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sábado, fevereiro 03, 2018

MUSEUS - ESTÁTUAS E PINTURAS OFENSIVAS



O quadro “Hylas and the Nymphs” foi retirado do local onde estava exposto, na Manchester Art Gallery, e o pretexto foi a forma como é representado o corpo da mulher.

Um quadro da época Vitoriana da autoria de John William Waterhouse, foi retirado da parede e no espaço antes ocupado pela pintura os visitantes foram convidados a escrever post-its com os seus pensamentos sobre a questão: Este quadro é ofensivo?

Como seria de esperar as reacções foram mistas, uns concordando que a sua exibição é ofensiva, e outros a afirmar que se trata de um precedente perigoso, pois não passa de um acto de pura censura.

Confesso que a adopção cega do politicamente correcto em matéria de gosto, e em especial em manifestações artísticas me deixam preocupado. Muitas pinturas e esculturas foram feitas em épocas em que essas obras eram aceites e admiradas, e os autores nem sequer estavam a desafiar mentalidades como acontece nos nossos dias.

As obras de arte fazem parte da História dos povos e como tal, devem ser encaradas, cabendo aos museus e outros agentes culturais explicar o contexto da época em que elas foram feitas, e não seguir cegamente o gosto de cada um, e as suas opiniões muitas vezes desenquadradas da realidade histórica.  


Hylas and the Nymphs 

sábado, maio 06, 2017

CONTRA A CORRENTE

Numa altura em que se discutem aumentos salariais, descongelamento de carreira e de escalões na função pública, talvez seja útil ter uma opinião, mesmo que seja bastante contra a corrente habitual.

As disparidades salariais em Portugal são enormes, para não dizer escandalosas, e quando falamos do descongelamento dos escalões e dos aumentos salariais, normalmente temos implícitas regras percentuais, e na prática isso significa que os que mais ganham terão também aumentos mais substanciais.

Quando se discutem aumentos na base percentual estamos a propor um aumento das disparidades salariais, o que não acho que seja justo na situação actual, porque se o custo de vida aumenta, os produtos essenciais aumentam, aumentam para todos de igual modo, e não em função do salário auferido.

Um governo das esquerdas, como este gosta de se autointitular, devia equacionar aumentos iguais para todos os seus trabalhadores, porque se 100 euros são suficientes para um assistente operacional, também são suficientes para os técnicos superiores, para os deputados e demais servidores públicos.


A Justiça não tem regras percentuais, meus amigos, e se advogam aumentos justos, então vamos a isso, na prática.   

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

AS MALDITAS MOCHILAS

Viajando pela rede lá encontrei o caso das “mochilas de créditos em risco”, que são aqueles que pesam sobre a nossa banca e que são virtualmente incobráveis e que penalizam enormemente a nossa economia, não merecendo contudo da parte dos nossos comentadores económicos grande atenção, ou que pelo menos publicamente se veja expressa a sua opinião e natural preocupação.

Alguns amigo falam no “turismo de mochila” como algo pouco desejável numa altura em que o turismo está em alta, o que acho que é um erro porque esta é uma actividade com altos e baixos, não sendo avisado excluir quem quer que seja, sendo desejável é que tenhamos uma oferta mais atractiva e com maior valor.

Outras mochilas são as dos nossos estudantes, que segundo muitos são demasiado pesadas e susceptíveis de prejudicar a saúde dos infantes. Ouvi numa televisão um ortopedista dizer que não existem estudos que confirmem que as mochilas, que muitos acham pesadas, possam causar problemas na coluna, e acrescentou pouco depois que se sabe que a utilização de tablets em casa, essa sim é prejudicial à saúde.


Estas últimas mochilas são agora notícia, e se desconfio da opinião daquele ortopedista, que já tem estudos sobre o uso de tablets e não os tem sobre o uso de mochilas pesadas, pergunto-me porque é que os nossos miúdos têm que levar tantos livros para a escola? Serão mesmo indispensáveis nas aulas, senhores professores?


domingo, janeiro 04, 2015

DITADURA EUROPEIA



Pode parecer estranho falar em perigo de ditadura na Europa ocidental, o berço e um bastião da Democracia deste mundo, mas não é nenhum disparate.

A zona euro reflecte há bastante tempo a ideia, e não só, de que os países mais poderosos “ditam” as suas regras, e que aos mais pequenos ou mais modestos apenas resta o dever de obedecer.

Esta última crise económica, com origem no sistema financeiro, fez maior mossa nos países com economias mais fracas, e esses países foram forçados a uma austeridade brutal, cujos resultados foram o empobrecimento dos povos, um crescer do desemprego, e um aumento das dívidas soberanas a par da destruição de boa parte do tecido produtivo.

Uma medida de choque desta natureza não se pode prolongar durante muito tempo, e nunca pode ser imposta a nível nacional contra a vontade dos cidadãos. Os países que formam a zona euro não deixaram de ser autónomos, e não consta que qualquer dos povos tenha abdicado dos seus direitos.

Como já vem sendo hábito, a Alemanha através da sua líder Angela Merkel, veio agora dizer que considera a saída Grécia da zona euro é quase inevitável, só porque vão haver eleições, e há a possibilidade destas serem ganhas por um partido que não concorda com este tipo de ajustamento económico e que terá o apoio popular.

Poderá uma Europa que se diz democrática, tolerante e solidária, fazer ameaças de exclusão a um país só porque os seus cidadãos já não suportam mais austeridade e colocam em causa o método imposto, que provou não dar os resultados pretendidos?



segunda-feira, maio 11, 2009

PROVÉRBIO E OPINIÃO

Estava eu a ler uns quantos provérbios que uma leitora me enviou, quando subitamente deparei com um com que não concordava. Nada de mais, a divergência pode ser uma riqueza e não um foco de conflitos.

