciclopédia livre, e portanto poder alterar ou até tentar apagar, uma qualquer entrada sobre o que quer que seja. Acho que não o terá feito, pelo menos no sentido de “desinformar” (como se depreende do título), pois não seria correcto nem defensável.
O que me deixa “encafifado” é a oportunidade da crónica e o sublinhado da mesma “que ao apagar calúnias ou insinuações se seja acusado de censura é bem a medida do delírio reinante”, que parece, sublinho o parece, uma justificação para a alteração do perfil de Sócrates na dita enciclopédia, feita a partir de computadores do próprio governo, sem que ninguém assuma o acto.
Não estarei delirante ao registar esta coincidência, nem tão pouco lhe atribuo qualquer interesse relevante, mas lá que é estranha, isso é!
PS – Já agora, penso que será de todo interesse, especialmente para quem consulta a Wikipédia como eu, saber-se qual foi a entrada que a jornalista apagou e depois foi alterada pelos administradores e em que data. Os leitores do jornal merecem saber e os que consultam a enciclopédia livre têm o direito à verdade.











