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sexta-feira, novembro 15, 2013

A FALTA DE LÓGICA NOS CORTES



Analisando as medidas constantes da proposta de Orçamento do Estado para 2014 percebe-se claramente a desproporção dos sacrifícios exigidos aos trabalhadores e aos grandes grupos económicos.

Indo mais fundo na análise dos cortes temos que, apesar de toda a retórica, os funcionários do Estado, empresas públicas e pensionistas contribuem muito mais para a descida das despesas públicas do que outros que “comem à mesa do OE”, como sejam as PPP e outras empresas privadas que recebem rendas pelo fornecimento de serviços públicos.

Os constrangimentos jurídicos que o governo afirma ter em cortar às empresas contrasta com a facilidade com que o mesmo governo corta sucessivamente e sem escrúpulos aos que vivem dos rendimentos do trabalho, estejam estes no activo ou já reformados.

Governantes que enchem a boca com a equidade bem podiam tentar explicar a lógica dos cortes, não sentados em qualquer gabinete mas sim em lugares públicos e sem segurança pessoal, que iam ver a resposta que teriam…  


terça-feira, janeiro 03, 2012

ALIANÇA DE INICIAIS

Há alguns dias atrás ouvi algumas pessoas a dizer que não percebiam como é que Passos Coelho podia pensar em privatizar o que o Estado ainda tinha de participação no capital da EDP, vendendo a uma empresa detida pelo governo chinês.

Não encontrei nenhuma resposta lógica ou coerente, do ponto de vista do interesse nacional ou mesmo político, mas ao tentar conseguir um "boneco" para para ilustrar a dita privatização, descobri uma afinidade entre Coelho e a República Popular da China: as iniciais. Falta a República, dizem-me vocês, mas lembrem-se que já nem o 5 de Outubro é feriado.

sexta-feira, julho 17, 2009

RAPIDINHAS

Gripe A – Como eu supunha, as vacinas para a gripe suína não vão ser ministradas a todos, como medida de prevenção, mas apenas aos grupos definidos administrativamente pelo Ministério da Saúde. O omnisciente ministério e os seus dirigentes actuam na saúde como os militares numa guerra, considerando que há danos colaterais que têm que ser assumidos como indispensáveis para uma vitória. Uma vacina é por definição um meio preventivo contra uma potencial ameaça e não um remédio que cura uma doença, por isso um critério estabelecido a esta distância (5 meses) é um perfeito disparate mesmo usando apenas critérios lógicos, e sem considerar que ainda iremos atravessar todo o Outono e uma parte do Inverno, o que não é desprezível numa análise com base científica.

Jardim – O senhor Alberto João Jardim já nos habituou às suas tiradas humorísticas, quase todas de mau gosto, diga-se. A última é a intenção manifestada de proibir o comunismo na nossa lei fundamental, usando como analogia a proibição de ideologias fascistas. A argumentação é delirante, mas isso é irrelevante, agora a utilização do lema “é proibido proibir”, não fica bem na sua boca, porque nessa altura sabemos de que lado da barricada estava o senhor Alberto João. A memória é uma coisa lixada para os políticos!...




HenriCartoon



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FOTOGRAFIA


Pipe Dreamer

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