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terça-feira, julho 24, 2018

O REI E A MÚSICA


Sabe-se que alguns dos nossos reis manifestaram um gosto especial pela música, e ninguém ignora que D. João V encomendou os carrilhões de Mafra, ou que D. João VI encomendou os seis órgãos que estão hoje na Basílica de Mafra.

O gosto pela música por parte da realeza lusa é bastante anterior, basta mencionar o rei D. Dinis, mas pouco se fala de D. Manuel, que levou esse gosto a extremos.

Quando o rei se deslocava pela cidade de Lisboa, para além da verdadeira procissão que o acompanhava, que incluía um rinoceronte, elefantes, um leopardo e o seu séquito, também era acompanhado por trombeteiros e tambores. Quando se recolhia para os seus aposentos para descansar, mandava que lhe tocassem uma serenata.

Quando estava na Casa da Índia, no seu escritório, uma orquestra tocava para ele, e até quando às sextas-feiras estava no tribunal, lá se ouviam os sons de flauta e clavicórdio. Segundo Damião de Góis, o rei reuniu músicos de toda a Europa para a sua música de câmara e para a sua capela.

A tudo isto podemos juntar as muitas festas aos serões, onde imperava a música, a par com os comediantes e o próprio teatro.



sábado, maio 26, 2018

QUEREM MESMO QUE ACREDITEMOS?


No meu giro pelas notícias dos jornais portugueses dei com um título interessante, “restaurantes, hotelaria e hipers pedem refugiados”, e como não podia deixar de ser, lá fui eu ler a “anedota”.

Comecei por me rir ao ver a gerir o projecto uma entidade , o Alto Comissariado para as Migrações, e o nome de alguns parceiros da iniciativa, como sejam a Portugália, Teleperformance e Hard Rock Café.
Foi muito “tocante” ver que a preocupação dos criadores do projecto “ é que essas pessoas (os refugiados) ganhem o mais rapidamente autonomia, o que se consegue pela via do emprego”. Quem pode criticar semelhante afirmação?

A realidade pode ser muito cruel, e neste caso é definitivamente impiedosa. Os restaurantes, a hotelaria e os hipers são, na sua maioria, dos sectores que mais mal pagam e que mais trabalhadores precários empregam.

Se estes empresários têm, de facto, preocupações sociais, então porque não empregam, com salários dignos, boa parte dos trabalhadores que por lá passaram com contratos precários e com habilitações mais do que suficientes para as funções que desempenham? Noutro olhar mais realista, será que estes refugiados, devido à sua situação de fragilidade, não servirão apenas para engrossar a mão-de-obra barata que é tão procurada por maus empresários?
~
Podemos ter um grande coração, e até ser crédulos, mas esta iniciativa cheira muito a esturro!

quarta-feira, janeiro 24, 2018

O MUSEU DA MÚSICA EM MAFRA

Os diversos anúncios da ida do Museu da Música para Mafra, uns antigos, outros mais recentes, têm merecido diversos comentários, uns favoráveis, outros mais críticos, o que demonstra que a notícia não tem passado despercebida.

O acordo entre a Câmara Municipal de Mafra e a DGPC não é público, conhecendo-se apenas o que vem nas notícias, e parece que a C.M. de Mafra irá ceder um espaço no Palácio Nacional de Mafra (?) para a instalação do museu, que segundo consegui apurar ficará na ala Sul do conjunto monumental.

Sem conhecer os detalhes desta nova casa do Museu da Música, não consigo ter uma opinião definida sobre esta mudança, contudo tenho algumas questões para as quais ainda não tive respostas satisfatórias.

Terá este venerável edifício condições para albergar instrumentos musicais, que todos sabemos serem bastante afectados pelas variações das condições térmicas e de humidade? O pessoal desse museu agora na Estação de Metro Alto dos Moínhos vai transitar para Mafra, ou terão de ser efectuadas novas admissões? O museu continuará a estar dependente da DGPC, ou ficará dependente da C.M. de Mafra?

