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segunda-feira, dezembro 10, 2018

ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE PORTUGAL E FRANÇA


Os portugueses, está provado, são muito mais pacientes do que os franceses em situações de carência económica, e esta é a principal diferença.

Em França Macron pretendeu aumentar os combustíveis com uma taxa, por cá lançou-se uma taxa, temos os combustíveis com preços tão elevados como os franceses, e o povo está calmo.

Por cá usamos dos meios legais para contestar os maus salários, e a falta de condições laborais, já em França partiu-se para a contestação na rua à revelia das regras democráticas, e a diferença dos resultados obtidos é também abissal.

António Costa e seus aliados só conseguiram aumentar o salário mínimo em 20 euros ( de 580€ para 600€), em França Macron veio anunciar um aumento de 100 euros para o salário mínimo (de 1.500€ para 1.600€).

Macron diz que tem como “objectivo que o trabalho seja melhor remunerado”, já António Costa diz aos funcionários públicos que, no máximo, só os poderia aumentar a todos em 5 euros.

A última diferença que saliento é, pasme-se, o nosso governo é o das esquerdas, já o de Macron é das direitas. Quem diria!

Nota - Não se infira por este texto que eu nutra alguma simpatia pela direita, porque não é o caso.


terça-feira, abril 26, 2011

RAPIDINHAS

Maiorias – Sempre que ouço alguém dizer que é necessário existirem governos maioritários, arrepia-se-me a pele. Em Democracia os eleitores é que têm que decidir quais serão os seus representantes, e consequentemente os governantes, e não é curial que alguém queira condicionar de qualquer modo a votação, quase que exigindo uma maioria.

Instabilidade social – Têm sido diversas as pessoas que têm deixado alertas para a possibilidade de haver um aumento da contestação e até alguma instabilidade social, em consequência das dificuldades económicas e da descredibilização do governo e da classe política. A contestação pacífica tem estado patente nas ruas, nas greves e até no ciberespaço, mas sempre vão surgindo outros sinais mais preocupantes, como a violência clubista e agora a ligada à contestação das portagens.



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By Palaciano

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By Satvro


By Satvro

domingo, março 20, 2011

RAPIDINHAS

Sócrates e o FMI – Sócrates diz-se indisponível para governar com o FMI, e eu começo a pensar que dentro de poucos dias Portugal vai pedir a ajuda do FMI, pedido este feito pelo mesmo Sócrates. Depois de ter ouvido o 1º dizer que não ia aumentar os impostos, que não ia cortar os vencimentos da função pública e que não teríamos mais PEC’s, e depois tudo isso ter acontecido, só posso pensar que é mais uma partida do senhor engenheiro.




Contestação – A popularidade deste governo está pelas ruas da amargura, e para o constatar basta apreciar a adesão do pessoal que está à rasca, a manifestações realizadas em duas semanas consecutivas. Estamos “quase” todos à rasca, novos, velhos, quer tenhamos emprego, estejamos desempregados, estudemos ou já estejamos reformados. Será que este governo espera que mais medidas de austeridade com que se comprometeu com Bruxelas, tenham aceitação quando apenas recaem sobre os mesmos que têm pago pela incompetência dos nossos políticos?


quarta-feira, setembro 15, 2010

CONTESTAÇÃO

Os dirigentes políticos já não estão habituados à contestação sem aviso, e sem enquadramento partidário. Nos últimos anos toda a contestação tem tido origem em grupos organizados de algum modo ligados aos partidos políticos, e por isso facilmente detectados e bastante previsíveis.

A contestação estudantil tem-se pautado pelas mesmas regras, mas ontem as coisas saíram um pouco do padrão e tanto Sócrates como Mariano Gago foram realmente surpreendidos pela contestação de estudantes relativa à acção social.

Esta manifestação, pacífica e inesperada fez-me recordar velhos tempos em que estas acções estudantis eram preparadas em segredo (não podia ser de outro jeito), e iludindo sempre as autoridades que andavam sempre em cima dos mais contestatários.

Mariano Gago tentou desvalorizar e desacreditar o sucedido alegando que “ quem quer fazer valer as suas opiniões disputa eleições e ganha-as, inclusivamente nas associações de estudantes”, mas todos sabem que aí pontificam as ramificações partidárias e a participação cívica só é aceite dentro da lógica da política partidária e não de acordo com as necessidades dos estudantes.

É deste tipo de contestação que os nossos políticos têm medo, pela imprevisibilidade das suas acções e pela empatia que criam no meio em que se desenvolvem estas acções.



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Vêm lá os otários

terça-feira, setembro 07, 2010

CONTESTAÇÃO

Os cidadãos têm sempre ao seu dispor diversas formas de intervir nos destinos das nações, seja qual for o regime em que se encontrem.

Em Democracia temos a tendência de reduzir a participação cívica ao simples acto de votar de tempos a tempos, deixando o poder nas mãos de outrem, muitas vezes sabendo que esses que se nos impõem, não estão verdadeiramente interessados no bem comum, e nunca irão cumprir as promessas com que nos tentam enganar durante as campanhas eleitorais.

Há quem tente mudar as coisas de dentro para fora, entrando no jogo partidário, mas por uma razão ou por outra, acabam sempre por ser “engolidos” pelo que se apelida de “sistema”.

Muitas vezes resta apenas a contestação. Não há nada de errado com a contestação, quando o poder não dá resposta aos interesses das populações.

