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domingo, novembro 13, 2016

PORQUE SURGEM TRUMP’S?

O chamado mundo ocidental, que se gaba de viver em Democracia, está chocado pela eleição de Donald Trump, não entendendo como é que isso pode ter acontecido. O mesmo já tinha acontecido com o referendo que aprovou o Brexit na Grã-Bretanha.

A explicação é porventura mais simples do que possa parecer, e resume-se ao facto de que a Democracia, nos nossos dias, dá mais importância à economia do que às pessoas.


Na actualidade os governos dão mais importância ao que sai dos encontros do Clube de Bilderberg, ou da ComissãoTrilateral, onde os políticos se desunham por ser convidados.

quarta-feira, novembro 04, 2015

INIMIGOS DA DEMOCRACIA

O aumento das desigualdades, o desemprego crescente, a falta de oportunidades e as más políticas, são já, neste presido momento, os maiores inimigos da Democracia.

Muitos políticos temem a saída da Grécia do grupo do euro, a saída Inglaterra da União Europeia, ou a crise dos migrantes, mas esquecem-se que os povos estão mais preocupados com os problemas que mais directamente sentem no seu dia-a-dia, e esses não são certamente os mesmos que os políticos elencam.


A cegueira dos políticos e a obsessão com as finanças, está a minar a confiança dos cidadãos, e isto é o terreno fértil para os populismos de direita, que à boleia da crise dos migrantes está em crescimento anunciando que tudo ficará ainda pior com a chegada desta vaga de refugiados. 

Chuva By Palaciano

terça-feira, julho 07, 2015

E AGORA EUROPA?



Li algures uma crónica dum político português do CDS onde ele perguntava "e agora Grécia?". Percebe-se bem que alguém tão à direita e conhecedor da burocracia europeia apresente este tipo de questão, exactamente porque tem uma visão de Democracia diferente da que os gregos e eu temos.

Nuno Melo e os nossos governantes nunca se questionaram sobre se os portugueses deviam ter sido ouvidos quando Portugal entrou para o euro, nem se interrogaram se tinham um mandato para fazer o contrário do que prometeram antes de ser eleitos, ou sobre se deviam ir ainda mais longe do que a troika, na imposição de tanta austeridade.

A estranheza do senhor também deve abranger a actuação da Europa, que também devia ter em conta o sentir dos gregos, povo já muito castigado pela austeridade e que já tem muito pouco a perder, pelo menos na sua grande maioria. Também me apetece deixar uma pergunta para Nuno Melo: onde para a Europa solidária que nos "venderam"?



segunda-feira, julho 06, 2015

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE

Os gregos votaram e a vitória no NÃO foi uma resposta clara às ameaças e às chantagens duma Europa nada solidária, e refém do poder económico, cujo braço forte é corporizado pela senhora Merkel e pela senhora Lagarde.

Por cá temos o senhor Coelho, fiel súbdito das duas senhoras, que alinhou sempre pela cartilha dos poderosos, ignorando os interesses nacionais e o sentir do povo que devia representar.

Seja qual for o desfecho desta luta do povo grego, o que é evidente é que quando nada mais há a perder, o povo sabe bem o que deseja, e isso faz tremer quem julga poder amordaçar para sempre a vontade popular. 

sábado, julho 04, 2015

A FALTA DA IDEOLOGIA

Uma das grandes mudanças que se verificaram nos últimos anos foi o abandono das convicções políticas que caracterizavam os partidos políticos, que eram o verdadeiro cimento da sua coesão, na defesa dos povos e dos ideais.

No final do século XX e nos primeiros anos do actual século, é difícil encontrar coerência entre os nomes de muitos partidos e a actuação dos mesmos quando chegam ao poder. O cimento que une grande parte dos partidos que partilham o poder, deixou de ser a ideologia e os princípios, que foram trocados pelo jogo de interesses, de lugares e de tachos, o que fez proliferar uma classe de políticos que se caracterizam pela ambição e pela incompetência.


O resultado desta mudança operada na classe política resultou na desconfiança dos cidadãos nos políticos em geral, e no surgimento de radicalismos que fazem perigar a Democracia. 


quarta-feira, maio 13, 2015

QUEM MANDA?



A Europa envelheceu e deitou-se à sombra do seu passado, e o seu legado para a humanidade, a Democracia, foi considerada um dado adquirido enquanto uns poucos se foram apoderando do poder, usando todos os truques da cartilha da malandragem organizada.

