domingo, abril 29, 2012
O BANQUETE DAS HIENAS
terça-feira, fevereiro 21, 2012
O MOTA VAI DE LAMBRETA
Soube-se que existe um calote de centenas de empresas, por lay-off e rescisões ilegais. O calote à Segurança Social é de 10, 658 milhões deeuros e envolve 481 empresas.
Todos nos recordamos da pressa do ministro Mota Soares em “obrigar” os beneficiários de prestações sociais indevidas a devolver as quantias recebidas, sem qualquer preocupação pelas situações humanas envolvidas, chegando mesmo a dizer que por muito pequena que fosse a pensão, o dinheiro tinha que ser devolvido.
O caso das prestações sociais recebidas indevidamente não foi da responsabilidade dos utentes da Segurança Social, mas sim dos serviços, mas o justiceiro entendeu actuar com a celeridade correspondente ao seu carrito de serviço, já neste caso de informações incorrectas sobre o lay-off e rescisões ilegais, parece que prefere ir de lambreta.
Serão simples saudades, falta de gasolina para a bomba de serviço, ou tão só cobardia, porque com os pensionistas era tudo mais fácil?
quinta-feira, novembro 06, 2008
INDEMNIZAÇÃO A PREVARICADORES
Eu já tinha aqui manifestado os meus receios quanto às indemnizações que podiam decorrer do processo de nacionalização de bancos, como por exemplo o BPN. Os meus receios, pelos vistos eram fundados, ainda que por princípio eu fosse favorável à indemnização dos bens nacionalizados.
Nunca veio a propósito escrever neste espaço que eu e a minha família também já fomos vítimas de um processo de nacionalização, pelo Estado de Moçambique, passando a ser arrendatários da própria habitação e da pequena quinta de que éramos proprietários antes da independência do território. Considerei então, e continuo a considerar hoje, que a medida foi injusta e violenta, e que resultou de um processo revolucionário e de ressentimentos aos quais eu e a minha família éramos alheios, e que o Estado português agiu muito mal não indemnizando milhares de cidadãos que foram espoliados por motivos políticos e não por qualquer outra razão objectiva do âmbito de alguma decisão judicial.
Afastados todos os preconceitos ideológicos sobre a minha opinião, e cingindo-me apenas ao caso do BPN, venho insurgir-me contra a redacção do artigo 5º da Lei das Nacionalizações aprovado pela maioria do PS, que abre caminho a que accionistas que tenham sido condenados por práticas lesivas para a empresa nacionalizada possam vir a ser indemnizados pelo Estado.
Esta lei é lesiva dos interesses do Estado, e portanto do conjunto dos cidadãos. Se os indícios apurados pelo Banco de Portugal, e pela recente administração do BPN apontam para fraudes ao longo de diversos anos, porque é que se fala já de indemnizações? Ninguém percebe a pressa e a falta de clareza, até porque fomos todos informados de que a Justiça prevê que a investigação e a produção de prova vai ser difícil e demorada, o que aconselhava maior prudência e bastante reflexão em vez de pressa e atabalhoamento que nos podem vir a sair bem caros.


quarta-feira, novembro 05, 2008
SEM COMENTÁRIOS
Cabo Verde avisou Constâncio para "irregularidades" em Março

Segurança Social esconde depósito do BPN
Correio da Manhã, 4/11/2008

BPN usado para lavar dinheiro








