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sexta-feira, outubro 13, 2017

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO EM RESTAURANTES?



Depois de passada a fúria contra os fumadores e do tempo que decorreu até se tornar uma regra a proibição do fumo na generalidade dos restaurantes, eis que vem aí mais uma lei que pretende aprovar a entrada de animais de estimação em restaurantes.

Para que conste já não sou fumador há vários anos e gosto muito de cães, especialmente dos grandinhos, em detrimento das miniaturas que não me dizem absolutamente nada.

Dito isto, confesso que esta decisão da maioria dos deputados me desagrada em absoluto, pois embora caiba ao dono do restaurante permitir, ou não, a entrada de animais de estimação, não me convence da sua bondade.

Conheço restaurantes em que as crianças não são bem recebidas, apesar das leis vigentes, e não penso que me agrade estar num restaurante onde se encontrem uns quantos cães, talvez uns gatos, ou mesmo uns coelhos, ou cobras, ou ratos de estimação. Qualquer um é livre de ter animais de estimação na sua casa, e até de os passear em espaços públicos devidamente guardados pelos donos, mas num restaurante, tenho muitas dúvidas.

Terão os senhores deputados, certamente bem-intencionados, pensado na salsada que pode dar o encontro de diversos cães no mesmo espaço fechado, ou de gatos e cães que nunca conviveram, ou do pânico que pode causar uma cobra ou um qualquer lagarto dentro dum restaurante? Já pensaram nos problemas de higiene que podem advir com a implementação desta autorização? Em caso de problemas como se resolvem as questões de responsabilidade civil?

Para mim tenho que as crianças podem causar incómodos em alguns casos, mas os animais de companhia podem criar situações bem mais complicadas, disso não tenho qualquer dúvida.

Sei que quem gosta muito dos seus animais de estimação e os trata e treina convenientemente, pode discordar desta minha opinião, mas também convém lembrar que os animais são o espelho dos seus donos, e infelizmente há muitos que não são merecedores do direito de ter animais à sua guarda.


Tão amigos que nós somos...

segunda-feira, novembro 28, 2016

FIDEL



São poucos os políticos que conseguem ser amados por uns e odiados por outros, mas que conseguem ser coerentes durante muitas décadas, até à sua morte.

Fidel conseguiu tudo isso, mas conseguiu também sobreviver ao ódio de dirigentes da maior superpotência mundial, que repetidamente o tentaram assassinar, como é público.

Podemos concordar ou discordar das opções políticas ou do modo como dirigiu Cuba, mas Fidel foi sempre fiel a si próprio e ao seu discurso, coisa de que poucos políticos mundiais se podem orgulhar.

Por estes dias vemos figuras cinzentas da nossa política a criticar Fidel Castro, contudo nunca ficarão na História por algo relevante, ao contrário de Fidel, que apesar de tudo até foi respeitado por boa parte do seu povo, independentemente das condições de vida a que foram sujeitos, e até por muitos dos seus opositores.



sábado, setembro 15, 2012

A CARECA DE PASSOS



Quando alguém tropeça nas suas próprias palavras costuma dizer-se que deixa a careca à mostra. Não julguem que me interessam os problemas capilares de Passos Coelho, que os tem, porque apenas me vou deter nas suas palavras.

Ainda há poucas horas tinha dito o 1º ministro, e o seu ministro das Finanças, que Portugal estava no bom caminho, referindo-se aos resultados das políticas de austeridade implementadas, para agora vir dizer que a dívida afinal até tem aumentado e ainda aumentará mais em 2013.

Passos Coelho disse, quando procurou justificar os cortes extraordinários e irrepetíveis, feitos aos funcionários públicos, que eram porque os seus salários representavam a maior fatia do Orçamento de Estado, e também que era porque eles não podiam ser despedidos. Agora já diz, ou manda dizer, que se encara a possibilidade de despedimento de funcionários públicos, e em rescisões amigáveis, e confessa o 1º ministro que a maior despesa do OE é a do encargo da dívida.

Também me recordo dos comentários de diversos membros deste governo, e da maioria que o suporta, em torno da afirmação de José Sócrates ( que nunca mereceu o meu apoio) de que as dívidas dos Estados não eram para se pagar mas sim para se gerir. Agora Passos já diz com toda a calma que terá de controlar a dívida e reduzir o seu nível para patamares aceitáveis, daqui a 15 ou 20 anos.

Será que a característica mais visível deste 1º ministro é a contradição absoluta do que diz antes e do que faz e projecta depois? Será que é um indivíduo que evolui a cada momento e que por isso não pode ser consistente no discurso e nas convicções? E será que os portugueses estão dispostos a confiar numa pessoa com estas características?

Eu não!


CARTOON
FOTOGRAFIA

terça-feira, janeiro 03, 2012

ALIANÇA DE INICIAIS

Há alguns dias atrás ouvi algumas pessoas a dizer que não percebiam como é que Passos Coelho podia pensar em privatizar o que o Estado ainda tinha de participação no capital da EDP, vendendo a uma empresa detida pelo governo chinês.

