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terça-feira, abril 16, 2013

ATAQUE AO SISTEMA



Já fui criticado por ser contra o sistema partidário, o que não é rigorosamente verdade, porque na verdade sou apenas contra os vícios que o nosso sistema partidário contém.

A tentativa de candidatar pessoas que já fizeram 3 mandatos consecutivos, a uma nova autarquia, para deste modo tentar contornar a lei de limitação de mandatos é apenas uma das aberrações do nosso sistema partidário.

Não será esta a única razão porque tenho as minhas divergências com o nosso sistema partidário, porque também há outra particularidade que me irrita, que é a disciplina de voto dos deputados da nação, que aceitam colocar as ordens do partido acima dos interesses das populações que os elegeram.
 
Podia desfiar outras discordâncias, igualmente profundas, mas contento-me apenas em constatar que os cidadãos deste país começam a perceber que existem outras formas de participação política activa, para além dos partidos, ainda que isso seja ainda difícil e não seja ainda possível apresentar candidaturas fora da lógica partidária a todos os órgãos.


segunda-feira, maio 11, 2009

PROVÉRBIO E OPINIÃO

Estava eu a ler uns quantos provérbios que uma leitora me enviou, quando subitamente deparei com um com que não concordava. Nada de mais, a divergência pode ser uma riqueza e não um foco de conflitos.

Vou citar o provérbio tal e qual me foi comunicado, mas a vermelho e entre aspas registo a minha opinião:

«A falsa modéstia é a mais (in)decente de todas as mentiras»

Por Henrique Monteiro

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FOTOGRAFIA
con

Анна Никонова

sexta-feira, dezembro 05, 2008

CRISE DOS RICOS

Recebi um amável mail de um economista, que se debruçou sobre os meus textos e procurou rebater algumas das minhas ideias. Eu não sou economista de formação, nem tenho qualquer pretensão nessa área, mas como qualquer outro cidadão, governo a minha casa e tenho o direito de exprimir opiniões.

Não desprezo a importância das instituições bancárias, e antes desta crise só me lembro de criticar a nossa banca pelo grande diferencial entre os juros pagos aos depositantes e os juros cobrados pelos empréstimos, e isso era um facto bem comprovado, bastando ir aqui ao país vizinho para o poder constatar.

A minha discordância absoluta com o leitor em causa, é precisamente sobre o caso BPP, e deve-se à natureza do seu negócio principal, que não é o que se tipifica como de banco comercial. A gestão de carteiras e de fortunas enquadra-se numa actividade de maior risco, e baseia-se sobretudo naquilo que é corrente chamar-se o jogo da bolsa.

Como a razão maior aduzida pelo senhor economista, era a do risco sistémico e a imagem do país, devo dizer que nem o BPP tinha dimensão relevante para ser um problema, nem a sua falência afectaria a imagem de Portugal. Começando pela imagem de Portugal, então afirmo com toda a certeza e fundamento, que as falhas do regulador são mais danosas para o país do que a dita falência.

Para além desta discordância de fundo, que traduzida em números é uma relação de 3.000 clientes para um aval do Estado no valor de 450 milhões de euros, temos ainda um facto que tem passado ao largo de todas as análises, que é o aumento do défice externo, que todos evitam abordar por algum obscuro motivo.



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FOTOGRAFIA
Dark Miss

Олег В

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CARTOON ECONÓMICO