Hotéis de charme – Não sei se por fuga de informação ou intencionalmente, o projecto de entregar parte do Mosteiro de Alcobaça a um privado foi anunciado na SIC com todas as letras, antes mesmo da lei que eventualmente o podia permitir, estar publicada. Não sei se a indiscrição saiu do executivo do senhor Sapinho, ou do gabinete de Pinto Ribeiro, mas foi um acto muito infeliz. Sabe-se, e a televisão voltou a fazer eco disso, que o que não faltam são palácios e quintas senhoriais por esse Portugal fora, a bons preços, e que podem ser utilizadas para esse fim, o que não há é empresários dispostos a investir.
Crise especulativa – Parece que as instituições financeiras portuguesas são das que mais apostam em produtos de qualidade duvidosa, apesar das nossas reduzidas dimensões. Existem maus produtos por aí? Portugal primeiro diz que não tem, ou não sabe, depois lá aparecem uns quantos, depois é um grande buraco. A propósito de buraco, o aumento de capital anunciado para CGD, pelo seu montante, cobre apenas as perdas resultantes da “nacionalização” do BPN.



