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quarta-feira, janeiro 28, 2015

JORNALISTA CONFUSO



Sou um defensor da liberdade de expressão para todos, jornalistas incluídos, mas também a mim me incomodou que um jornalista português, enviado pela televisão pública à Grécia para acompanhar as eleições, tenha tecido comentários sobre todo um povo, pelo menos deixou isso implícito, descrevendo-o como um povo corrupto, e que foge aos impostos servindo-se dos mais diversos estratagemas.

Enquanto jornalista José Rodrigues dos Santos devia ter-se limitado a relatar a situação, evitando dar a sua opinião, porque era isso que se esperava no espaço dum telejornal. A sua opinião pode ser a que exprimiu, não me importa absolutamente nada, mas não era isso que se esperava dele naquele espaço.

A este jornalista também não lhe ficou bem a frase “azar, eu falo”, porque na mesma tribuna que agora usou, nunca o ouvi ser tão incisivo sobre políticos nacionais, por exemplo no assunto da compra dos submarinos, que invocou no caso da Grécia, apesar de ter exactamente as mesmas provas sobre a culpabilidade de políticos gregos e de portugueses.

No espaço dum telejornal esperamos ouvir notícias, num espaço de opinião espera-se ouvir opiniões, num espaço de debates espera-se o confronto de opiniões, e assim por diante. Rodrigues dos Santos confundiu as coisas, e por isso suscitou tantas críticas, pelo que não tem de que se queixar.



segunda-feira, maio 13, 2013

A FALTA DE CORAGEM



Passos Coelho veio recentemente fazer alarde da sua coragem por apresentar medidas que são alvo de grande contestação, como se por aí se aferisse a coragem de algum político.

Para o 1º ministro mudar o factor de sustentabilidade, reduzindo assim o valor médio dos pensionistas da Caixa Geral de Aposentações, o que transforma Portugal num Estado não confiável para os seus próprios cidadãos, é uma coroa de glória. Acrescenta até Passos Coelho, e uns seus seguidores, que serve para aproximar os regimes, público e privado.

A medida é claramente inconstitucional, não só por afectar reformas já em pagamento, ou por quebrar a confiança no próprio Estado, mas também porque mais uma vez só afecta os pensionistas que recebem através da CGA, não se aplicando ao universo de pensionistas.

A falta de coragem de Passos Coelho fica demonstrada por não ter atacado, por exemplo, as pensões dos políticos, os tais que não descontaram nada que seja proporcional com as reformas que recebem, ou por exemplo por não ter cortado acima de um determinado limite razoável, as pensões mais altas.

Coragem não é apenas uma qualquer basófia, quando se atacam os mais fracos, mas sim saber cortar onde mais há, e aos mais fortes, e isso o 1º ministro não faz. Nem pensem…



quarta-feira, outubro 01, 2008

O ZÉ FEZ GREVE

O Zé, naturalmente, esteve de greve nesta quarta-feira, não por razões políticas ou obediência sindical, mas porque existem razões de queixa marcadamente de ordem de justiça que me “obrigam” a mostrar o meu descontentamento. Entre outras, podia nomear a estagnação na carreira, os aumentos (?) continuadamente abaixo da inflação e a forma desprestigiante como tem sido encarada a função pública, em especial pela classe política.

Não sou dos que ainda sonham assistir ao mea culpa dos governantes pelo estado deplorável a que se chegou na função pública, até porque a aposentação está à distância de alguns meses, mas ainda assim faço questão de manifestar o meu desagrado.

Sei que a minha atitude causa estranheza entre colegas do serviço, onde habitualmente só os funcionários das categorias mais modestas costumam aderir às greves, mas eu admiro muito quem age em conformidade com o que diz, e desprezo quem critica mas é incapaz de marcar uma posição, por cobardia como é o caso a que me refiro.

Quem não se sente não é filho de boa gente, e quem muito critica e reclama deveria ser coerente agindo em conformidade, em vez de rotular quem o faz, utilizando um direito que a Constituição nos confere a todos. Eu respeito quem não faz greve, estão no seu pleno direito, mas quando começam a queixar-se, aí deixam-me francamente irritado.



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FOTOGRAFIA
Silvestre III by Palaciano

Silvestre by Palaciano

Silvestre II by Palaciano
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terça-feira, janeiro 22, 2008

OS EXEMPLOS DOS OUTROS

Foi José Sócrates, o próprio, que afirmou que Zapatero é um grande amigo e que não se importava de fazer campanha a seu favor, nas próximas eleições em Espanha. Deduzimos nós que o 1º ministro português se identifica nas políticas seguidas pelo seu homólogo, tal o entusiasmo demonstrado em expressar o seu apoio.
Este pobre escriba logo deduziu que a próxima medida a anunciar por José Sócrates vai ser o aumento do valor das pensões mínimas em pelo menos 150 euros, valor ainda assim inferior aos 200 euros prometidos por Zapatero. Já estou a imaginar uma conferência do Partido Socialista português subordinada ao tema “ter ou não ter… direitos. As famílias na sociedade do bem-estar”. Até já imagino a inclusão dos princípios da “liberdade, igualdade e solidariedade” nos próximos discursos oficiais, em vez dos rasgados elogios à acção governativa.
Mas não é só de Espanha que Sócrates fala com admiração, já o ouvimos elogiar a Alemanha e a destacar o seu papel de locomotiva da Europa. Pois então, agora que já não está na presidência europeia, bem pode o senhor primeiro-ministro ensaiar um discurso em defesa dos postos de trabalho, tantas vezes ameaçados pela deslocalização praticada por diversas empresas, muitas delas altamente favorecidas por medidas extraordinárias, como sejam isenções e subsídios estatais. Pode mostrar a sua firmeza e defender os interesses nacionais, fazendo como o governo alemão, que pede o boicote ao uso de telemóveis Nókia em retaliação à deslocalização da fábrica para a Roménia. As declarações dos governantes alemães são contundentes, chegando mesmo a classificar a atitude da marca como “capitalismo de caravana”.
Saberá, ou quererá José Sócrates seguir os exemplos dos seus homólogos, mostrando uma faceta de preocupação social e de defesa intransigente dos direitos? Ou será que os elogios e as referências são apenas para iludir o povinho?

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FOTOS - IMPROVÁVEIS

владимир диденко

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CARTOON
Dalcio

Hamid Karout