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quarta-feira, maio 15, 2019

PARA QUE SERVEM DOIS MUSEUS DOS COCHES?

Há uns anos o Estado, através das suas instituições competentes, decidiu mandar construir um novo edifício para transferir os coches do Antigo Picadeiro, de modo a poderem ser melhor fruídos pelos visitantes. A decisão foi controversa e muitos, como eu, acham que o novo edifício em nada beneficiam tão belas e ricas viaturas antigas.

O que nunca foi compreendida foi a manutenção de alguns coches no antigo edifício, que continua aberto ao público com algumas intermitências devido a cedências de espaços para cerimónias oficiais, ou mesmo eventos de natureza particular.

Hoje decidi publicar aqui uma imagem do suplemento do jornal Público, onde se vêem mesas a poucos metros da exposição de coches, no magnífico edifício do Picadeiro, certamente tirada numa cedência de espaços.

Recordo que uma exposição de carros eléctricos nos dois espaços onde pontuam os veneráveis coches, mereceu um coro de críticas, onde pontuavam palavras tais como "vergonha"ou "mercantilismo". Enfim, o Património serve para muitas coisas mas lucra muito pouco com isso.
Será que o Picadeiro está aberto para ser usado como salão de festas? Será que não há falta de pessoal no Museu dos Coches (novo)? Não merecerá o velho edifício ser beneficiado com umas obras de restauro e depois ser utilizado com a devida dignidade? 


segunda-feira, agosto 20, 2018

BOM JORNALISMO E MOÇAMBIQUE


Saiu no Público uma reportagem sobre Moçambique com o título “Moçambique: terra de todos, terra de alguns” que vem revelar alguns problemas que derivam da distribuição de terras e das injustiças criadas com a desculpa do desenvolvimento.

Numa altura em que muitos falam da exploração dos tempos coloniais, e das culpas dos portugueses que derivaram das viagens marítimas a partir do século XV, talvez seja instrutivo ler-se esta reportagem para se perceber que mesmo sem o colonialismo, existirá sempre quem se aproveite da pobreza e da ingenuidade, e quem se deixe corromper pelos poderosos, para explorar (nem quero utilizar o termo escravizar).

O dinheiro corrompe os pequenos (e até os grandes) poderes políticos, serve para enganar os ingénuos, e não tem cor política, raça ou credo, ao contrário do que se tenta fazer crer.

Leiam bem o artigo e façam-no sem preconceitos, porque está lá tudo, pelo que não é necessário qualquer ajuda à compreensão do problema e como ele surgiu.


Beira - Festejos do Aniversário 

Beira (anos 70) - Cidade que comemora hoje os seus 111 anos.

sábado, maio 26, 2018

QUEREM MESMO QUE ACREDITEMOS?


No meu giro pelas notícias dos jornais portugueses dei com um título interessante, “restaurantes, hotelaria e hipers pedem refugiados”, e como não podia deixar de ser, lá fui eu ler a “anedota”.

Comecei por me rir ao ver a gerir o projecto uma entidade , o Alto Comissariado para as Migrações, e o nome de alguns parceiros da iniciativa, como sejam a Portugália, Teleperformance e Hard Rock Café.
Foi muito “tocante” ver que a preocupação dos criadores do projecto “ é que essas pessoas (os refugiados) ganhem o mais rapidamente autonomia, o que se consegue pela via do emprego”. Quem pode criticar semelhante afirmação?

A realidade pode ser muito cruel, e neste caso é definitivamente impiedosa. Os restaurantes, a hotelaria e os hipers são, na sua maioria, dos sectores que mais mal pagam e que mais trabalhadores precários empregam.

Se estes empresários têm, de facto, preocupações sociais, então porque não empregam, com salários dignos, boa parte dos trabalhadores que por lá passaram com contratos precários e com habilitações mais do que suficientes para as funções que desempenham? Noutro olhar mais realista, será que estes refugiados, devido à sua situação de fragilidade, não servirão apenas para engrossar a mão-de-obra barata que é tão procurada por maus empresários?
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Podemos ter um grande coração, e até ser crédulos, mas esta iniciativa cheira muito a esturro!