Em Moçambique houve contestação por causa dos aumentos dos bens essenciais, o que tornava a vida dos cidadãos ainda mais difícil do que até aqui. Apesar do uso da força por parte das autoridades, acabou por existir cedências e muitos preços já não vão aumentar. Em França contesta-se a mudança da idade da reforma, dos 60 para os 62 anos, e o governo de Sarkozy admite agora negociar certos aspectos desta medida, e parece condenado a perder as próximas eleições.

O poder está nas mãos dos cidadãos, e não podemos estar conformados com o que nos querem impor uns quantos senhores que foram mandatados para fazer uma coisa e agora pretendem fazer o seu contrário. Contestar é uma forma participar nos nossos destinos.



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segunda-feira, maio 04, 2009

CULPA E CASTIGO

Ao ouvir responsáveis pelo PS exigirem pedidos de desculpa por ofensas, corporais ou verbais, e ao mesmo tempo vangloriarem-se por serem vítimas ou de dissidências antigas, ou até do desgaste que advém da acção governativa, apetece-me dizer que quem não quer lobo não lhe veste a pele.

Não percebi qual a ideia de Vital Moreira em integrar uma delegação do PS à manifestação do 1º de Maio da CGTP. Que se saiba é um independente, pelo que não representa o partido, e depois porque tanto quanto se sabe é apenas um candidato ao Parlamento Europeu, penso até que ainda nem formalizou essa candidatura.

Não concordo, penso mesmo que ninguém concorda com agressões ou insultos, mas penso que há quem se coloque a jeito para os merecer.

Já depois do episódio Vital Moreira, houve outro, menos badalado mas igualmente barulhento, agora com José Sócrates. Também aqui a vitimização surgiu, embora mitigada já que foi considerada “democrática”.

O descontentamento é real, a contestação existe um pouco por todo o lado, e mesmo que não concordemos com os excessos, eles podem acontecer porque governar também tem destes inconvenientes.





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FOTOGRAFIA
Orange By Palaciano

Amarelo By Palaciano
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terça-feira, abril 14, 2009

MIOPIA POLÍTICA...

Quando atravessamos uma crise que tem reflexos mundiais, e quando se gastam (este é o termo) muitos milhões de euros do erário público para salvar as instituições financeiras, que desbarataram o seu dinheiro e o dos depositantes, na procura desenfreada de lucros acima da média, é confrangedor ouvir uma ministra dizer que há “alarmismo” quando se denunciam casos de má nutrição de crianças verificados em escolas e em hospitais.

O combate à crise tem sido feito pelo lado da consolidação das instituições bancárias, as mesmas que arrecadaram lucros monstruosos na última década, criando-se a ideia de que era a melhor maneira de injectar liquidez nos mercados que ameaçavam o colapso. Como era de esperar esse dinheiro foi direitinho para o bolso dos detentores do grande capital, que entretanto viram as suas carteiras de acções descer de valor. O investimento não surgiu, a não ser aquele protagonizado pelo Estado, com o nosso dinheiro, e o consumo contraiu-se gerando enormes excedentes de bens, aumento de desemprego e falências em série.

Desde o início que muitos economistas e sociólogos dizem que a melhor maneira de injectar liquidez na economia real, é através dos bolsos dos cidadãos, aproveitando-se as situações de crise para reduzir as assimetrias causadas pelo capitalismo selvagem que impera quando a economia está em alta. O Japão é talvez o único país do mundo que sabe o que é a deflação, e o único que já experimentou diversas receitas para a combater, tendo chegado à conclusão que uma melhor distribuição das riquezas, assegura uma menor pressão sobre a segurança social, permitindo assim intervenções sobre a economia sem grande contestação social.



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PINTURA
Coffee La Paix watercolor by ricardomassucatto

Paris draft by ricardomassucatto

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CARTOON
Por Fraga


Por Baptistão

sexta-feira, março 07, 2008

A CAMPANHA VERGONHOSA

Quando as coisas correm mal para o governo nada como soltar umas informações sobre aumentos para a função pública, para ver se os restantes cidadãos manifestam o seu desagrado e se voltam contra os “felizardos funcionários públicos”. A receita foi resultando durante algum tempo, mas como tudo o que é demais enjoou, e aos poucos a estratégia deixou de aliciar a inveja, aliás infundada.

Ontem vieram a público notícias sobre os salários máximos do funcionalismo público e os seus aumentos com a aplicação das novas carreiras. Claro que para as primeiras páginas saltou logo o aumento “mais suculento”, na ordem dos 18,9%, que representa quase 600 €.

Estamos perante mais uma campanha de um governo encurralado entre a contestação que sobe de tom, e a teimosia já indisfarçável, em desmoralizar o funcionalismo público. Isto é uma arma de dois gumes, que facilmente é desmontada, porque aos tais lugares de topo apenas chegam uma pequeníssima minoria, e são sobretudo os que merecem a confiança da tutela, já que de outro modo nunca lá se poderá chegar. Já agora, porque será que veio a público esta informação se nem sequer os sindicatos ainda tinham sido informados nem ouvidos?

Termino com a pergunta venenosa que já muitos estamos a fazer: qual vai ser o impacto dos tais aumentos para os funcionários de topo, nos vencimentos da classe política? Talvez venha a ser curioso saber-se isto, porque a ingenuidade tem limites.

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PINTURAS
Abstract african images
Painting inspired by the medieval village Eze, near Monarco.

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Om Prakash Sharma - India

Om Prakash Sharma - India