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sábado, março 22, 2014

QUEM DÁ PALPITES?

Depois de muitos anos a seguir um pensamento único, os portugueses libertaram-se e atreveram-se a querer tomar o destino em suas mãos depois do 25 de Abril de 1974. A experiência foi vivida por muitos que se atreveram a pensar pela sua cabeça, a exprimir as suas ideias e a sonhar, mas deste passado pouco passou para as gerações mais jovens.

Ouvir nos nossos dias Vítor Bento dizer que “a maior parte das pessoas que fala na praça pública não sabe do que fala, não estudam, e portanto mandam palpites que entretêm o circo mediático, mas que não contam para nada, e não resolvem problema nenhum”, faz-me recuar no tempo e recorda-me outros tempos.

Não sei se Vítor Bento se refere ao Manifesto dos 70 ou a outros quaisquer comentadores da nossa praça, mas não creio que ele tenha contribuído de algum modo para a solução dos nossos problemas económicos, pelo menos que se saiba. Discutir ideias é sempre saudável em Democracia, tanto quanto sei.

Estou em crer que Vítor Bento está muito distante do sentimento da maioria dos portugueses, que podem ignorar toda a teoria económica, mas que sentem que já não aguentam mais austeridade e que não suportam mais sacrifícios. Todos podemos dar palpites sobre as soluções, mas todos sabem que o caminho que seguimos está esgotado e não nos levou a lado nenhum.

Fique a saber senhor Vítor Bento que a Democracia pode ser uma chatice, mas a alternativa é bem pior…