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quinta-feira, março 22, 2018

E O FOSSO AUMENTA


Portugal é um campeão no que diz respeito às desigualdades salariais, porque quem ganha mais tem sempre maiores aumentos do que quem ganha menos, e isso advém dos aumentos salariais à percentagem, e também nas subidas na carreira ou nos escalões, porque o sistema assim está desenhado.

Sei que não é popular falar disto, porque nem os sindicatos têm mostrado vontade em mudar as reivindicações dos aumentos salariais de modo percentual, e também porque nem todos parecem concordar com aumentos em montantes iguais, independentemente dos montantes auferidos por cada um.

Não é necessário ser muito bom em aritmética para se perceber que seguindo os moldes até agora utilizados, veremos o fosso entre os salários mais baixos e os mais altos aumentar, se nada mudar. O que parece ser necessário é alertar as pessoas para a necessidade de mudar de estratégia para se diminuir esse fosso.



quarta-feira, dezembro 03, 2008

FALHAS DO SISTEMA

Enquanto se discute se o sistema capitalista prevalecente está moribundo ou não, ou se ainda se pode regenerar por falta de alternativas, o que é uma discussão infindável e improfícua, eu julgo ser mais coerente analisar algumas das falhas mais clamorosas da ordem económica actual.

O sistema financeiro actual, o tal que está a atravessar uma profunda crise que ameaça todos os outros sectores, pagou em 2007, em benefícios a administradores executivos que cessaram funções, 45,1 milhões de euros, quase 10 vezes mais do que o valor pago em salários aos administradores executivos em funções. Sabendo nós todos que estes não ganham pouco, como é que se assumiram encargos desta natureza?

Enquanto se esbanjam estas quantias fabulosas com os antigos gestores destas instituições, constata-se que no mercado do trabalho os contratos precários aumentaram 83% nesta década. Traduzindo em linguagem corrente, criam-se garantias milionárias para quem nos conduziu a este verdadeiro buraco, e por outro lado precariza-se a vida de grande parte da força de trabalho.

Um sistema económico baseado apenas no maior lucro possível, sem uma gota sequer de preocupação social, está profundamente errado, e é terrivelmente injusto por defender apenas o capital, aprofundando a má distribuição da riqueza e desequilibrando perigosamente as relações entre empregadores e empregados, o que trará a prazo, mais e maior insegurança social.

O sistema estará esgotado, ou ainda haverá margem para inverter a sua marcha fúnebre e restabelecer alguma justiça social e mais equidade nas relações entre o capital e o trabalho?



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FOTOGRAFIA
Autumn Glow by *32tsunami

Hidden by *32tsunami

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CARICATURA
O mundo espera que Obama seja mesmo iluminado por Baptistão

Jackson Obama por Carlinhos Muller

Bob Marley por Paffaro

terça-feira, maio 27, 2008

INDIGNAÇÃO GERAL

POBREZA E DESIGUALDADES
Mário Soares
Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com o Relatório da União Europeia (Eurostat) e o trabalho, coordenado pelo Prof. Alfredo Bruto da Costa, do Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS), intitulado "Um olhar para a pobreza em Portugal", divulgados há dias, que coincidem em alertar para o facto de a "pobreza e as desigualdades sociais se estarem a agravar em Portugal". Surpreendido não fiquei. Mas chocado e entristecido, isso sim, por Portugal aparecer na cauda dos 25 países europeus – a Roménia e a Bulgária ainda não fazem parte da lista – nos índices dos diferentes países, quanto à pobreza e às desigualdades sociais e, sobretudo, quanto à insuficiência das políticas em curso para as combater.

… E acrescento: a revolta quanto às escandalosas desigualdades sociais, que igualmente crescem, fazendo de Portugal, trinta e quatro anos depois da generosa Revolução dos Cravos, o país da União Europeia socialmente mais desigual e injusto, ombreando, à sua escala, naturalmente, com a América de Bush... Ora, a pobreza e a riqueza (ostensiva e muitas vezes inexplicável) são o verso e o reverso da mesma moeda e o espelho de uma sociedade a caminho de graves convulsões. Atenção, portanto.

27 Maio 2008 – 13h14
Mário Lino responde a Mário Soares
"Governo não está a dormir" para a pobreza
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, desvalorizou esta terça-feira as declarações de Mário Soares sobre o alegado défice de atenção que o governo PS está a dar ao problema da pobreza, avisando que o executivo “não está a dormir”.



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Tshirt do Mês

Imagem do Blog ADesenhar