A política deixou de ser uma missão, passando a ser uma profissão, a defesa do bem público e dos cidadãos passou para segundo plano, onde o bem dos bancos e das grandes empresas estão em primeiro lugar.

Um pouco por todo o continente falou-se em crise e em austeridade, e os cidadãos foram chamados a contribuir mais através dos impostos, e mesmo a abdicar de parte dos seus direitos e salários, a bem da economia.

O futuro dos países dependia da saúde das finanças públicas, e isso justificava os sacrifícios exigidos a todos, ou quase, porque alguns continuavam a ser poupados. Os grandes empresários e o grande capital conseguiam refúgio em paraísos fiscais, e alguns mesmo em solo europeu.

Não se julgue que se ficou apenas pela impunidade fiscal pela deslocalização das sedes das empresas, porque há mais. Lembram-se da famosa taxa “Tobin” que deveria onerar as transações financeiras? 

Pois, essa mesma, que já vai no 3º adiamento, e que já não vai arrancar em 2016, como diziam, e que segundo Luís Guindos, o ministro espanhol da Economia, deverá demorar ainda mais um ano, até existir um acordo para a sua implementação.

Em Democracia somos todos iguais perante a lei, e portanto todos devem participar segundo as suas posses no esforço da consolidação das contas públicas, mas quem faz as grandes transações financeiras deverá ficar de fora deste esforço, porque… afinal quem é que manda nisto tudo?  



segunda-feira, janeiro 26, 2015

DEMOCRACIA



Estas eleições na Grécia vieram mostrar que os cidadãos podem usar o seu voto para desancar os partidos políticos que se acomodaram e nos conduziram à crise que vivemos.

Em Portugal vemos muita gente a refilar, porque a vida está cara, o desemprego é uma praga, os salários são miseráveis, os políticos são incompetentes, há muita corrupção, mas quando chegam as eleições ou não votam. Ou então votam nos partidos que têm dividido entre si o poder.

Os gregos não sabem bem o que esperar do partido que eles agora escolheram, mas sabem que não estão dispostos a aturar os mesmos de sempre, que culpam pelos males que enfrentam. Um novo partido acarreta consigo alguma esperança, por muito ténue que seja, pois não foi conivente com os desmandos do passado.

Hoje também eu sou grego.


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FOTOGRAFIA
Creta - Grécia

domingo, janeiro 04, 2015

DITADURA EUROPEIA



Pode parecer estranho falar em perigo de ditadura na Europa ocidental, o berço e um bastião da Democracia deste mundo, mas não é nenhum disparate.

A zona euro reflecte há bastante tempo a ideia, e não só, de que os países mais poderosos “ditam” as suas regras, e que aos mais pequenos ou mais modestos apenas resta o dever de obedecer.

Esta última crise económica, com origem no sistema financeiro, fez maior mossa nos países com economias mais fracas, e esses países foram forçados a uma austeridade brutal, cujos resultados foram o empobrecimento dos povos, um crescer do desemprego, e um aumento das dívidas soberanas a par da destruição de boa parte do tecido produtivo.

Uma medida de choque desta natureza não se pode prolongar durante muito tempo, e nunca pode ser imposta a nível nacional contra a vontade dos cidadãos. Os países que formam a zona euro não deixaram de ser autónomos, e não consta que qualquer dos povos tenha abdicado dos seus direitos.

Como já vem sendo hábito, a Alemanha através da sua líder Angela Merkel, veio agora dizer que considera a saída Grécia da zona euro é quase inevitável, só porque vão haver eleições, e há a possibilidade destas serem ganhas por um partido que não concorda com este tipo de ajustamento económico e que terá o apoio popular.

Poderá uma Europa que se diz democrática, tolerante e solidária, fazer ameaças de exclusão a um país só porque os seus cidadãos já não suportam mais austeridade e colocam em causa o método imposto, que provou não dar os resultados pretendidos?



sábado, abril 26, 2014

A LEGITIMIDADE SEGUNDO CAVACO

O homem que diz não ser um político e que está na política há mais de 20 anos, nunca me convenceu, nem sequer quando afirmou estar a fazer a rodagem do seu automóvel.

