quinta-feira, abril 07, 2016
quarta-feira, janeiro 28, 2015
JORNALISTA CONFUSO
segunda-feira, maio 13, 2013
A FALTA DE CORAGEM
quarta-feira, outubro 01, 2008
O ZÉ FEZ GREVE
O Zé, naturalmente, esteve de greve nesta quarta-feira, não por razões políticas ou obediência sindical, mas porque existem razões de queixa marcadamente de ordem de justiça que me “obrigam” a mostrar o meu descontentamento. Entre outras, podia nomear a estagnação na carreira, os aumentos (?) continuadamente abaixo da inflação e a forma desprestigiante como tem sido encarada a função pública, em especial pela classe política.
Não sou dos que ainda sonham assistir ao mea culpa dos governantes pelo estado deplorável a que se chegou na função pública, até porque a aposentação está à distância de alguns meses, mas ainda assim faço questão de manifestar o meu desagrado.
Sei que a minha atitude causa estranheza entre colegas do serviço, onde habitualmente só os funcionários das categorias mais modestas costumam aderir às greves, mas eu admiro muito quem age em conformidade com o que diz, e desprezo quem critica mas é incapaz de marcar uma posição, por cobardia como é o caso a que me refiro.
Quem não se sente não é filho de boa gente, e quem muito critica e reclama deveria ser coerente agindo em conformidade, em vez de rotular quem o faz, utilizando um direito que a Constituição nos confere a todos. Eu respeito quem não faz greve, estão no seu pleno direito, mas quando começam a queixar-se, aí deixam-me francamente irritado.
terça-feira, janeiro 22, 2008
OS EXEMPLOS DOS OUTROS
Este pobre escriba logo deduziu que a próxima medida a anunciar por José Sócrates vai ser o aumento do valor das pensões mínimas em pelo menos 150 euros, valor ainda assim inferior aos 200 euros prometidos por Zapatero. Já estou a imaginar uma conferência do Partido Socialista português subordinada ao tema “ter ou não ter… direitos. As famílias na sociedade do bem-estar”. Até já imagino a inclusão dos princípios da “liberdade, igualdade e solidariedade” nos próximos discursos oficiais, em vez dos rasgados elogios à acção governativa.
Mas não é só de Espanha que Sócrates fala com admiração, já o ouvimos elogiar a Alemanha e a destacar o seu papel de locomotiva da Europa. Pois então, agora que já não está na presidência europeia, bem pode o senhor primeiro-ministro ensaiar um discurso em defesa dos postos de trabalho, tantas vezes ameaçados pela deslocalização praticada por diversas empresas, muitas delas altamente favorecidas por medidas extraordinárias, como sejam isenções e subsídios estatais. Pode mostrar a sua firmeza e defender os interesses nacionais, fazendo como o governo alemão, que pede o boicote ao uso de telemóveis Nókia em retaliação à deslocalização da fábrica para a Roménia. As declarações dos governantes alemães são contundentes, chegando mesmo a classificar a atitude da marca como “capitalismo de caravana”.
Saberá, ou quererá José Sócrates seguir os exemplos dos seus homólogos, mostrando uma faceta de preocupação social e de defesa intransigente dos direitos? Ou será que os elogios e as referências são apenas para iludir o povinho?









