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terça-feira, janeiro 31, 2017

NÃO À DISCRIMINAÇÃO

Não existe Democracia quando a discriminação contra indivíduos devido à fé ou religião é um facto, e imposta por um decreto presidencial, como o que existe nos Estados Unidos.

Donald Trump até pode ter sido eleito democraticamente pela maioria dos norte americanos, mas convém recordar que Hitler também foi eleito democraticamente, mas o que caracteriza a Democracia não são apenas as eleições mas sim o comportamento de quem detém o poder e o respeito pelas pessoas e pelos direitos humanos.


Quando todos os disparates discriminatórios, relativamente à sua origem ou à sua religião, são justificados pela segurança, convém recordar que o ódio gera mais ódio, e que estas medidas tão contestadas só podem resultar em mais intolerância.


domingo, janeiro 04, 2015

DITADURA EUROPEIA



Pode parecer estranho falar em perigo de ditadura na Europa ocidental, o berço e um bastião da Democracia deste mundo, mas não é nenhum disparate.

A zona euro reflecte há bastante tempo a ideia, e não só, de que os países mais poderosos “ditam” as suas regras, e que aos mais pequenos ou mais modestos apenas resta o dever de obedecer.

Esta última crise económica, com origem no sistema financeiro, fez maior mossa nos países com economias mais fracas, e esses países foram forçados a uma austeridade brutal, cujos resultados foram o empobrecimento dos povos, um crescer do desemprego, e um aumento das dívidas soberanas a par da destruição de boa parte do tecido produtivo.

Uma medida de choque desta natureza não se pode prolongar durante muito tempo, e nunca pode ser imposta a nível nacional contra a vontade dos cidadãos. Os países que formam a zona euro não deixaram de ser autónomos, e não consta que qualquer dos povos tenha abdicado dos seus direitos.

Como já vem sendo hábito, a Alemanha através da sua líder Angela Merkel, veio agora dizer que considera a saída Grécia da zona euro é quase inevitável, só porque vão haver eleições, e há a possibilidade destas serem ganhas por um partido que não concorda com este tipo de ajustamento económico e que terá o apoio popular.

Poderá uma Europa que se diz democrática, tolerante e solidária, fazer ameaças de exclusão a um país só porque os seus cidadãos já não suportam mais austeridade e colocam em causa o método imposto, que provou não dar os resultados pretendidos?



sábado, março 22, 2014

QUEM DÁ PALPITES?

Depois de muitos anos a seguir um pensamento único, os portugueses libertaram-se e atreveram-se a querer tomar o destino em suas mãos depois do 25 de Abril de 1974. A experiência foi vivida por muitos que se atreveram a pensar pela sua cabeça, a exprimir as suas ideias e a sonhar, mas deste passado pouco passou para as gerações mais jovens.

Ouvir nos nossos dias Vítor Bento dizer que “a maior parte das pessoas que fala na praça pública não sabe do que fala, não estudam, e portanto mandam palpites que entretêm o circo mediático, mas que não contam para nada, e não resolvem problema nenhum”, faz-me recuar no tempo e recorda-me outros tempos.

Não sei se Vítor Bento se refere ao Manifesto dos 70 ou a outros quaisquer comentadores da nossa praça, mas não creio que ele tenha contribuído de algum modo para a solução dos nossos problemas económicos, pelo menos que se saiba. Discutir ideias é sempre saudável em Democracia, tanto quanto sei.

Estou em crer que Vítor Bento está muito distante do sentimento da maioria dos portugueses, que podem ignorar toda a teoria económica, mas que sentem que já não aguentam mais austeridade e que não suportam mais sacrifícios. Todos podemos dar palpites sobre as soluções, mas todos sabem que o caminho que seguimos está esgotado e não nos levou a lado nenhum.

Fique a saber senhor Vítor Bento que a Democracia pode ser uma chatice, mas a alternativa é bem pior…

terça-feira, julho 09, 2013

PODER E CORRUPÇÃO



Em Democracia o poder devia emanar do povo, dos eleitores em particular, mas na realidade as coisas não são bem assim, para mal dos nossos pecados.

Os partidos, que são considerados essenciais para a Democracia, são bastas vezes capturados por interesses e minados por gente a soldo de interesses económicos, que acabam por influenciar a acção política dos governos, mesmo dos democraticamente eleitos.

Os grandes interesses não são as corporações profissionais, os sindicatos ou as organizações de cidadãos com preocupações cívicas, mas sim os grandes grupos económicos, nacionais ou estrangeiros.

A resolução da actual crise resultante dos desentendimentos entre os parceiros da coligação no poder em Portugal, é um exemplo perfeito do verdadeiro poder das pressões económicas sobre os decisores nacionais, quando o aconselhável era o recurso a eleições, que não vai acontecer. Se dúvidas houvesse, bastava apenas constatar que a Alemanha já deu o seu aval à solução apresentada por Passos Coelho, antes mesmo de Cavaco Silva ter decidido se aceita ou não a proposta.

Isto não é Democracia mas sim a imposição da vontade do poder económico de uma maneira mais do que ostensiva.


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