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sábado, abril 26, 2014

A LEGITIMIDADE SEGUNDO CAVACO

O homem que diz não ser um político e que está na política há mais de 20 anos, nunca me convenceu, nem sequer quando afirmou estar a fazer a rodagem do seu automóvel.

Toda a intervenção cívica é um acto político, e a candidatura a um lugar público é feita com o intuito de servir, foi isto que me ensinaram, mesmo na escola do antigamente.

Fica tudo muito mais claro, para mim, quando leio uma declaração de Cavaco Silva, que disse: ”num regime democrático só há um critério para definir a legitimidade dos governantes – o voto expresso nas urnas. É isso que distingue a democracia de uma ditadura.”

Se para o presidente os votos obtidos nas urnas bastam para legitimar os governantes, é porque tem uma visão muito redutora do assunto, porque a sua actuação e a sua coerência com o que se propôs executar quando se apresentou ao eleitorado, são condições indispensáveis a qualquer eleito.


Percebe-se que Cavaco Silva não tenha valorizado a palavra dos políticos e o cumprimento das suas promessas eleitorais, pois só assim se compreende que ainda não tenha demitido o actual executivo. 

Como disse Mário Soares: Cavaco nunca usou um cravo vermelho na lapela, e eu acrescento, nem escudado numa barreira de cravos consegue ser um entusiasta do 25 de Abril.