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terça-feira, março 29, 2016

AINDA POR BELÉM

Numa das últimas publicações coloquei umas fotos antigas do Mosteiro dos Jerónimos, em que se podia constatar que ele estava em ruínas, condição em que esteve até à conclusão dos trabalhos de remodelação e recuperação do edifício, decidida em 1860.

As obras acabaram por alterar um pouco o aspecto do mosteiro, quer com a demolição do tanque do claustro, da cozinha e da sala dos reis, até ao acrescento dos torreões a nascente do dormitório e a cobertura da torre sineira, que deixou de ser piramidal, por uma cúpula em forma de mitra. Registe-se um grande acidente que foi a derrocada do corpo central do dormitório.


Outra das imagens que também já aqui coloquei nos últimos dias, foi do Padrão dos Descobrimentos, idealizado para a Grande Exposição do Mundo Português, em 1940, da autoria de Cottinelli Telmo com a colaboração do escultor Leopoldo de Almeida, na altura construído em materiais leves e perecíveis sobre uma estrutura de ferro e cimento. Em 1960 foi reconstruído, então de forma duradoura, de betão e cantaria de pedra, sendo as esculturas de calcário. 


sábado, abril 25, 2015

25 DE ABRIL

Para que não se esqueça do que foram 48 anos de ditadura.

Ferraz, in Os Ridículos

A música é uma arma

quarta-feira, maio 21, 2014

PALÁCIO DA VILA DE SINTRA

Uma das imagens mais antigas que se conhece do Paço Real de Sintra é a de Duarte d'Armas que se encontra imediatamente abaixo, e que data do início do século XVI.

De finais do século XIX conhecem-se diversas imagens e fotografias que nos mostram o antigo Paço ainda rodeado de construções que hoje não existem.


O Paço propriamente dito, exceptuando-se umas construções fronteiras e outras que estavam à entrada do terreiro e se estendiam para o Jardim da Preta, continua basicamente o mesmo.

Em finais do século XIX, e mesmo no começo do XX, talvez resultado dum certo revivalismo, surgiram diversas representações mais ou menos fantasiosas do Paço Real, onde os autores tentaram reproduzir a torre que terá caído devido a um tremor de terra. A representação abaixo é apenas uma dessas imagens, que se encontra ainda hoje num outro monumento da Vila de Sintra.


A imagem do agora Palácio Nacional de Sintra é profusamente usada em todo o tipo de recordações, desde postais, a loiças, magnéticos, litografias, e até selos, como se pode constatar pela imagem seguinte.


sábado, julho 13, 2013

EÇA SEMPRE ACTUAL



Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior – e sem cura.


CARTOON

segunda-feira, maio 07, 2012

A POLÍTICA E A SEMÂNTICA

A política em Portugal está conotada com o exercício da mentira, porque na verdade o poder político tem sistematicamente mentido aos cidadãos nestas últimas dezenas de anos. 

Passos Coelho apresentou-se ao eleitorado com o discurso da verdade, dizendo que dizer a verdade aos portugueses ia ser o seu modo de actuação. A realidade veio a demonstrar que a verdade para Passos Coelho era apenas um jogo de semântica, pois o que disse antes de ser eleito não foi o que fez logo que se encontrou no poder. 

Nestes últimos dias veio dizer que a política de salários baixos era uma política de empobrecimento, e ontem veio defender que falar de crescimento sem austeridade é um jogo de semântica. 

Com problemas de semântica ou sem eles, a verdade é que com os aumentos de impostos e com os cortes dos subsídios, este 1º ministro baixou efectivamente os salários e pensões dos portugueses, e também é verdade que ouvir da boca dele a palavra crescimento é incoerente porque até ao presente nada fez nesse sentido, antes pelo contrário. 

Porque a memória por vezes nos atraiçoa e porque alguém se deu ao trabalho de registar as intervenções de Passos Coelho ao longo dos últimos anos, deixo-vos aqui um conjunto de declarações do próprio que ficaram registadas. São declarações reais sem o recurso a comentários ou erros de semântica.

