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quarta-feira, março 14, 2018

O RESTAURO DOS CARRILHÕES DE MAFRA


Parece que é desta que as obras de recuperação dos carrilhões de Mafra vão começar, a dar crédito às informações vindas na comunicação social, mas já estivemos assim muito perto destas obras, e as coisas não se concretizaram.

Desta vez creio que as coisas vão mesmo para a frente, se calhar lá para a Primavera, porque as condições atmosféricas agora não são as mais favoráveis, e a logística vai ser de grande monta.

Continuam a persistir, contudo, algumas reticências neste caso, a começar pela verba atribuída para o restauro 1.549.025,33 euros IVA incluído à taxa de 6%, nos anos de 2018 e 2019. Já se falou em verbas bastante maiores, o que nos deixa a impressão de que algo ficará por fazer no que respeita ao restauro dos 2 carrilhões.

Também ficam algumas reticências quanto ao restauro em si mesmo, pois podem ser os métodos correctos ou os inadequados, como já se sabe por um estudo efectuado já há algum tempo e que está publicado, e nós não conhecemos o caderno de encargos desta empreitada.

quarta-feira, janeiro 24, 2018

O MUSEU DA MÚSICA EM MAFRA

Os diversos anúncios da ida do Museu da Música para Mafra, uns antigos, outros mais recentes, têm merecido diversos comentários, uns favoráveis, outros mais críticos, o que demonstra que a notícia não tem passado despercebida.

O acordo entre a Câmara Municipal de Mafra e a DGPC não é público, conhecendo-se apenas o que vem nas notícias, e parece que a C.M. de Mafra irá ceder um espaço no Palácio Nacional de Mafra (?) para a instalação do museu, que segundo consegui apurar ficará na ala Sul do conjunto monumental.

Sem conhecer os detalhes desta nova casa do Museu da Música, não consigo ter uma opinião definida sobre esta mudança, contudo tenho algumas questões para as quais ainda não tive respostas satisfatórias.

Terá este venerável edifício condições para albergar instrumentos musicais, que todos sabemos serem bastante afectados pelas variações das condições térmicas e de humidade? O pessoal desse museu agora na Estação de Metro Alto dos Moínhos vai transitar para Mafra, ou terão de ser efectuadas novas admissões? O museu continuará a estar dependente da DGPC, ou ficará dependente da C.M. de Mafra?

Já me colocaram outras questões, talvez mais rebuscadas, como a de saber se a vinda deste museu para o edifício de Mafra tem algo que ver com o restauro dos carrilhões, que alguns apontam para este ano, e que deverá condicionar as visitas do palácio durante os trabalhos de retirada e colocação dos conjuntos de sinos.


Confesso que não sei responder a estas questões e que estou tão curioso quanto muitos os que se interessam pelo Património.



segunda-feira, julho 24, 2017

UMA DÚVIDA EM ABERTO

Por vezes somos surpreendidos por coisas que não conseguimos explicar, e esta escada é um desses casos, pois não existem registos dela, e também porque não pudemos levantar umas telhas do telhado adjacente para tentar encontrar pistas para explicar a sua existência.

Creio que este telhado irá ser intervencionado em breve, e será uma oportunidade para resolver o mistério, espero eu...

Estas duas fotografias foram tiradas entre as duas chaminés do Palácio da Vila.


sexta-feira, junho 23, 2017

CAPELA DO PAÇO DE SINTRA - DÚVIDAS


Foi-me colocada uma pergunta interessante sobre um par de janelas que existem nas paredes laterais junto ao altar-mor da Capela do Paço de Sintra, porque segundo os Paços Medievais Portugueses, de Custódio Vieira da Silva pág. 213, datarão da época do rei D. Afonso V. A pergunta era realmente se eu concordava com afirmação.

Não me creio à altura de refutar um especialista na matéria, mas posso manifestar as minhas dúvidas, que se prendem sobretudo com o que se pode constatar em fotos de inícios do século XX, que coloco abaixo, onde não descortino as janelas, apesar do ângulo ser muito apertado, mesmo na segunda.

Quanto ao espaço "onde o rei se esconde atrás da cortina", referido no texto, bem podia ser a tribuna real, situada do lado direito na foto, que tinha de facto uma cortina.

Como já afirmei, não tenho certezas, mas também não encontrei nenhuma evidência que comprove que as minhas dúvidas são infundadas.

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