Mostrar mensagens com a etiqueta Esquemas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Esquemas. Mostrar todas as mensagens

sábado, maio 26, 2018

QUEREM MESMO QUE ACREDITEMOS?


No meu giro pelas notícias dos jornais portugueses dei com um título interessante, “restaurantes, hotelaria e hipers pedem refugiados”, e como não podia deixar de ser, lá fui eu ler a “anedota”.

Comecei por me rir ao ver a gerir o projecto uma entidade , o Alto Comissariado para as Migrações, e o nome de alguns parceiros da iniciativa, como sejam a Portugália, Teleperformance e Hard Rock Café.
Foi muito “tocante” ver que a preocupação dos criadores do projecto “ é que essas pessoas (os refugiados) ganhem o mais rapidamente autonomia, o que se consegue pela via do emprego”. Quem pode criticar semelhante afirmação?

A realidade pode ser muito cruel, e neste caso é definitivamente impiedosa. Os restaurantes, a hotelaria e os hipers são, na sua maioria, dos sectores que mais mal pagam e que mais trabalhadores precários empregam.

Se estes empresários têm, de facto, preocupações sociais, então porque não empregam, com salários dignos, boa parte dos trabalhadores que por lá passaram com contratos precários e com habilitações mais do que suficientes para as funções que desempenham? Noutro olhar mais realista, será que estes refugiados, devido à sua situação de fragilidade, não servirão apenas para engrossar a mão-de-obra barata que é tão procurada por maus empresários?
~
Podemos ter um grande coração, e até ser crédulos, mas esta iniciativa cheira muito a esturro!

terça-feira, maio 01, 2012

MANOBRAS INDECENTES

Há empresários capazes de tudo para levarem a sua avante, e por isso importa desmascarar manobras demagógicas e até ilícitas para justificarem a abertura das suas lojas no 1º de Maio. 

O Pingo Doce socorreu-se de um estratagema ilegal para atrair clientes às suas lojas neste Dia do Trabalhador, criando uma promoção que dá descontos de 50% para compras acima dos 100 euros. 

Todos sabemos que o poder de compra dos portugueses está muito diminuído pelas políticas seguidas por este governo, e como era de prever os espaços comerciais da cadeia Pingo Doce estavam a registar enchentes, que obrigaram a fechar algumas lojas, permitindo-se a entrada a clientes apenas à medida que outros saíam. 

Este vale tudo para desmobilizar os trabalhadores, é ilegal, porque alguns produtos foram vendidos abaixo do preço de custo, distorcendo as lei da concorrência, e é uma manobra baixa dum grupo económico que obrigou os seu funcionários a trabalhar neste feriado, mesmo sabendo que ia registar prejuízos com esta “promoção”. 

As autoridades que deviam fazer a fiscalização não apareceram e apesar de algumas tentativas para as contactar, nomeadamente a ASAE, não apareceram para verificar o que se passava.