O que transparece das inúmeras contestações que vão surgindo um pouco por todo o lado, não se confina apenas em problemas sectoriais, que existem, mas de questões que são transversais na nossa sociedade.
quinta-feira, dezembro 20, 2018
TODOS CONTRA O SISTEMA
O que transparece das inúmeras contestações que vão surgindo um pouco por todo o lado, não se confina apenas em problemas sectoriais, que existem, mas de questões que são transversais na nossa sociedade.
quinta-feira, março 22, 2018
E O FOSSO AUMENTA
terça-feira, abril 16, 2013
ATAQUE AO SISTEMA
quarta-feira, abril 11, 2012
O RIDÍCULO NOS CTT
Nos tempos que correm tem sido raro deslocar-me aos correios para enviar uma carta, mas esta semana tive que lá ir para enviar uma carta normal, a pedido de uma senhora idosa.
O que me parecia uma tarefa rápida e apenas um pequeno favor à dita senhora, transformou-se num episódio simplesmente caricato e inexplicável.
Quando entrei nos correios da Vila de Sintra estranhei não ver ninguém ao balcão, mas esperei um pouquinho e lá apareceu a senhora que estava de serviço, que cumprimentei antes de lhe dizer que necessitava de enviar uma carta normal.
A funcionária olha para mim e diz que não pode ser porque não tem sistema. Percebi que o sistema informático devia não estar a funcionar devidamente, e perguntei à senhora se não me podia vender os selos necessários para eu simplesmente os colar na dita carta.
Não, porque não tenho sistema, retorquiu a funcionária, incomodada com a minha insistência. Confesso que eu não consegui entender em que é que a falta de sistema informático impedia a venda de simples selos, mas deve ser culpa minha.
Deve ser por já ter uns anitos que eu me coloco uma dúvida destas: como é que eu consegui sobreviver meio século antes da utilização sistemática de equipamentos informáticos em quase todas as actividades económicas?
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
MUDAR, OU NÃO MUDAR…
Por estes dias fala-se muito em moções de censura e de sentido de voto naquela situação em particular. Uns dizem que vão ponderar com responsabilidade, outros fazem-se de vítimas, como convém.
Está mais do que visto que com políticas como as que têm sido seguidas não vamos a lado nenhum, e esse é o cerne da questão. As políticas económicas que estão a ser seguidas resultam em grande medida do que nos tem sido sugerido pelo FMI e pela UE e pelos acordos entre PS e PSD, o que nos deixa com um outro problema. Se sai o PS e vai para o governo o PSD, o que é que vai mudar para além das caras?
O país não enfrenta apenas uma crise económica, e um elevado nível de dívida externa, é que enfrentamos também uma crise de confiança externa, e uma descrença e desmoralização dos cidadãos, que nos últimos anos têm vindo a ser forçados a esforços sucessivos que não resolveram nenhum dos problemas do país.
Será que os partidos estão dispostos a mudar? Será que os eleitores vão continuar a votar nos mesmos que nos conduziram até ao buraco onde estamos?
Muito claramente, é indispensável que todos os partidos definam o que pensam fazer se lhes forem confiados os votos, e que estejam dispostos a aceitar demitir-se em caso de não cumprimento do prometido, ou então a farsa continuará até que o povo tome as rédeas do poder de formas menos convencionais.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
FALHAS DO SISTEMA
Enquanto se discute se o sistema capitalista prevalecente está moribundo ou não, ou se ainda se pode regenerar por falta de alternativas, o que é uma discussão infindável e improfícua, eu julgo ser mais coerente analisar algumas das falhas mais clamorosas da ordem económica actual.
O sistema financeiro actual, o tal que está a atravessar uma profunda crise que ameaça todos os outros sectores, pagou em 2007, em benefícios a administradores executivos que cessaram funções, 45,1 milhões de euros, quase 10 vezes mais do que o valor pago em salários aos administradores executivos
Enquanto se esbanjam estas quantias fabulosas com os antigos gestores destas instituições, constata-se que no mercado do trabalho os contratos precários aumentaram 83% nesta década. Traduzindo em linguagem corrente, criam-se garantias milionárias para quem nos conduziu a este verdadeiro buraco, e por outro lado precariza-se a vida de grande parte da força de trabalho.
Um sistema económico baseado apenas no maior lucro possível, sem uma gota sequer de preocupação social, está profundamente errado, e é terrivelmente injusto por defender apenas o capital, aprofundando a má distribuição da riqueza e desequilibrando perigosamente as relações entre empregadores e empregados, o que trará a prazo, mais e maior insegurança social.
O sistema estará esgotado, ou ainda haverá margem para inverter a sua marcha fúnebre e restabelecer alguma justiça social e mais equidade nas relações entre o capital e o trabalho?