Toda a intervenção cívica é um acto político, e a candidatura a um lugar público é feita com o intuito de servir, foi isto que me ensinaram, mesmo na escola do antigamente.

Fica tudo muito mais claro, para mim, quando leio uma declaração de Cavaco Silva, que disse: ”num regime democrático só há um critério para definir a legitimidade dos governantes – o voto expresso nas urnas. É isso que distingue a democracia de uma ditadura.”

Se para o presidente os votos obtidos nas urnas bastam para legitimar os governantes, é porque tem uma visão muito redutora do assunto, porque a sua actuação e a sua coerência com o que se propôs executar quando se apresentou ao eleitorado, são condições indispensáveis a qualquer eleito.


Percebe-se que Cavaco Silva não tenha valorizado a palavra dos políticos e o cumprimento das suas promessas eleitorais, pois só assim se compreende que ainda não tenha demitido o actual executivo. 

Como disse Mário Soares: Cavaco nunca usou um cravo vermelho na lapela, e eu acrescento, nem escudado numa barreira de cravos consegue ser um entusiasta do 25 de Abril.

sábado, março 22, 2014

QUEM DÁ PALPITES?

Depois de muitos anos a seguir um pensamento único, os portugueses libertaram-se e atreveram-se a querer tomar o destino em suas mãos depois do 25 de Abril de 1974. A experiência foi vivida por muitos que se atreveram a pensar pela sua cabeça, a exprimir as suas ideias e a sonhar, mas deste passado pouco passou para as gerações mais jovens.

Ouvir nos nossos dias Vítor Bento dizer que “a maior parte das pessoas que fala na praça pública não sabe do que fala, não estudam, e portanto mandam palpites que entretêm o circo mediático, mas que não contam para nada, e não resolvem problema nenhum”, faz-me recuar no tempo e recorda-me outros tempos.

Não sei se Vítor Bento se refere ao Manifesto dos 70 ou a outros quaisquer comentadores da nossa praça, mas não creio que ele tenha contribuído de algum modo para a solução dos nossos problemas económicos, pelo menos que se saiba. Discutir ideias é sempre saudável em Democracia, tanto quanto sei.

Estou em crer que Vítor Bento está muito distante do sentimento da maioria dos portugueses, que podem ignorar toda a teoria económica, mas que sentem que já não aguentam mais austeridade e que não suportam mais sacrifícios. Todos podemos dar palpites sobre as soluções, mas todos sabem que o caminho que seguimos está esgotado e não nos levou a lado nenhum.

Fique a saber senhor Vítor Bento que a Democracia pode ser uma chatice, mas a alternativa é bem pior…

terça-feira, março 18, 2014

PORTUGUESES INSATISFEITOS

Sem grandes surpresas todos podemos ler o resumo das conclusões dum estudo internacional (European Social Survey) que acaba por dizer que os portugueses estão cada vez menos satisfeitos com a democracia.

O maior reparo a fazer é o de associar a insatisfação à democracia, quando na realidade a insatisfação se resume à má condução política do país.

A democracia está muito ligada à justiça social, ao bom funcionamento da justiça e à possibilidade de castigar quem desgoverna o país, impedindo o livre arbítrio de quem detém o poder político.


O que perturba a maioria dos políticos nacionais é o facto de estar em causa todo o sistema político, e o evidente repúdio popular pela impunidade de que beneficiam as elites políticas e económicas neste pobre país.


terça-feira, outubro 22, 2013

OS CUSTOS DO RESPEITO PELA CONSTITUIÇÃO



Já não levo a sério o Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, em assuntos que se prendem com o respeito pela Constituição Portuguesa, e a gota de água no que respeita a esta afirmação tem que ver com a sua afirmação de que a fiscalização preventiva pode ter elevados custos.

Todos sabemos que a Democracia tem custos, desde os das eleições, aos custos que tem um Governo, a Assembleia da República, os autarcas, etc. A alternativa sem custos seria porventura a anarquia, mas mesmo assim existiria uma factura a pagar, à posteriori.

A instituição Presidência da República é a responsável pelo funcionamento de todas as instituições Democráticas, e como tal o titular do cargo é responsável pelo respeito escrupuloso pela Constituição, que jurou defender.

Não é defensável nem razoável que o Presidente de exima de suscitar a fiscalização preventiva em caso de dúvida, e depois venha a suscitar a fiscalização sucessiva logo após a sua aprovação.