segunda-feira, maio 28, 2018
O DISCURSO DE COSTA
sexta-feira, abril 13, 2018
O DISCURSO DE CENTENO
domingo, março 10, 2013
UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA
sexta-feira, março 09, 2012
PALAVRAS ENLAMEADAS
Este deputado não gostou do que se disse sobre o duplo pagamento à Lusoponte referente ao mês de Agosto do ano passado, mas na realidade até a empresa afirma ter recebido as portagens cobradas e a indemnização referente à não cobrança das mesmas no referido mês. Não sabemos se a empresa vai ser forçada a devolver imediatamente o dinheiro indevidamente pago, como aconteceu, por exemplo, com os beneficiários de prestações sociais que receberam prestações indevidas, mas disso o senhor deputado não falou.
Confundir a verdade com a lama é esquisito, mas apetece perguntar o que aconteceria se o assunto não fosse levado ao Parlamento, como aconteceu.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
DIFERENÇAS NO DISCURSO
A caminho de mais uma cimeira europeia, penso que a oitava deste ano, Passos Coelho disse que Portugal tem de “ter flexibilidade e mostrar abertura para ver todas as propostas” que forem apresentadas, apesar de já se saber que o que está sobre a mesa é a proposta da senhora Merkel e do senhor Sarkozy.
O 1º ministro inglês, Cameron, por sua vez, veio dizer que não irá dar o seu apoio a nenhuma proposta que não favoreça os interesses do Reino Unido, e que se baterá por salvaguardas que protejam os seus interesses.
As diferenças são bem claras, enquanto David Cameron coloca os interesses do Reino Unido em 1º lugar, Passos Coelho está mais preocupado em ficar bem com a dupla Merkel/Sarkozy, mostrando toda a flexibilidade para lhes agradar, sem nunca mencionar os interesses nacionais, que deviam ser a sua grande prioridade.
Não me consta que seja necessária tanta submissão para defender os interesses nacionais, nem penso que a atitude certa seja a de deixar nas mãos de outrem os nossos destinos enquanto nação, mas isso sou eu a dizer…
quarta-feira, outubro 05, 2011
OS DISCURSOS
Eu tenho uma teoria sobre os discursos dos políticos que me vem sempre à mente, de cada vez que algum aproveita uma ocasião para nos dirigir umas palavras.
Primeiro comecemos pelos que escrevem o discurso, que não são os mesmos que o lêem, o que explica o facto de se ouvirem ideias que não “encaixam” nas práticas do “leitor”.
Outra característica importante é circunstancial, e depende de diversas situações com sejam, se os discursos são feitos enquanto se está na oposição, no governo ou numa situação superior, de analista ou quem sabe, presidente.
Assim se percebe o discurso de Cavaco Silva, disse que “acabaram os tempos de ilusões”, que Portugal vive “tempos muito difíceis” e que “perdemos muitos anos na letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado. Acomodámo-nos em excesso”.
É simplesmente curioso ouvir o actual chefe de Estado, antigo dirigente máximo do PSD e ex-primeiro ministro vir dizer que a situação que atravessamos é uma “oportunidade” para deixarmos de viver acima das nossas possibilidades, de redescobrir a “austeridade digna”, de poupar em “gastos desmesurados”, e até de consumir produtos portugueses e de fazer turismo no país.
É formidável a capacidade que certas pessoas têm de esquecer o passado e de actuarem como se ele não tivesse acontecido, talvez tanto como é doloroso ter memória e estômago fraco para aguentar este tipo de discursos.


quarta-feira, junho 15, 2011
DISCURSO
«Meus Senhores: A decadência dos povos da Península nos três últimos séculos é um dos factos mais incontestáveis, mais evidentes da nossa história: pode até dizer-se que essa decadência, seguindo-se quase sem transição a um período de força gloriosa e de rica originalidade, é o único grande facto evidente e incontestável que nessa história aparece aos olhos do historiador filósofo. Como peninsular, sinto profundamente ter de afirmar, numa assembleia de peninsulares, esta desalentadora evidência. Mas, se não reconhecermos e confessarmos francamente os nossos erros passados, como poderemos aspirar a uma emenda sincera e definitiva? O pecador humilha-se diante do seu Deus, num sentido acto de contrição, e só assim é perdoado. Façamos nós também, diante do espírito de verdade, o acto de contrição pelos nossos pecados históricos, porque só assim nos poderemos emendar e regenerar.
(…) é nesses novos fenómenos que se devem buscar e encontrar as causas da decadência da Península. (…) são três e de três espécies: um moral, outro político, outro económico. O primeiro é a transformação do catolicismo, pelo concílio de Trento. O segundo, o estabelecimento do absolutismo, pela ruína das liberdades locais. O terceiro, o desenvolvimento das conquistas longínquas. Estes fenómenos assim agrupados, compreendendo os três grandes aspectos da vida social, o pensamento, a política e o trabalho, indicam-nos claramente que uma profunda e universal revolução se operou, durante o século XVI, nas sociedades peninsulares. Essa revolução foi funesta, funestíssima. Se fosse necessária uma contraprova, bastava considerarmos um facto contemporâneo muito simples: esses três fenómenos eram exactamente o oposto dos três factos capitais, que se davam nas nações que lá fora cresciam, se moralizavam, se faziam inteligentes, ricas, poderosas, e tomavam a dianteira da civilização. Aqueles três factos civilizadores foram a liberdade moral, conquistada pela Reforma ou pela filosofia; a elevação da classe média, instrumento do progresso nas sociedades modernas, e directora dos reis, até ao dia em que os destronou; a indústria, finalmente, verdadeiro fundamento do mundo actual, que veio dar às nações uma concepção nova do Direito, substituindo a força pelo trabalho, e a guerra de conquista pelo comércio.»
Na noite de 27 de Maio de 1871, Antero de Quental discursou durante um debate sobre questões sociais e estes são apenas dois excertos da sua intervenção sobre as causas da decadência dos povos peninsulares.

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terça-feira, abril 01, 2008
CULTURA E DISCURSO
Luís Amado refere-se à falta de coordenação entre os ministérios da Economia e da Cultura, a propósito da política externa portuguesa, salientando que “há sempre uma política de capelinhas a condicionar, muito, os interesses de Portugal”. Não vou dizer que não, porque é evidente para todos, mas isso também é evidente dentro de portas, veja-se a falta de cooperação entre os ministérios da Cultura e o das Finanças, que paralisam por completo as actividades e prejudicam o normal funcionamento dos Museus, Palácios, Monumentos e Sítios que nesta data ainda não têm um programa definido para este ano por falta de verbas e de pessoal.
Já quanto a Filipe Menezes, no seu papel de autarca, veio defender que “a gestão do Património devia ser colocada nas mãos dos municípios”. É certo que a sua opinião surge na altura em que, alguns, apenas alguns, discutem modelos de gestão e salvaguarda do Património, mas pouco mais adiantou sobre a sua ideia, tendo ficado apenas a sensação de que se referia ao tempo exagerado que demora a “peregrinação burocrática” dos projectos, a que se referiu também o seu vice-presidente, Marco António.
Fiquei com a sensação de que estas referências culturais são fruto da agenda política dos dois, Luís Amado e Filipe Menezes, evitando um pronunciar-se taxativamente sobre o Kosovo e sobre o Tibete, e o outro sobre a promessa de descida do IVA que propôs. Espero sinceramente estar enganado, e que ambos estejam, de facto, preocupados com a paralisia do Ministério da Cultura.