Já me colocaram outras questões, talvez mais rebuscadas, como a de saber se a vinda deste museu para o edifício de Mafra tem algo que ver com o restauro dos carrilhões, que alguns apontam para este ano, e que deverá condicionar as visitas do palácio durante os trabalhos de retirada e colocação dos conjuntos de sinos.


Confesso que não sei responder a estas questões e que estou tão curioso quanto muitos os que se interessam pelo Património.



sábado, dezembro 31, 2016

NÃO ERA PARA SER ISTO, MAS...

Estava a preparar-me para fazer um balanço do ano de 2016 e coloquei um CD do Mário Mata a tocar e, deixei de ter vontade de o fazer. Para não deixar o dia em branco deixo-vos duas músicas do Mário, que vem sempre a propósito...



sexta-feira, março 04, 2016

MÚSICA EM PORTUGUÊS

Não estamos habituados a ouvir estes senhores a cantar em português, mesmo que com sotaque brasileiro.

Os Iron Maiden

 
Metallica

sábado, novembro 15, 2014

SACCO E VANZETTI



Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti foram dois anarquistas italianos que foram presos, acusados, julgados e condenados nos Estados Unidos na década de 20 do século passado, sob a acusação de homicídio de um contabilista e de um guarda de uma fábrica de sapatos.

Mesmo na época dos acontecimentos foram muitas as dúvidas sobre a sua culpa, não tendo sido absolvidos mesmo depois de um outro homem ter admitido em 1925 a autoria dos ditos crimes.

Foram condenados à morte e executados na cadeira eléctrica em Agosto de 1927. Os dois homens só foram absolvidos 50 anos depois pelo governador do Massachusetts Michael Dukakis.

Texto adaptado da Wikipédia


quarta-feira, maio 07, 2014

MÚSICA E LETRA


O Charlatão
Numa ruela de má fama 
faz negócio um charlatão
 
vende perfumes de lama
 
anéis de ouro a um tostão
 
enriquece o charlatão
No beco mal afamado 
as mulheres não têm marido
 
um está preso, outro é soldado
 
um está morto e outro f´rido
 
e outro em França anda perdido
É entrar, senhorias 
a ver o que cá se lavra
 
sete ratos, três enguias
 
uma cabra abracadabra
Na ruela de má fama 
o charlatão vive à larga
 
chegam-lhe toda a semana
 
em camionetas de carga
 
rezas doces, paga amarga
No beco dos mal-fadados 
os catraios passam fome
 
têm os dentes enterrados
 
no pão que ninguém mais come
 
os catraios passam fome
É entrar, senhorias 
a ver o que cá se lavra
 
sete ratos, três enguias
 
uma cabra abracadabra
Na travessa dos defuntos 
charlatões e charlatonas
 
discutem dos seus assuntos
 
repartem-se em quatro zonas
 
instalados em poltronas
P´rá rua saem toupeiras 
entra o frio nos buracos
 
dorme a gente nas soleiras
 
das casas feitas em cacos
 
em troca de alguns patacos
É entrar, senhorias 
a ver o que cá se lavra
 
sete ratos, três enguias
 
uma cabra abracadabra
Entre a rua e o país 
vai o passo de um anão
 
vai o rei que ninguém quis
 
vai o tiro dum canhão
 
e o trono é do charlatão
Entre a rua e o país 
vai o passo de um anão
 
vai o rei que ninguém quis
 
vai o tiro dum canhão
 
e o trono é do charlatão

É entrar, senhorias 
a ver o que cá se lavra
 
sete ratos, três enguias
 

uma cabra abracadabra

segunda-feira, abril 28, 2014

RECOMEÇAR COM MÚSICA

Depois de festejar o 25 de Abril vou começar a nova semana com um trovador e a sua música que sempre gostei de escutar.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

BALELAS ELEITORAIS

António Pires de Lima diz uma coisa e o governo que ele integra faz outra completamente diferente, com a desculpa das imposições da troika.

