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quarta-feira, outubro 03, 2018

SERÁ MESMO AUTONOMIA?

Quando se ouve falar de maior autonomia dos museus, com um projecto discutido com as entidades representativas (algumas), e com os actuais directores, os outros profissionais e o público desconfiam.

Todos sabem que a delegação de competências nos directores, através dum contrato-programa a cinco anos, é problemática. A autorização para assinar despesas terá sempre um limite que tem que ser negociado para poder ser autorizado.

Estando tudo dependente das receitas obtidas, a autonomia é curiosa e bem limitada, e nunca permitirá mudanças substanciais ao que temos hoje. Os concursos internacionais para comissões de serviço de 5 anos, com a limitação máxima de duas comissões, vão ser o teste decisivo da atractividade desta autonomia.

Outra preocupação sobre as receitas a consignar está no modo como elas podem ser obtidas, pois além dos bilhetes, temos também o mecenato, protocolos com terceiros, cedências de espaços e cedência temporária de bens.

Tudo muito vago e certamente arbitrário, a menos que dependente de autorização da tutela, ou de regulamentos bem definidos.


É pena que o documento não tenha sido público, e nem sequer tenha sido discutido por todos os grupos profissionais ou pelas suas estruturas representativas, porque existem outras questões paralelas ao documento, como o novo museus a nascer no Palácio da Ajuda, que precisavam de ficar esclarecidas.


domingo, julho 29, 2018

AUTONOMIA DE GESTÃO DOS MUSEUS

O Ministério da Cultura prepara-se para dar mais autonomia na gestão de museus, palácios, monumentos, e sítios arqueológicos com um decreto-lei que já está a suscitar muitos reparos.

O documento é bastante extenso e já terá sido discutido com algumas organizações do sector, mas como sempre acontece, não com todos os grupos profissionais, o que é sintomático.

Apesar de ainda se estar num estágio bastante inicial, uma coisa parece já estar bem clara: fala-se em dinheiros, gestão económica, mas não se discute a política museológica nem os condições de trabalho.


Por enquanto só vejo mais uma manobra política que acabará por deixar tudo na mesma, ou pior…


quarta-feira, agosto 22, 2012

FAÇAM-LHE A VONTADE


Eu como cidadão de pleno direito deste país confesso estar farto das diatribes e das provocações de Alberto João Jardim.

Estou farto de ouvir aquele senhor dizer mal do Continente, para depois vir solicitar ajuda monetária para Madeira, Estou farto das suas inaugurações em campanhas eleitorais e das suas recandidaturas ao poder, mesmo quando diz que se vai afastar.

Agora veio com a ideia peregrina sobre um referendo na Madeira sobre a autonomia. O que seria da Madeira se a sugestão deste senhor fosse aceite? E se “os cubanos do Continente” se cansassem de vez de contribuir para perpetuar o senhor Alberto João no poder na Madeira?

Esticar demasiado a corda pode ser fatal para o povo madeirense, mas isso parece pouco importar a esse senhor, que não sabe onde deve parar.

Nota aos amigos: Devido a problemas com a internet e ao início de férias, o Zé esteve afastado das caixas de comentários, mas prometo voltar logo que resolva os problemas de rede e tenha um tempinho.

FOTOGRAFIA

CARTOON
O Arpão by Alexander Kostenko

quarta-feira, dezembro 14, 2011

DO DISCURSO À REALIDADE

Tive a oportunidade de ouvir a entrevista de Francisco José Viegas à Antena 1 fiquei com a impressão reforçada de que o secretário de Estado da Cultura não domina bem o que se passa na área do Património.

O que ele diz quanto à autonomia dos museus, que diz ser uma situação ideal para aqueles que geram receitas substanciais que lhes permitem ser auto-sustentáveis, ou perto disso, não se traduz de modo nenhum no que anunciou para os próximos anos.

Foi curioso que ele tenha falado de dois serviços que bem podiam ser autónomos como sejam o Palácio Nacional de Sintra e o Museu Nacional dos Coches, e se tenha percebido pelas suas próprias palavras, que não vão ser autónomos, sendo pelo contrário inseridos em outras estruturas.

Também registei que sobre o Palácio da Vila de Sintra, Francisco José Viegas disse que as obras (?) de jardim são feitas pela Câmara de Sintra, e que as chaminés foram pintadas pela mesma Câmara, o que não é nada rigoroso, porque o Jardim da Preta não está devidamente cuidado e as chaminés também não foram pintadas.

Não sei se é o senhor secretário de Estado da Cultura é quem decide sobre os serviços que tutela, mas não estou em crer que tenha sido por sua vontade que os Palácios de Queluz e de Sintra vão passar para a tutela da empresa Parques de Sintra – Monte da Lua, a acreditar no que disse nesta entrevista à jornalista Rosário Lira.





Texto e fotografia by Palaciano