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sexta-feira, setembro 26, 2014

CREDIBILIZAR OS POLÍTICOS



Foi com um sorriso que li a notícia de que o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, desafiou todos os partidos para “ponderarem a criação” de uma lei sobre o enriquecimento ilícito para credibilizar a classe política e a política em Portugal.

Numa altura em que existe um caso em que persistem as suspeitas sobre a conduta do então deputado Passos Coelho, que não foram totalmente dissipadas pelo actual 1º ministro, nem tão pouco pela entidade (PGR) que o podia legalmente fazer, por já estar prescrita qualquer conduta ilícita contida na denúncia anónima que saltou para as notícias, esta iniciativa só pode ser considerada um factor de diversão.

Só vai para a política quem o deseja, e não creio que alguém que escolha essa missão, é assim que considero a vida política, desconheça que está sob escrutínio cerrado da opinião pública, e que há sempre a possibilidade de suscitar suspeitas, das quais só a prova cabal de transparência pode afastar as suspeições. Pode-se discutir se é justo que assim seja, mas a conduta dos políticos assim o tem determinado…



sábado, setembro 13, 2014

LEVAR COM A ÂNCORA

Se há coisa divertida, é ouvir da boca da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque que a âncora da credibilidade de Portugal é a política económica seguida por este governo. Outra afirmação que confirma a credibilidade da ministra foi o seu desejo de diminuir os impostos sobre o trabalho, mas só quando as galinhas tiverem dentes, perdão, quando a situação assim o permitir...

Estes nossos políticos são mesmo uns pândegos, não acham?


terça-feira, novembro 26, 2013

MENTIRAS PERMANENTES



Um governo que chegou ao poder à custa de promessas que não cumpriu, de palavras que não respeitou, não pode querer que lhe seja dado nenhum crédito.

É mais do que ridículo ouvir a ministra das Finanças dizer que o corte nos salários dos funcionários públicos não é permanente, que é do interesse público devido a uma situação de emergência. Antes dela o seu antecessor também usou os mesmos argumentos, e fez cortes que afinal não resultaram em melhorias de vida, nem diminuíram em nada (pelo contrário) a dívida pública.

Os cortes sucessivos em salários e pensões dos funcionários públicos, diz a ministra, são transitórios e passíveis de ser revertidos no futuro. Quem não se recorda das promessas de Passos Coelho quando afirmou que não cortaria salários nem pensões, e que não aumentaria impostos?

Este governo não tem qualquer credibilidade e as suas palavras não convencem ninguém.



quinta-feira, janeiro 17, 2013

A CREDIBILIDADE DO RELATÓRIO DO FMI



O tal estudo do FMI, encomendado pelo governo português e com números por ele fornecidos, já era de credibilidade duvidosa desde o início, pois resumia-se a um elencar de sectores onde se podia cortar para atingir uma quantia de 4 mil milhões de euros, que era o verdadeiro objectivo do estudo.

Logo saltaram à vista números errados, colaboração de membros do governo e uma intenção clara de restringir os cortes às funções sociais do Estado, aos salários do sector público, às pensões e ao emprego público, deixando de fora outro tipo de despesas, o que não se percebe.

A última machadada na credibilidade do relatório do FMI, foi a de se saber que um co-autor do dito, o economista espanhol Carlos Mulas Granados, defende há muito o contrário do que é proposto para Portugal. O economista espanhol lançou noa ano passado uma campanha contra a austeridade no twitter, e ainda ontem lançou um texto em que diz claramente que a redução do défice não tem de estar associada a cortes dolorosos nas despesas sociais.

Por tudo isto se percebe que o relatório em causa é apenas uma encomenda do governo subordinado a uma agenda dele próprio ou de outrem a quem ele se submete, sem ter em conta que é perante o povo deve responder.


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quarta-feira, outubro 17, 2012

SÓ PODEM ESTAR A MANGAR



A troca de galhardetes entre Gaspar e Borges é hilariante: primeiro veio Gaspar elogiar a competência de Borges e depois veio este dizer que o Gaspar era o melhor e que não devia ser remodelado.

