quarta-feira, junho 06, 2012
O MAIOR BANCO PRIVADO
quinta-feira, dezembro 18, 2008
RAPIDINHAS
Hotéis de charme – Não sei se por fuga de informação ou intencionalmente, o projecto de entregar parte do Mosteiro de Alcobaça a um privado foi anunciado na SIC com todas as letras, antes mesmo da lei que eventualmente o podia permitir, estar publicada. Não sei se a indiscrição saiu do executivo do senhor Sapinho, ou do gabinete de Pinto Ribeiro, mas foi um acto muito infeliz. Sabe-se, e a televisão voltou a fazer eco disso, que o que não faltam são palácios e quintas senhoriais por esse Portugal fora, a bons preços, e que podem ser utilizadas para esse fim, o que não há é empresários dispostos a investir.
Crise especulativa – Parece que as instituições financeiras portuguesas são das que mais apostam em produtos de qualidade duvidosa, apesar das nossas reduzidas dimensões. Existem maus produtos por aí? Portugal primeiro diz que não tem, ou não sabe, depois lá aparecem uns quantos, depois é um grande buraco. A propósito de buraco, o aumento de capital anunciado para CGD, pelo seu montante, cobre apenas as perdas resultantes da “nacionalização” do BPN.
quinta-feira, novembro 06, 2008
INDEMNIZAÇÃO A PREVARICADORES
Eu já tinha aqui manifestado os meus receios quanto às indemnizações que podiam decorrer do processo de nacionalização de bancos, como por exemplo o BPN. Os meus receios, pelos vistos eram fundados, ainda que por princípio eu fosse favorável à indemnização dos bens nacionalizados.
Nunca veio a propósito escrever neste espaço que eu e a minha família também já fomos vítimas de um processo de nacionalização, pelo Estado de Moçambique, passando a ser arrendatários da própria habitação e da pequena quinta de que éramos proprietários antes da independência do território. Considerei então, e continuo a considerar hoje, que a medida foi injusta e violenta, e que resultou de um processo revolucionário e de ressentimentos aos quais eu e a minha família éramos alheios, e que o Estado português agiu muito mal não indemnizando milhares de cidadãos que foram espoliados por motivos políticos e não por qualquer outra razão objectiva do âmbito de alguma decisão judicial.
Afastados todos os preconceitos ideológicos sobre a minha opinião, e cingindo-me apenas ao caso do BPN, venho insurgir-me contra a redacção do artigo 5º da Lei das Nacionalizações aprovado pela maioria do PS, que abre caminho a que accionistas que tenham sido condenados por práticas lesivas para a empresa nacionalizada possam vir a ser indemnizados pelo Estado.
Esta lei é lesiva dos interesses do Estado, e portanto do conjunto dos cidadãos. Se os indícios apurados pelo Banco de Portugal, e pela recente administração do BPN apontam para fraudes ao longo de diversos anos, porque é que se fala já de indemnizações? Ninguém percebe a pressa e a falta de clareza, até porque fomos todos informados de que a Justiça prevê que a investigação e a produção de prova vai ser difícil e demorada, o que aconselhava maior prudência e bastante reflexão em vez de pressa e atabalhoamento que nos podem vir a sair bem caros.


quarta-feira, novembro 05, 2008
SEM COMENTÁRIOS
Cabo Verde avisou Constâncio para "irregularidades" em Março

Segurança Social esconde depósito do BPN
Correio da Manhã, 4/11/2008

BPN usado para lavar dinheiro