Vou citar o provérbio tal e qual me foi comunicado, mas a vermelho e entre aspas registo a minha opinião:

«A falsa modéstia é a mais (in)decente de todas as mentiras»

Por Henrique Monteiro

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FOTOGRAFIA
con

Анна Никонова

sábado, janeiro 31, 2009

CAMPANHA NEGRA

Os casos sucedem-se, a Justiça é lenta e não consegue convencer os cidadãos de que trata todos por igual, o que não ajuda nada a encarar as trapalhadas que nos vão sendo mostradas, com o distanciamento e a serenidade convenientes.

Nós somos meros espectadores, e vamos apenas apreciando o espectáculo que nos é proposto, e concluímos o que nos parece evidente, com muito pouca confiança no que será a conclusão da Justiça.

A liberdade de pensamento ainda existe, logo somos livres de ter a nossa opinião, seja ela qual for.

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андрей грин

Русская Голубая

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Junião

terça-feira, junho 17, 2008

PROVA DE VIDA

Aqui o Zé continua em repouso embora com umas pausas para os assuntos mais urgentes. Interrompi o descanso apenas para comentar o NÃO irlandês, e pensava não voltar ao teclado a não ser na volta à vida activa, mas resolvi dar resposta duas provocações de uns amigos.

Fui amavelmente questionado sobre as minhas reservas ao Tratado Renovador, ou de Lisboa, e sobre o preço dos combustíveis. Claro que tenho uma opinião, a minha, e só não abordei os dois assuntos porque estava a fazer uma pausa. Aqui vai!

Sobre o Tratado de Lisboa, as minhas reservas vão sobretudo para o facto de o poder estar centrado em instituições constituídas por burocratas que não estão legitimados pelo voto dos europeus. O Parlamento, onde estão os eleitos, tem menos poder efectivo que a Comissão, e não só, coisa que não entendo. Outra reserva vai naturalmente para o tipo de ratificação deste texto, que me parece pouco democrática, e basta-me falar do exemplo português para ser bem claro, mas podia ainda referir as reacções de alguns dirigentes europeus ao resultado do único referendo efectuado, para continuar a desfiar críticas ao desprezo manifestado pela vontade expressa nas urnas pelos irlandeses, por parte de governantes que juraram respeitar a Democracia.

Sobre os combustíveis, limito-me a dizer a energia em sentido lato é um factor de produção que pesa imenso no cálculo dos custos, e é precisamente o único que os políticos nunca referem, quando falam de competitividade e produtividade.

Posto isto, volto ao meu descanso, poupando assim energias, as minhas e as do país. Para os meus amigos fica um até breve, ainda sem data marcada.

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Amaryllis by Palaciano

Rosa by Palaciano
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EU_Treaty by rodani

Socrates-PSP by rodani

sexta-feira, novembro 02, 2007

O VIRTUAL E O REAL

Tenho lido algumas considerações sobre a blogosfera, e eu próprio já fiz algumas reflexões sobre este mundo, e continuo com a mesma opinião sobre as semelhanças que existem entre o virtual e o real.
Alguns amigos meus dizem-me que sou demasiado optimista quando afirmo esta opinião, contrapondo que a dissimulação, o vedetismo, e os interesses desconhecidos tornam a blogosfera num mundo de mentiras. Quero acreditar que aqui consigo separar o trigo do joio, até porque na vida real também há dissimulação, vedetismo e interesses, além da preocupação real em não afrontar as posições dominantes, usando-se e abusando-se de frases politicamente correctas e socialmente bem aceites.
Na blogosfera penso que é mais difícil para quem mantém um blogue com alguma regularidade, esconder durante muito tempo a sua opinião, ou os seus sentimentos sobre os aspectos que comenta, bem como das matérias sobre as quais debita opinião.
Não acredito em mundos perfeitos, sei que temos de lidar com as nossas próprias imperfeições, pelo que não me iludo com essas coisas, embora tente manter algum optimismo quanto às pessoas, e continuo a acreditar que a liberdade da blogosfera tem as suas virtualidades, pelo menos enquanto se mantiver livre e aberta a todos.

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woooooooooooo by MagicWorld

Where Two Roads Meet by Sunbirdshaman

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CARICATURAS & DESENHOS

Fernando Ulrich & Jardim Gonçalves in Blog de Caricaturas

Krüger Pin-Up Guitar by Sebastian Kruger

sexta-feira, abril 13, 2007

SINAIS PREOCUPANTES

A liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, para muitos, eram um dado adquirido desde o 25 de Abril de 1974. Muitos nunca conheceram a ditadura nem passaram pela censura desconhecendo portanto como se manifestavam e como agiam, nem sempre de forma ostensiva mas sempre dum modo opressivo e castrador.
A justiça e a sua administração foram instrumentos, no passado, das restrições à liberdade de expressão e de imprensa. Nos nossos dias, temos uma justiça lenta, ineficaz, cara e muitas vezes injusta, só nos faltava que também tivesse algum papel negativo na liberdade de expressão ou de imprensa.
A incomodidade causada com a divulgação de algumas verdades, que põem em causa alguns poderes, económicos ou políticos já deu origem a ameaças de processos judiciais, o que é perturbador numa democracia. Agora vem a lume uma decisão judicial do Supremo que condena um jornal por ter noticiado uma verdade, justificando que as notícias “dão uma imagem particularmente negativa”. Desconhecemos se o veredicto e a sua fundamentação têm pernas para andar, mas lá que é preocupante, disso não temos dúvida.
Uma sociedade acrítica é uma sociedade amorfa e formatada à imagem da ditadura do poder.



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