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segunda-feira, abril 25, 2016

O DIA DA LIBERDADE



Este dia é um canteiro
com flores todo o ano
e veleiros lá ao largo
navegando a todo o pano.
E assim se lembra outro dia febril
que em tempos mudou a história
numa madrugada de Abril,
quando os meninos de hoje
ainda não tinham nascido
e a nossa liberdade
era um fruto prometido,
tantas vezes proibido,
que tinha o sabor secreto
da esperança e do afecto
e dos amigos todos juntos
debaixo do mesmo tecto.

José Jorge Letria

sábado, abril 25, 2015

25 DE ABRIL

Para que não se esqueça do que foram 48 anos de ditadura.

Ferraz, in Os Ridículos

A música é uma arma

quinta-feira, abril 25, 2013

25 DE ABRIL



O Povo está Divorciado da Cultura

O povo está divorciado da cultura, e encolhe-se cada vez mais na sua fome e na sua ignorância. Somos nós, os que saímos dele e o queremos verdadeiramente servir, que temos o dever de o procurar, de o esclarecer, de o interessar activamente na sua própria salvação. Que lhe importam os grandes livros, se ele os não pode nem sequer ler? Que lhe importam as grandes sinfonias, se ele as não sabe ouvir? é urgente chamar o povo à realidade nacional. É preciso interessá-lo de verdade no processo social, onde ele tem o único papel que conta.
— Para isso?...
— Convidá-lo desde já a votar livre e claramente. Chamá-lo a determinar-se, a escolher os seus homens, a responsabilizar-se no seu destino,
— Esse destino é?...
— O destino de todos os corpos vivos: crescer, multiplicar-se, procurar a felicidade, e deixar no seu caminho uma nítida e aberta marca de compreensão e de amor.


Miguel Torga



segunda-feira, abril 25, 2011

25 DE ABRIL

Só é digno da liberdade, como da vida, aquele que se empenha em conquistá-la.



quinta-feira, abril 24, 2008

IDEAIS DE ABRIL

São passados trinta e quatro anos sobre o 25 de Abril de 1974, data a partir da qual os cidadãos deste país projectaram para Portugal um futuro melhor, em Liberdade, com mais Igualdade e maior Justiça. Passados estes anos todos muitos questionam-se ainda sobre se vale a pena recordar esta data e os ideais que a ela estão associados, em pleno século XXI.

A resposta é simples e baseia-se em infindáveis SES que cada um deverá ponderar:

Se o desemprego não o preocupa.
Se acha que a Justiça funciona igualmente para todos.
Se a pobreza não o incomoda.
Se acha que há igualdade de oportunidades.
Se acha justa a redistribuição da riqueza.
Se confia na protecção social.
Se a Saúde responde às sua necessidades.
Se acha que o Ensino é para todos.
Se confia plenamente nos políticos.


São alguns SES, que a sua consciência terá que equacionar, e a resposta é apenas sua, porque em Liberdade é você quem decide.

*** * ***

Abril..
É sempre tempo de falar
de um Abril que aconteceu,
de remoer um Abril que se não deu.

Em Abril renascemos.
Respirámos tão fundo que à nossa volta estremeceu o mundo.
Assim fizemos nós, os já cansados, os sofridos,
os ansiosos pela luz tardia no brilhar.

Assim falo eu dos que Abril aguardaram
em silêncios redondos de medo e solidão.
Dos que mais longe foram e rasgaram o escuro
e por isso pagaram com o corpo e o coração.

Depois de Abril nasceram.
Não trouxeram consigo a memória das sombras.
Não precisaram de aprender da liberdade o nome,
porque ela os inundou como se seiva fora, primordial e imensa.

Assim falo eu dos que souberam pelos pais e os pais dos pais
que um outro mundo houvera em que o Adamastor
impedira a dobragem do Cabo das Tormentas
que em Esperança se tornou para lá dos temporais.

Abril ainda aqui está.
Filhos irão nascer, netos dos netos a haver.
A pouco e pouco Abril se irá esbatendo,
a lembrança dos homens esmorecendo.

Assim pergunto eu:
Que restará então?
Que histórias contarão?
Quem falará da dor do camponês a mendigar o pão?
Quem lembrará o operário banido pelo patrão?
Quem chorará do bravo resistente a vil prisão?

Agora afirmo eu:
Aos novos comedores do sangue da manada,
aos velhos fazedores do mito e da traição,
saberemos dizer, com o queixo levantado,
do nosso amigo segurando a mão,
a palpitar, festivo, o coração:
Abril nos deu a hora e nada foi em vão.


Licínia Quitério

Recebido por mail


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FOTOGRAFIA


LedyOwl

Daemys

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CARTOON

Patrick Chappatte

quarta-feira, abril 25, 2007

LEMBRAR ABRIL

Porque o tempo passa e a memória é curta, importa passar o testemunho às novas gerações e recordar aos mais velhos o que originou e o que foi o 25 de Abril. Numa altura em que muitas conquistas se estão a perder, importa reter que a liberdade se conquista, não é um dado adquirido.
As imagens, todas elas com bastantes anos, foram copiadas deste sítio.


Ferraz, in Os Ridículos



Luís in Diário de Lisboa


Ferraz in Os ridículos


Autor desconhecido in Os Ridículos


Martins, in A Bola