Não encontrei nenhuma resposta lógica ou coerente, do ponto de vista do interesse nacional ou mesmo político, mas ao tentar conseguir um "boneco" para para ilustrar a dita privatização, descobri uma afinidade entre Coelho e a República Popular da China: as iniciais. Falta a República, dizem-me vocês, mas lembrem-se que já nem o 5 de Outubro é feriado.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

HUMOR AO FERIADO

Portugal é um país fantástico e, apesar de sermos um bocado sisudos, temos dirigentes que são uns verdadeiros pândegos.

Ainda a semana passada ouvimos dirigentes empresariais dizer que as empresas não podiam pagar ordenados mínimos de 500 euros por causa dos custos de produção e da concorrência internacional, mas quando se sabe que o preço da energia eléctrica vai aumentar mais do que a inflação, temos esses mesmos dirigentes verdadeiramente mudos.

Há algum tempo conheceu-se um registo exaustivo de dezenas de voos com destino a Guantanamo, que cruzaram o nosso espaço aéreo, e os que escalaram aeroportos nacionais. Há poucos dias conheceram-se uns “cables” com origem na embaixada dos EUA em Lisboa sobre o assunto, e contudo, o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros conclui que “pura e simplesmente não houve voo nenhum”.

Em Portugal tornou-se normal ouvir um membro do governo ter um discurso em Bruxelas, e depois dizer o contrário em território nacional. Por exemplo, temo s a respeito desse tema os discursos de lá e de cá, mas também temos o da ministra da pasta que é divergente do que teve agora o 1º ministro.

A coerência parece que não faz parte do discurso dos nossos dirigentes, e estou em crer que a camada de ozono deve ter alguma influência nesta inconstância, porque não me atreveria a dizer como a grande Ivone Silva … ESTÁ TUDO GROSSO!





CARTOON

domingo, maio 30, 2010

CREDIBILIDADE

A falta de credibilidade deste governo é uma realidade que já ninguém coloca em dúvida. A palavra do 1º ministro não convence, a bondade das medidas de contenção orçamental não convencem, e as preocupações sociais de que se arroga o executivo são uma treta.

Num simples fim-de-semana temos o Chico Buarque a desmentir José Sócrates, temos a ministra do Trabalho a dizer que quer a concertação e não a contestação, ignorando que a polícia arreou a torto e a direito a manifestantes por razões que nada tinham a ver com eles nem com a contestação. Acham pouco?

O que dizer dum governo que corta nos apoios sociais aos desempregados, numa altura em que o desemprego está em níveis altíssimos, mas que alarga os apoios à banca?

Li algures que a contestação não vai atingir níveis idênticos aos da Grécia. Será mesmo assim? Olhem que a fome é má conselheira, e mesmo a caridade está a fraquejar.

Num país normal, com políticos íntegros e verdadeiramente preocupados com a situação dos cidadãos, um governo sem credibilidade e incapaz de inverter a situação, a demissão imediata era a solução lógica. Num país normal...



IMAGEM SUGERIDA
Poster da II Guerra Mundial


CARTOON
Felino camaliónico

Juro que não é meu!...

domingo, abril 27, 2008

O MERECIDO DESCANSO

Como devem ter notado, o Zé aproveitou a preceito o feriado e o fim-de-semana alargado para descansar o corpinho. Como é aconselhável, o descanso deve ser respeitado a bem do equilíbrio familiar e mental.

Houve quem tivesse questionado o facto de eu festejar o 25 de Abril, o que parecia incompatível com o facto de ter sido um dos milhares de portugueses que foi apelidado de retornado. Lamento que existam dúvidas sobre o que escrevo, mas sempre separei os ideais dos que acabam por ser protagonistas da História, por oportunismo ou por intromissão abusiva em momentos para os quais nada contribuíram.

Fui um dos muitos que teve de refazer a sua vida depois do 25 de Abril, onde perdi não só tudo o que tinha, trabalho, casa e até estabilidade familiar, mas também a terra em que nasci, onde passei a ser considerado indesejável por causa da cor da minha pele. Se tenho que culpar alguém, esses são precisamente os protagonistas da política anterior ao 25 de Abril, e os oportunistas ou incapazes que os sucederam no poder.

A Liberdade foi por mim muito bem recebida, e os inconvenientes e excessos do período revolucionário, uma consequência de erros do passado e incapacidade aliada à ignorância de quem tomou as rédeas do poder. Nunca exigi compensações do Estado mesmo sabendo que a elas tinha direito, ao contrário de outros que nunca viram a sua subsistência ser ameaçada mas apenas o seu património. Pode parecer pouco, mas só eu sei o que é sentir o desespero de não ter dinheiro para sustentar uma família, ou vê-la ameaçada e até destruída por ter que lutar por alguma estabilidade económica, descurando a presença e o acompanhamento familiar.

Não lamento as minhas opções, apesar dos inconvenientes familiares, o divórcio, a disputa do poder paternal e o constante refazer de vida. Paguei um preço elevado pela Liberdade que prezo, mas nunca coloquei em causa os ideais de Abril. A Liberdade de que os meus filhos desfrutam e que espero deixar como herança para os meus netos, valeram todos os meus sacrifícios. Assim saibam eles que a Liberdade é um património que importa preservar.

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FOTOGRAFIA
Артём Сабиров
Золот-Ник

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CARTOON DE AUTOR


Japão por Bruno Venâncio

Hugo Chávez por Bruno Venâncio