Ao dizer que o governo tem” uma visão claramente diferente”, o ministro da Economia atira para o futuro a redução dos impostos e o aumento do rendimento disponível, bem como do ordenado mínimo nacional.

A campanha eleitoral já deve ter começado mesmo sem o anúncio oficial, e Pires de Lima escolheu exemplos de salários entre 3.000 a 4.000 euros para falar da taxa de IRS, e não esqueceu também a taxa mais alta, que é de 57%, mas não se dignou a falar de vencimentos mais normais e mais baixos, onde os cortes acabam por fazer mais mossa, significando muitas vezes pobreza, mesmo para quem ainda tem um trabalho.


É evidente que os nossos governantes não conhecem a realidade de grande parte dos trabalhadores nacionais, ou a dos reformados e dos desempregados, pois só assim se percebe que escolham exemplos que retratam apenas minorias que estão muito acima da média nacional.


sábado, agosto 24, 2013

LINDA

Mais uma cantora que por motivos de doença vai deixar de cantar, mas que nos deixa uma obra bastante interessante.

domingo, março 17, 2013

O PAÍS VAI DE CARRINHO

O país ouviu o ministro das Finanças anunciar os resultados referentes ao défice de 2012, e para além dos falhanços das suas previsões, houve uma coisa que faltou, que foi o pedido de desculpas e a resignação de quem não conseguiu acertar em nada e conseguiu deixar o país ainda em pior situação do que aquela em que o encontrou.

sábado, maio 26, 2012

DANÇA E CINEMA

Hoje o Pateta faz 80 anos, e um entusiasta deste trapalhão, que me fez passar muitas horas a ler e admirar os livros de quadradinhos e outras tantas a ver os pequenos filmes de animação, aqui fica o meu tributo recordando um filme que talvez nem todos conheçam.
Já vem atrasada um dia mas como eu gosto decidi partilhar com quem me visita, um dia depois do dia em que se comemorou a dança com sapateado. Divirtam-se.

domingo, abril 03, 2011

ESTE DOMINGO É DE VALSA

Porque a música é um bálsamo que nos leva esquecer muitas das agruras da vida, e como é a linguagem mais universal, aqui vos deixo uma das músicas que preencheram uma parte da minha tarde, esperando que gostem.

Pode colocar os phones no lugar e começar a ouvir o que está lá mais abaixo.



STRAUSS I I
(1825-1899)

Johann Strauss II é considerado o músico mais famoso de toda a família Strauss. Ele nasceu em Viena, em 25 de Outubro de 1825. Empregou-se como bancário para satisfazer o pai, embora estudasse violino sem seu conhecimento. Desde os dezasseis anos, Schiani (o apelido familiar do compositor) compôs música dançável e cada vez mais popular. Sua produção chegava a uma média de duas valsas por mês. Na forma, elas tinham certa semelhança com as criadas por seu pai, com uma introdução lenta e as melodias de grande inspiração, mas com os detalhes harmónicos e orquestrais mais ricos e subtis.

Aos dezanove anos aprontou uma surpresa para o pai: ao regressar de uma tournée, Johann Strauss I encontrou as ruas de Viena repleta de cartazes: ‘Johann Strauss II apresenta sua orquestra e suas valsas’. Ficou mais estarrecido ainda quando, ao mandar emissários para o concerto, recebeu notícias avassaladoras. Em 15 de Outubro de 1844, a orquestra de seu filho foi obrigada a voltar ao palco dezanove vezes para repetir a sua valsa Epigrama. Durante algum tempo, as orquestras de pai e filho foram concorrentes, mas com a morte do patriarca dos Strauss, em 1849, elas se juntaram. Quando chegou ao principal salão de Viena, Johann II recebeu de um dos músicos o violino que pertencera a seu pai e, com ele, conduziu as orquestras finalmente unidas. Na plateia, um cartaz previa o futuro do jovem: ‘Viva o rei da valsa’.