VÍDEO


CARTOON
Austeridade

quarta-feira, outubro 05, 2011

OS DISCURSOS

Eu tenho uma teoria sobre os discursos dos políticos que me vem sempre à mente, de cada vez que algum aproveita uma ocasião para nos dirigir umas palavras.

Primeiro comecemos pelos que escrevem o discurso, que não são os mesmos que o lêem, o que explica o facto de se ouvirem ideias que não “encaixam” nas práticas do “leitor”.

Outra característica importante é circunstancial, e depende de diversas situações com sejam, se os discursos são feitos enquanto se está na oposição, no governo ou numa situação superior, de analista ou quem sabe, presidente.

Assim se percebe o discurso de Cavaco Silva, disse que “acabaram os tempos de ilusões”, que Portugal vive “tempos muito difíceis” e que “perdemos muitos anos na letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado. Acomodámo-nos em excesso”.

É simplesmente curioso ouvir o actual chefe de Estado, antigo dirigente máximo do PSD e ex-primeiro ministro vir dizer que a situação que atravessamos é uma “oportunidade” para deixarmos de viver acima das nossas possibilidades, de redescobrir a “austeridade digna”, de poupar em “gastos desmesurados”, e até de consumir produtos portugueses e de fazer turismo no país.

É formidável a capacidade que certas pessoas têm de esquecer o passado e de actuarem como se ele não tivesse acontecido, talvez tanto como é doloroso ter memória e estômago fraco para aguentar este tipo de discursos.


FOTOGRAFIA


CARTOON


domingo, julho 31, 2011

MEMÓRIA E IMAGENS

Há lugares que fazem parte das nossas memórias do passado, e nem o passar do tempo consegue apagar as recordações. Um dos lugares por onde passei faz parte das minhas memórias e não foi difícil encontrar imagens que retratam a época a que reportam as lembranças.

Até breve




quarta-feira, janeiro 26, 2011

A MEMÓRIA DOS PORTUGUESES

Terminou mais uma campanha eleitoral e já temos um Presidente da República eleito, que teve um discurso em que dizia não ser um político.

Atendendo aos resultados eleitorais, para a maioria dos portugueses que votantes, Cavaco Silva não será um político, estando por isso ilibado de responsabilidades quanto à situação difícil em que se encontram as nossas finanças. Creio até que para muitos ele nada terá feito para evitar a situação no seu primeiro mandato, para poder agora sem qualquer pressão relativa a uma reeleição, poder passar dos avisos à acção.

Nos últimos dias fiquei convicto de que os lapsos de memória dos votantes e do candidato reeleito, Cavaco Silva, se devem ao facto (comprovado cientificamente), de não poderem dormir a sesta. Ficámos todos a saber pelo DN de 25/01, que a sesta contribui para consolidar a memória.

Daqui a cinco anos vou fazer os possíveis para me candidatar à presidência da República, e a principal linha de força do meu programa político e eleitoral vai ser precisamente o da introdução da sesta obrigatória, no código laboral.



FOTOGRAFIA
Aprisionada by somnath chatterjee

CARICATURA


terça-feira, fevereiro 23, 2010

MEMÓRIA

Faz hoje 75 anos que nasceu um personagem da banda desenhada que faz parte da minha infância, a Luluzinha. Originalmente com o nome de Little Lulu é uma criação de Marjorie Henderson Buell.

Um vestido vermelho e cachinhos no cabelo constituíam a imagem de marca da Luluzinha, que ganhou como parceiros o Bolinha, o Carequinha e a Aninhas, entre outros, que todos juntos deram muitas horas de prazer a muita gente da minha geração.




FOTOGRAFIA
Pose by kudashkin

CARTOON

domingo, janeiro 17, 2010

MEMÓRIA

A 17 de Janeiro de 1995 morreu aos 88 anos, Adolfo Coelho da Rocha Torga médico de profissão e formação.
Mais conhecido por Miguel Torga notabilizou-se nas letras e foi membro do movimento Presença. A sua obra é vasta, e poucos serão os portugueses que não conheçam pelo menos um título deste autor.





