terça-feira, fevereiro 26, 2013
O CÚMULO DO CINISMO
quarta-feira, outubro 17, 2012
SÓ PODEM ESTAR A MANGAR
quarta-feira, outubro 05, 2011
OS DISCURSOS
Eu tenho uma teoria sobre os discursos dos políticos que me vem sempre à mente, de cada vez que algum aproveita uma ocasião para nos dirigir umas palavras.
Primeiro comecemos pelos que escrevem o discurso, que não são os mesmos que o lêem, o que explica o facto de se ouvirem ideias que não “encaixam” nas práticas do “leitor”.
Outra característica importante é circunstancial, e depende de diversas situações com sejam, se os discursos são feitos enquanto se está na oposição, no governo ou numa situação superior, de analista ou quem sabe, presidente.
Assim se percebe o discurso de Cavaco Silva, disse que “acabaram os tempos de ilusões”, que Portugal vive “tempos muito difíceis” e que “perdemos muitos anos na letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado. Acomodámo-nos em excesso”.
É simplesmente curioso ouvir o actual chefe de Estado, antigo dirigente máximo do PSD e ex-primeiro ministro vir dizer que a situação que atravessamos é uma “oportunidade” para deixarmos de viver acima das nossas possibilidades, de redescobrir a “austeridade digna”, de poupar em “gastos desmesurados”, e até de consumir produtos portugueses e de fazer turismo no país.
É formidável a capacidade que certas pessoas têm de esquecer o passado e de actuarem como se ele não tivesse acontecido, talvez tanto como é doloroso ter memória e estômago fraco para aguentar este tipo de discursos.


domingo, janeiro 02, 2011
A POBREZA DE ESPÍRITO
OS POBREZINHOS
TÃO ENGRAÇADOS
PEDEM ESMOLAS
...COM MIL CUIDADOS
TODOS SUJINHOS
E TÃO MAGRINHOS
A LINDA GRAÇA
DOS POBREZINHOS
DE PORTA EM PORTA
SEMPRE ROTINHOS
TÃO DELICADOS
OS POBREZINHOS
NÃO FAÇAM MAL
AOS POBREZINHOS
DEEM-LHES PÃO
E TOSTÕEZINHOS
OS POBREZINHOS
TÃO ENGRAÇADOS
PEDEM ESMOLINHA
COM MIL CUIDADOS
( ARMINDO MENDES DE CARVALHO)

sábado, novembro 27, 2010
HÁ LÓGICA NA POLÍTICA?
Tempos houve em que a política e os políticos se regiam por um código de honra e por ideologias que eram claras, seguidas por pessoas consequentes.
Hoje a política não se rege por nenhuma ideologia, não é praticada por pessoas consequentes e o valor mais importante em jogo é a economia, para não dizer simplesmente o lucro.
Acabei de ler que o líder da bancada do PSD falar sobre a disciplina de voto e sobre possíveis questões jurídicas na violação dessa disciplina pelos deputados eleitos pela Madeira. Atira-se com o interesse nacional para cima da mesa para impor a abstenção do grupo parlamentar social-democrata, para com isso se viabilizar um Orçamento de Estado que abertamente se classifica de mau.
Bem pode o PSD dizer que este não é o seu orçamento, e que está apenas a defender o interesse nacional, que ninguém acredita. Um mau orçamento não se viabiliza e como se viu pelo resultado desta Greve Geral, o povo também o chumbou.
Todos nós sabemos que para o ano que vem teremos o mesmo PSD que viabilizou este orçamento, a candidatar-se ao poder dizendo que é contra estas políticas que agora deixou passar.
A política deixou de ser um espaço de debate de ideias e de convicções para se transformar num jogo em que tudo vale para alcançar um único objectivo, o poder.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
ACONTECE...
A notícia mais difundida e consultada em alguns sítios da Internet, no domingo à noite, era a da agressão a Sílvio Berlusconi, que segundo dizem foi atingido no rosto com um murro que o levou ao chão ensanguentado, razão para ser conduzido ao hospital. Acontece que o episódio se deu enquanto dava autógrafos.
Por cá já há quem fale num “orçamento banana”, ou seja com o apoio do PSD em troca de mais uns dinheiros para a Madeira. Depois do “orçamento Limiano” vem o “orçamento banana”, com toda a certeza uma originalidade nacional que prestigia a produção nacional.
Porque há frases que quase nunca associamos a certas pessoas, eu saliento a afirmação de Alberto João Jardim que defendeu que o “diálogo não é sinónimo de fraqueza” , precisamente em defesa dos interesses da região.

terça-feira, janeiro 22, 2008
OS EXEMPLOS DOS OUTROS
Este pobre escriba logo deduziu que a próxima medida a anunciar por José Sócrates vai ser o aumento do valor das pensões mínimas em pelo menos 150 euros, valor ainda assim inferior aos 200 euros prometidos por Zapatero. Já estou a imaginar uma conferência do Partido Socialista português subordinada ao tema “ter ou não ter… direitos. As famílias na sociedade do bem-estar”. Até já imagino a inclusão dos princípios da “liberdade, igualdade e solidariedade” nos próximos discursos oficiais, em vez dos rasgados elogios à acção governativa.
Mas não é só de Espanha que Sócrates fala com admiração, já o ouvimos elogiar a Alemanha e a destacar o seu papel de locomotiva da Europa. Pois então, agora que já não está na presidência europeia, bem pode o senhor primeiro-ministro ensaiar um discurso em defesa dos postos de trabalho, tantas vezes ameaçados pela deslocalização praticada por diversas empresas, muitas delas altamente favorecidas por medidas extraordinárias, como sejam isenções e subsídios estatais. Pode mostrar a sua firmeza e defender os interesses nacionais, fazendo como o governo alemão, que pede o boicote ao uso de telemóveis Nókia em retaliação à deslocalização da fábrica para a Roménia. As declarações dos governantes alemães são contundentes, chegando mesmo a classificar a atitude da marca como “capitalismo de caravana”.
Saberá, ou quererá José Sócrates seguir os exemplos dos seus homólogos, mostrando uma faceta de preocupação social e de defesa intransigente dos direitos? Ou será que os elogios e as referências são apenas para iludir o povinho?