O novo regente dividiu a orquestra em quatro grupos e, a cada noite, regia um após o outro. Aos vinte e nove anos, a fadiga o levou a delegar a seu irmão Josef parte dessa tarefa. Com isso, o jovem e próspero músico pôde dedicar-se à composição, além de viajar pela Europa e Estados Unidos, onde realizou uma apresentação histórica, ao reger uma orquestra de quase 1.000 músicos na comemoração dos 100 anos da independência americana, em 1876, na cidade de Boston.

Elegante, esguio, com brilhantes olhos negros e escura cabeleira ondulada, Johann II compôs sua obra mais popular, O Danúbio azul, depois de se casar com Jetty Treffz, seis anos mais velha do que ele. O Danúbio azul se transformaria, praticamente, no hino de Viena e serviu como tema musical do filme de Stanley Kubrick ‘Uma odisséia no espaço’ (1968). Seguiram-se composições também antológicas, como Vozes da Primavera, Sangue vienense, Vida de artista, Contos dos bosques de Viena, Vinho, mulheres e música, Valsa do imperador, Rosas do sul. O compositor foi casado, ainda, com Lily Dittrich e Adela Deutsch.

A criação da opereta O morcego (1874), considerada a sua obra-prima, teve uma influência decisiva de seu amigo Offenbach, o mais importante compositor de óperas cómicas da Europa na época e que esteve em Viena por volta de 1870. Depois de O morcego, em que exaltava a alegria de viver em Viena, Johann II compôs mais 13 operetas, deliciosas crónica de costume. Entre seus amigos famosos estava também o compositor Brahms. Consagrado em vida, ele recebeu do imperador Francisco José o maior de todos os elogios para quem, na juventude, teve ideias republicanas: ‘Tu também és imperador’.

Ao morrer, aos setenta e três anos em 3 de Junho de 1899, Johann Strauss II, deixou um património musical de 479 obras, entre valsas, polcas, operetas e, para sempre, nos corações apaixonados, o sublime encanto que uma valsa de Strauss provoca quando se entrega ao prazer absoluto de sua música divina. Pode-se dizer que Johann Strauss II, além de seus dotes extraordinários de músico, foi símbolo de uma época que glorificava, com suas músicas, uma alegria de viver jamais superada.

Strauss II é considerado o rei da valsa. Suas mais conhecidas obras neste género são: Contos dos bosques de Viena (1868), O Danúbio azul (1867), Rosas do sul (1880), Sangue vienense (1871), Valsa do imperador, Vida de artista (1867), Vinho, mulheres e música, Vozes da primavera. O morcego (1874) é a sua principal opereta, seguido de O barão cigano (1885).

Texto original

CONTOS DOS BOSQUES DE VIENA

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

CULTURAS

Uma voltinha pelos arquivos e a escolha caiu sobre a Rússia, talvez porque essa não seria a escolha mais óbvia.

DANÇA


FOTOGRAFIA
By Palaciano

MÚSICA


CARTOON

terça-feira, dezembro 28, 2010

LISZT

O ano de 2011 será também o ano de Franz Liszt, ou Liszt Ferenc se atendermos ao facto de ele próprio se ter intitulado de húngaro, ainda que não soubesse sequer falar húngaro.

Liszt nasceu a 22 de Outubro de 1811 em Raiding e foi baptizado com o nome latino de “Franciscus”, mas era tratado pelos seus amigos deste muito cedo por Franz, que era naturalmente a versão alemã do nome.

A sua relação com a princesa Carolyne foi atribulada e escandalosa na época, e terá contribuído para a sua ida para Itália em 1860.

Da sua obra destacam-se a Sinfonia Fausto e a Sinfonia Dante e muitas rapsódias Húngaras. Aguardemos para ver como se vai comemorar em Portugal o Ano Liszt.















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