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Torga é um arbusto de grande porte da família das Ericáceas que se desenvolve em matos, pinhais, próximo de rios e ribeiros e que floresce de Fevereiro a Agosto.






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CARTOON

quinta-feira, junho 04, 2009

TIANANMEN: AVIVAR MEMÓRIAS

O silêncio quase ensurdecedor dos meios de comunicação social, agora que passam 20 anos sobre o massacre da Praça da Paz Celestial, deixa-me algo perplexo.

Se a memória não me falha, estou a falar no culminar de uma série de manifestações que redundaram depois na morte de cerca 800 pessoas e uma dezena de milhar de feridos. Para que se recordem, os manifestantes protestavam contra a corrupção e repressão praticadas pelas forças no poder.

Esta fotografia da autoria de Jeff Widener, apelidada de “The Unknown Rebel”, é uma das muitas que atravessou fronteiras e recebeu distinções, não especificamente pela sua qualidade, mas sim por documentar o acto de repressão que hoje, convenientemente (?), muitos fingem esquecer.




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CARTOON


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FOTOGRAFIA
Raiada by Palaciano
800

quarta-feira, maio 20, 2009

MEMÓRIAS




Isto passou-se em 1985 e de lá para cá o mundo não melhorou nada, contudo a conjugação de vontades que aqui vemos, hoje é mais do que improvável. Não será por causa da crise, certamente, mas mais devido ao egoísmo que grassa na sociedade e à insegurança que paira sobre quase todos nós, quanto ao futuro...

Nota: A máquina deve ficar operacional ainda hoje ou amanhã, e talvez volte ao formato habitual, quem sabe.

segunda-feira, maio 12, 2008

PALAVRAS DE POLÍTICOS

O Dr. Almeida Santos nunca foi um personagem pelo qual eu tivesse nutrido a mínima simpatia, quer por razões objectivas que vêm do tempo em que foi ministro da Administração Interna onde demonstrou um total desprezo pelos então chamados retornados, quer depois na acção política enquanto dirigente do PS.

Como devem calcular, já tinha um conhecimento indirecto sobre este senhor enquanto advogado em Lourenço Marques e depois em intervenções políticas, algumas delas publicadas na imprensa da época, num movimento político chamado Democratas de Moçambique ou coisa que o valha. Intervenção oposicionista ao regime, em Moçambique, confesso que não lhe conheci esses méritos, se é que os teve como afirma.

Li com atenção a entrevista que deu ao DN, e ouvi-a também na TSF, e retive apenas as afirmações sobre os bens materiais que eventualmente possa deter. À pergunta se era um homem rico, respondeu que não, tinha era a fama de rico. Recordo-me eu, e recordar-se-ão muitas mais pessoas de já ter visto na comunicação social, notícias dizendo que era o político mais rico de Portugal, ainda há poucos anos, com base nas declarações acessíveis aos órgãos de comunicação social. Engano talvez, mas o que é certo é que nunca se ouviu nenhum desmentido.

Afirma também o Dr. Almeida Santos que deixou uma pequena fortuna em Moçambique, mas o que trouxe (?) permitiu-lhe viver com alguma folga até hoje, porque os políticos ganham mal. É curioso que agora venha dizer isto, quando sabemos todos que a grande maioria dos retornados vieram sem nada, e a grande maioria dos portugueses reformados, não recebem nada que se pareça com a “ridicularia” de 700 contos por mês (3.500euros) que é o que diz ser a sua reforma.

A cereja no topo do bolo foi afirmação de que escrevia à mão, utilizando uma caneta Futura (passe a publicidade), acrescentando a propósito “Até aqui um sinal da minha pobreza, veja lá... (sorrisos). É desta “massa” que se fazem políticos em Portugal....

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FOTOGRAFIA

obscurity

AdvokatStudio

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