É difícil dizer qual dos dois merece menos crédito por parte dos portugueses, mas sempre digo que um falhou todas as contas que tem apresentado, afundando o país, e outro quer baixar os salários dos portugueses todos, menos o dele, sobre o qual não se pronuncia.

Também temos o Relvas, que quando questionado sobre se o número de funcionários públicos a “abater” seria de 40 mil, disse que seriam muito menos, para vir agora um secretário de Estado admitir que afinal seriam mesmo os tais 40 mil.

Sobre a falta de credibilidade de Relvas pouco há a dizer, mas a cada conjunto de declarações dele corresponde mais descrédito sobre a sua pessoa.

Aguiar Branco começa a seguir os maus exemplos, e precisamente no dia em que os militares revelam publicamente o seu desagrado, veio negar que existam tensões nas Forças Armadas. Claro que ainda não houve nenhuma revolução, mas que existem tensões, é inquestionável, senhor ministro.



quarta-feira, junho 06, 2012

O MAIOR BANCO PRIVADO

O BCP é desde há muito tempo intitulado o maior banco privado português, e nos últimos anos foi o centro de muitas notícias, quer por problemas internos quer por alguns negócios julgados duvidosos. 

Todos se lembram da saída de Jardim Gonçalves, das acusações que lhe foram feitas à época, da sua sucessão e das lutas pelo domínio do banco. Pelo que se soube mais tarde, a Caixa Geral de Depósitos emprestou largas quantias de dinheiro durante as lutas pelo domínio do banco. 

O tempo passou sobre tudo isto, os accionistas maioritários parece que até são estrangeiros, e o banco que paga reformas milionárias e salários fantásticos aos seus gestores, atravessa sérias dificuldades no que respeita a capitais próprios. 

Veio a público a notícia de que o BCP vai recorrer ao empréstimo com o aval do Estado, num valor creio que de 3,5 mil milhões de euros. Os mercados, os tais de que tanto gostavam os banqueiros e outra gente do meio da alta finança, estão agora a castigar as acções do banco que já valem pouco mais de 8 cêntimos, mostrando que há muitas dúvidas sobre a capacidade do BCP pagar este empréstimo no prazo definido. 

Vamos a ver se não vamos todos ser chamados a “bancar” também o BCP, e se também não vamos ser chamados a arcar com os prejuízos da CGD resultantes da aventura que foi a tentativa de domínio do BCP, cujas acções hoje valem muito pouco, comparativamente ao preço em que estavam na altura dos empréstimos muito criticados por quase toda a gente.
 
Sopra o vento e a verdade fica à mostra

segunda-feira, abril 09, 2012

CREDIBILIDADE E LEGITIMIDADE

No nosso sistema político os partidos apresentam-se a eleições com um programa eleitoral que então será sufragado pelas urnas. Políticos e políticas, em princípio, é o que os eleitores devem escolher em cada acto eleitoral.

O que se passa em Portugal é que os partidos podem fazer batota apresentando nomes que depois não querem ir para o governo ou para as autarquias, e também podem prometer uma coisa e depois fazer o seu contrário sem possibilidade de serem destituídos do poder antes de novas eleições.

Este sistema, do modo como está organizado, faz com que a classe política seja pouco confiável e também desmotiva os cidadãos de terem mais participação cívica.

É urgente encontrar-se meio de responsabilizar os políticos pelas suas decisões, e arranjar maneira de os obrigar a cumprir o que estava no programa com que se apresentaram a votos, ou então de os demitir pelo incumprimento dos seus compromissos eleitorais.

Sem se encontrarem os meios necessários e suficientes para “controlar” os governantes, estaremos sempre sujeitos a autênticas fraudes eleitorais como as que estamos a viver já há décadas.

Não se pode admitir que políticos que prometem uma coisa e depois fazem outra completamente diferente, continuem a encher a boca com palavras como legitimidade e credibilidade, atributos que não lhes reconhecemos.

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