Mostrar mensagens com a etiqueta Independência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Independência. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, março 23, 2016

A OBEDIÊNCIA DO BANCO DE PORTUGAL

Eu sempre pensei, e creio que não sou o único, que o Banco de Portugal, apesar de toda a sua independência relativamente ao poder económico e político, aliás previsto na lei, estava ao serviço do país, e respondia unicamente aos portugueses.

Num mundo com os valores bastante diversos e nem sempre muito claros, e numa Europa onde os grandes mandam nos pequenos sem qualquer pudor, as nossas convicções, e mesmo as certezas podem não corresponder à realidade.

Fiquei atónito quando li que o Banco de Portugal foi questionado pela Comissão Parlamentar de Inquérito no âmbito da sua actuação regulatória no caso do Banif, para a obtenção de diversa documentação trocada pelo BdP e organismos europeus relativos a todo o processo, e que este pediu autorização a essas entidades para partilhar essa informação à CPI.


Temos então um BdP que pede autorização a entidades estrangeiras para divulgar a uma comissão parlamentar, composta por eleitos, documentos sobre a sua acção na resolução do problema dum banco nacional que já custou dinheiro aos contribuintes, e que ainda irá custar muito mais. Acho que há aqui alguma confusão entre independência e o desejo de não assumir as responsabilidades dos seus actos, e ao escrutínio dos mesmos pelos portugueses. A independência aumenta, isso sim, a responsabilidade. 

quarta-feira, agosto 22, 2012

FAÇAM-LHE A VONTADE


Eu como cidadão de pleno direito deste país confesso estar farto das diatribes e das provocações de Alberto João Jardim.

Estou farto de ouvir aquele senhor dizer mal do Continente, para depois vir solicitar ajuda monetária para Madeira, Estou farto das suas inaugurações em campanhas eleitorais e das suas recandidaturas ao poder, mesmo quando diz que se vai afastar.

Agora veio com a ideia peregrina sobre um referendo na Madeira sobre a autonomia. O que seria da Madeira se a sugestão deste senhor fosse aceite? E se “os cubanos do Continente” se cansassem de vez de contribuir para perpetuar o senhor Alberto João no poder na Madeira?

Esticar demasiado a corda pode ser fatal para o povo madeirense, mas isso parece pouco importar a esse senhor, que não sabe onde deve parar.

Nota aos amigos: Devido a problemas com a internet e ao início de férias, o Zé esteve afastado das caixas de comentários, mas prometo voltar logo que resolva os problemas de rede e tenha um tempinho.

FOTOGRAFIA

CARTOON
O Arpão by Alexander Kostenko

quarta-feira, abril 04, 2012

INGERÊNCIA INADMISSÍVEL

Portugal é independente desde 1143, pelo menos é o que todos aprendemos ao estudar a História de Portugal, mas há indícios de que as coisas podem já não ser bem assim.

Há uns senhores que estão ligados ao que se convencionou chamar de troika, que extrapolando para além das suas competências e dos seus poderes, começaram a ter opiniões sobre a política nacional e sobre assuntos internos deste país, com a complacência e submissão de parte dos nossos políticos.

Ontem soube-se que um desses senhores, de seu nome Peter Weiss, disse que não se descartava a possibilidade dos cortes nos 13º e 14º meses para a função pública e pensionistas assumirem carácter permanente.

É lamentável que nenhum membro do governo português tenha vindo a terreiro dizendo que a medida não está sequer no acordo com a dita troika, e que portanto o senhor Peter Weiss, nem sequer a devia ter mencionado, quanto mais sugerir que a sua aplicação fosse para além do prazo definido pelo próprio ministro das Finanças de Portugal.

Talvez seja altura de recordar a intenção de retirar dois feriados nacionais ligados à independência nacional e à implantação da República, para se perceber que os nossos governantes já nem às aparências ligam, deixando que seja mais do que evidente a sua submissão a simples funcionários da Comissão Europeia.

CARTOON
Batota

quinta-feira, dezembro 01, 2011

O ÚLTIMO FERIADO NO 1º DE DEZEMBRO

Já foi dito por muita gente que Portugal não tem muitos feriados nacionais, e os que tem são referentes a datas com muita simbologia e significado histórico. Que me recorde apenas o 1º de Janeiro não reunirá estas características.

Este governo vem demagogicamente cortar dois feriados nacionais com o pretexto de se aumentar a produtividade, o que é ridículo porque ninguém acredita que seja por isso que nós iremos ter algum aumento de produtividade que nos venha a tirar da crise, onde sucessivos governos nos enfiaram.

O que importa registar é que temos agora uma geração de políticos para quem a História não tem qualquer significado, ou pior, que não quer que a simbologia de certos dias possa perdurar no espírito dos cidadãos.

O 1º de Dezembro, como “quase” todos sabem, é o dia em que se comemora a Restauração da Independência Nacional, relembrando os acontecimentos do 1º de Dezembro de 1640, em que os portugueses reconquistaram a sua independência depois de quase 40 anos de dominação espanhola.

Eu que até nem sou monárquico, fico com a vaga impressão que o governo PSD/CDS parece temer que os cidadãos deste país sejam contagiados pelo desejo de independência e castiguem algum Miguel de Vasconcelos, numa altura em há quem pretenda “vender” este país a retalho, não se importando de hipotecar a nação a interesses estrangeiros.

Será que o corte dos feriados do 5 de Outubro e do 1º de Dezembro tem alguma outra explicação? Estou aberto a sugestões.

PINTURA

VÍDEO

quinta-feira, outubro 01, 2009

SENTIDO DE OPORTUNIDADE

MP procura 30 milhões dos submarinos

Procuradores do Ministério Público entraram em três escritórios de advogados à procura de provas sobre o negócio da compra de dois submarinos conduzido, em 2004, por Paulo Portas. Os investigadores procuram o rasto de 30 milhões de euros que foram pagos pelo consórcio alemão à ESCOM, empresa do Grupo Espírito Santo.

Tirado DAQUI

Nota: O sentido de oportunidade com que a Justiça actua deixa algumas dúvidas, sobretudo porque surge depois das eleições legislativas, em que Paulo Portas obtém um resultado melhor do que o que se esperava, e José Sócrates não obteve uma maioria que lhe permita governar sem algum tipo de acordos. Independência? Coincidência temporal?





*** * ***
FOTOGRAFIA
Acabaram by маки


*** * ***
CARTOON
Gilmar Fraga