quarta-feira, maio 13, 2015
QUEM MANDA?
quarta-feira, março 18, 2009
GESTÃO DOS TEMPOS DA JUSTIÇA

quinta-feira, dezembro 18, 2008
RAPIDINHAS
Hotéis de charme – Não sei se por fuga de informação ou intencionalmente, o projecto de entregar parte do Mosteiro de Alcobaça a um privado foi anunciado na SIC com todas as letras, antes mesmo da lei que eventualmente o podia permitir, estar publicada. Não sei se a indiscrição saiu do executivo do senhor Sapinho, ou do gabinete de Pinto Ribeiro, mas foi um acto muito infeliz. Sabe-se, e a televisão voltou a fazer eco disso, que o que não faltam são palácios e quintas senhoriais por esse Portugal fora, a bons preços, e que podem ser utilizadas para esse fim, o que não há é empresários dispostos a investir.
Crise especulativa – Parece que as instituições financeiras portuguesas são das que mais apostam em produtos de qualidade duvidosa, apesar das nossas reduzidas dimensões. Existem maus produtos por aí? Portugal primeiro diz que não tem, ou não sabe, depois lá aparecem uns quantos, depois é um grande buraco. A propósito de buraco, o aumento de capital anunciado para CGD, pelo seu montante, cobre apenas as perdas resultantes da “nacionalização” do BPN.
sábado, outubro 18, 2008
SOMOS TODOS ACCIONISTAS
Depois de desabar a crise nos mercados financeiros, como que por milagre, deixaram de se ouvir as vozes que clamavam por uma maior independência dos mercados, que se insurgiam contra a intromissão dos governos no mercado e que enchiam a boca com conceitos ultra liberais.Fiquei de algum modo espantado pelo facto de Cavaco Silva ter, em apenas 30 minutos, aprovado a garantia do Estado no valor de 20 mil milhões de euros, destinado às instituições bancárias, dinheiro este que é de todos os contribuintes, os mesmos que não foram informados das condições em que todo este seu dinheiro pode vir a utilizado, e de que forma vai ele ser restituído, a que prazo, e com que benefícios para os contribuintes.
Até hoje, não me consta que os bancos alguma vez tenham distribuído os seus lucros, sem ser pelos accionistas, agora, e porque estamos em vias de sermos accionistas forçados destas instituições, era natural que alguém nos viesse dar umas informações. Afinal o Estado somos nós, ou não será assim?
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
O MUNDO DO TRABALHO
Aos sindicatos compete defender os seus associados e fortalecer as suas posições nas negociações contratuais. Às confederações patronais cabe-lhes defender os interesses dos seus associados, entidades patronais, garantindo uma contratação justa e posições negociais sólidas. Ao Estado compete manter um equilíbrio saudável nas relações do trabalho, garantindo direitos e deveres equitativos de modo a salvaguardar a paz social e a justa redistribuição da riqueza gerada.
Os princípios são estes, com mais ou menos adjectivos, mas a prática afasta-se cada vez mais da regra desde que a economia se tornou a trave mestra da governação e o neoliberalismo assentou arraiais na governação do país. Se as atitudes dos sindicatos e das associações patronais se entendem, apesar de todas as críticas que lhes possamos fazer quanto às estratégias utilizadas, o papel do Estado tem sido absolutamente condenável, na medida em que não tem promovido qualquer equilíbrio, muito pelo contrário, nem tem promovido uma justa distribuição da riqueza produzida, como é claro por todos os indicadores sociais e económicos conhecidos. Portugal é o país da zona euro com as maiores desigualdades na redistribuição dos rendimentos, e isso com o governo que se reclama da área socialista.
Podemos tecer inúmeras e justas críticas aos sindicatos e às associações patronais, mas a (má) actuação do governo não pode nem deve ficar à margem das nossas críticas.
Nas próximas eleições um dos factores que deve condicionar o sentido de voto dos portugueses deve ser o compromisso das diferentes forças políticas, em equilibrar as forças entre os trabalhadores e as entidades patronais, e o compromisso em diminuir as desigualdades na redistribuição da riqueza gerada. Cabe a cada um em particular e a todos em geral, exigir das diferentes forças um compromisso eleitoral nestas matérias, a menos que haja quem se contente com declarações avulsas e sem conteúdo como as que têm sido apanágio de políticos bem instalados na vida à custa de favorecerem este ou aquele interesse particular, relegando o interesse público para o final das suas prioridades.












