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quarta-feira, maio 13, 2015

QUEM MANDA?



A Europa envelheceu e deitou-se à sombra do seu passado, e o seu legado para a humanidade, a Democracia, foi considerada um dado adquirido enquanto uns poucos se foram apoderando do poder, usando todos os truques da cartilha da malandragem organizada.

A política deixou de ser uma missão, passando a ser uma profissão, a defesa do bem público e dos cidadãos passou para segundo plano, onde o bem dos bancos e das grandes empresas estão em primeiro lugar.

Um pouco por todo o continente falou-se em crise e em austeridade, e os cidadãos foram chamados a contribuir mais através dos impostos, e mesmo a abdicar de parte dos seus direitos e salários, a bem da economia.

O futuro dos países dependia da saúde das finanças públicas, e isso justificava os sacrifícios exigidos a todos, ou quase, porque alguns continuavam a ser poupados. Os grandes empresários e o grande capital conseguiam refúgio em paraísos fiscais, e alguns mesmo em solo europeu.

Não se julgue que se ficou apenas pela impunidade fiscal pela deslocalização das sedes das empresas, porque há mais. Lembram-se da famosa taxa “Tobin” que deveria onerar as transações financeiras? 

Pois, essa mesma, que já vai no 3º adiamento, e que já não vai arrancar em 2016, como diziam, e que segundo Luís Guindos, o ministro espanhol da Economia, deverá demorar ainda mais um ano, até existir um acordo para a sua implementação.

Em Democracia somos todos iguais perante a lei, e portanto todos devem participar segundo as suas posses no esforço da consolidação das contas públicas, mas quem faz as grandes transações financeiras deverá ficar de fora deste esforço, porque… afinal quem é que manda nisto tudo?  



quarta-feira, março 18, 2009

GESTÃO DOS TEMPOS DA JUSTIÇA


Porque a Justiça funciona de modo diferente em diferentes países, e porque há coisas na nossa Justiça que não são fáceis de compreender, aqui ficam uns quantos bonecos sobre o mesmo tema, começando pelo do Goraz.

Dave Granlund

Dave Granlund

Mike Lane

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FOTOGRAFIA
Flores by Agustin

quinta-feira, dezembro 18, 2008

RAPIDINHAS

Hotéis de charme – Não sei se por fuga de informação ou intencionalmente, o projecto de entregar parte do Mosteiro de Alcobaça a um privado foi anunciado na SIC com todas as letras, antes mesmo da lei que eventualmente o podia permitir, estar publicada. Não sei se a indiscrição saiu do executivo do senhor Sapinho, ou do gabinete de Pinto Ribeiro, mas foi um acto muito infeliz. Sabe-se, e a televisão voltou a fazer eco disso, que o que não faltam são palácios e quintas senhoriais por esse Portugal fora, a bons preços, e que podem ser utilizadas para esse fim, o que não há é empresários dispostos a investir.

Crise especulativa – Parece que as instituições financeiras portuguesas são das que mais apostam em produtos de qualidade duvidosa, apesar das nossas reduzidas dimensões. Existem maus produtos por aí? Portugal primeiro diz que não tem, ou não sabe, depois lá aparecem uns quantos, depois é um grande buraco. A propósito de buraco, o aumento de capital anunciado para CGD, pelo seu montante, cobre apenas as perdas resultantes da “nacionalização” do BPN.



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FOTOGRAFIA
Гиппеаструм

Front and Back by *Marsille

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CARTOON
Por aqui tudo porreiro, pá! Por Henrique Monteiro

O opositor por Henrique Monteiro

sábado, outubro 18, 2008

SOMOS TODOS ACCIONISTAS

Depois de desabar a crise nos mercados financeiros, como que por milagre, deixaram de se ouvir as vozes que clamavam por uma maior independência dos mercados, que se insurgiam contra a intromissão dos governos no mercado e que enchiam a boca com conceitos ultra liberais.

Fiquei de algum modo espantado pelo facto de Cavaco Silva ter, em apenas 30 minutos, aprovado a garantia do Estado no valor de 20 mil milhões de euros, destinado às instituições bancárias, dinheiro este que é de todos os contribuintes, os mesmos que não foram informados das condições em que todo este seu dinheiro pode vir a utilizado, e de que forma vai ele ser restituído, a que prazo, e com que benefícios para os contribuintes.

Até hoje, não me consta que os bancos alguma vez tenham distribuído os seus lucros, sem ser pelos accionistas, agora, e porque estamos em vias de sermos accionistas forçados destas instituições, era natural que alguém nos viesse dar umas informações. Afinal o Estado somos nós, ou não será assim?

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

O MUNDO DO TRABALHO

Muito se tem falado ultimamente da ineficácia dos sindicatos e da intolerância das estruturas patronais, mas pouco se tem falado da acção do Estado enquanto regulador das relações laborais.
Aos sindicatos compete defender os seus associados e fortalecer as suas posições nas negociações contratuais. Às confederações patronais cabe-lhes defender os interesses dos seus associados, entidades patronais, garantindo uma contratação justa e posições negociais sólidas. Ao Estado compete manter um equilíbrio saudável nas relações do trabalho, garantindo direitos e deveres equitativos de modo a salvaguardar a paz social e a justa redistribuição da riqueza gerada.
Os princípios são estes, com mais ou menos adjectivos, mas a prática afasta-se cada vez mais da regra desde que a economia se tornou a trave mestra da governação e o neoliberalismo assentou arraiais na governação do país. Se as atitudes dos sindicatos e das associações patronais se entendem, apesar de todas as críticas que lhes possamos fazer quanto às estratégias utilizadas, o papel do Estado tem sido absolutamente condenável, na medida em que não tem promovido qualquer equilíbrio, muito pelo contrário, nem tem promovido uma justa distribuição da riqueza produzida, como é claro por todos os indicadores sociais e económicos conhecidos. Portugal é o país da zona euro com as maiores desigualdades na redistribuição dos rendimentos, e isso com o governo que se reclama da área socialista.
Podemos tecer inúmeras e justas críticas aos sindicatos e às associações patronais, mas a (má) actuação do governo não pode nem deve ficar à margem das nossas críticas.
Nas próximas eleições um dos factores que deve condicionar o sentido de voto dos portugueses deve ser o compromisso das diferentes forças políticas, em equilibrar as forças entre os trabalhadores e as entidades patronais, e o compromisso em diminuir as desigualdades na redistribuição da riqueza gerada. Cabe a cada um em particular e a todos em geral, exigir das diferentes forças um compromisso eleitoral nestas matérias, a menos que haja quem se contente com declarações avulsas e sem conteúdo como as que têm sido apanágio de políticos bem instalados na vida à custa de favorecerem este ou aquele interesse particular, relegando o interesse público para o final das suas prioridades.

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NO QUADRO DE HONRA

A Confederação da Indústria Portuguesa estudou as propostas de alteração do Código Laboral e conclui que, mesmo com as alterações previstas, haverá muita rigidez nas leis de trabalho em Portugal.A CIP concorda … alargar os horários paras as 50 horas semanais. Mas contesta o valor a pagar pelas horas extraordinárias.As indemnizações por despedimento individual ou colectivo são incomportáveis para as empresas. Sugerem ainda que o Estado deve ser chamado a comparticipar nas indemnizações por despedimento colectivo.In” TSF
Só não entendi se também desejava poder utilizar o chicote durante as horas de trabalho e o cuzinho lavado com água de malvas. Tudo o resto ficou muito claro.

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PINTURAS

Night Harbor by *Leonidafremov

Night Harbor by *Leonidafremov

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CARTOON