quarta-feira, maio 15, 2019
PARA QUE SERVEM DOIS MUSEUS DOS COCHES?
sexta-feira, março 11, 2016
FALEMOS DE DIGNIDADE
sábado, novembro 03, 2012
A NOÇÃO DO LIMITE
domingo, maio 30, 2010
CREDIBILIDADE
A falta de credibilidade deste governo é uma realidade que já ninguém coloca em dúvida. A palavra do 1º ministro não convence, a bondade das medidas de contenção orçamental não convencem, e as preocupações sociais de que se arroga o executivo são uma treta.
Num simples fim-de-semana temos o Chico Buarque a desmentir José Sócrates, temos a ministra do Trabalho a dizer que quer a concertação e não a contestação, ignorando que a polícia arreou a torto e a direito a manifestantes por razões que nada tinham a ver com eles nem com a contestação. Acham pouco?
O que dizer dum governo que corta nos apoios sociais aos desempregados, numa altura em que o desemprego está em níveis altíssimos, mas que alarga os apoios à banca?
Li algures que a contestação não vai atingir níveis idênticos aos da Grécia. Será mesmo assim? Olhem que a fome é má conselheira, e mesmo a caridade está a fraquejar.
Num país normal, com políticos íntegros e verdadeiramente preocupados com a situação dos cidadãos, um governo sem credibilidade e incapaz de inverter a situação, a demissão imediata era a solução lógica. Num país normal...
segunda-feira, março 24, 2008
QUESTÕES DE DIGNIDADE
Nos últimos tempos temos assistido um pouco por toda a Europa à desregulamentação das leis laborais, acompanhada pela grande abertura à emigração, defendida por alguns sectores que tradicionalmente não o costumam fazer. Claro que me refiro a algum patronato que tem aproveitado a deslocação massiça de emigrantes, aos quais simultaneamente é dificultada a legalização, o que os transforma num grande contingente de mão-de-obra barata, sempre disponível ainda que com salários e condições de trabalho inferiores às que estão instituidas.
Em Espanha temos muitos compatriotas nossos, que recebem salários inferiores aos estipulados e trabalham mais horas do que as normais. Claro que são empurrados para estas situações devido ao desemprego em Portugal, e aos ainda mais baixos salários praticados deste lado da fronteira. Mas há que ter em conta que os salários em Portugal também estão a ser pressionados para baixo, devido ao elevado número de emigrantes à procura de legalização que se vão sujeitando aos baixos salários.
Este carrossel de emigração em busca de melhor situação, tem feito baixar o custo da mão-de-obra, mas não se tem reflectido de igual modo no custo de vida que obedece a uma outra lógica que comanda os mercados. Temos assim que o custo do trabalho tende a nivelar-se por baixo, enquanto o custo de vida segue em sentido contrário, especialmente em países como o nosso, com uma economia fraca e altamente dependente das importações, mesmo de bens alimentares.
Prefiro encarar esta atitude dos sindicatos galegos como uma reivindicação pelo respeito escrupuloso das leis laborais, e da defesa dos direitos de quem trabalha, em vez criticar sem fundamento a sua atitude.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
TEMOS MUITA POBREZA
Ainda recentemente o governo veio anunciar que a taxa de pobreza tinha caído dois pontos, baseando-se em indicadores muito discutíveis do Instituto Nacional de Estatística, mas a realidade contraria em absoluto esses números. Hoje em dia já não temos só risco de pobreza devido ao desemprego (outra praga), ou nas famílias mono parentais, esse risco alastrou também às famílias com empregos, devido às políticas de baixos salários praticadas em Portugal.
As políticas de rendimentos são efectivamente o maior falhanço da governação, porque baseia a competitividade apenas nos baixos salários e na precarização do emprego, adiando a modernização das empresas, não incentivando a produtividade e obrigando a um maior esforço fiscal, dos que menos auferem, para arrecadar os impostos de que o governo não abdica.
Ficou bem patente nas palavras do ministro do Trabalho e da Segurança Social, que esta política de baixos salários é para prosseguir, quando assinalou que a consciência da realidade levou o executivo a investir na rede de equipamentos sociais, especificando as creches, o reforço do abono de família e o complemento solidário, como resposta às famílias.
Talvez o governo não tenha a percepção do problema, nem da sua dimensão, se continua a pensar em criar um sistema meramente assistencial. Os portugueses não querem propriamente viver de esmolas, ou exclusivamente dependentes das ajudas da segurança social, nem isso é sustentável. Os portugueses querem empregos com salários dignos, e a diminuição da precariedade do mesmo. Exigem também a diminuição das desigualdades sociais derivada de uma má redistribuição da riqueza, factor que nem as estatísticas oficiais retratam na sua verdadeira dimensão.













