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segunda-feira, dezembro 10, 2018

ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE PORTUGAL E FRANÇA


Os portugueses, está provado, são muito mais pacientes do que os franceses em situações de carência económica, e esta é a principal diferença.

Em França Macron pretendeu aumentar os combustíveis com uma taxa, por cá lançou-se uma taxa, temos os combustíveis com preços tão elevados como os franceses, e o povo está calmo.

Por cá usamos dos meios legais para contestar os maus salários, e a falta de condições laborais, já em França partiu-se para a contestação na rua à revelia das regras democráticas, e a diferença dos resultados obtidos é também abissal.

António Costa e seus aliados só conseguiram aumentar o salário mínimo em 20 euros ( de 580€ para 600€), em França Macron veio anunciar um aumento de 100 euros para o salário mínimo (de 1.500€ para 1.600€).

Macron diz que tem como “objectivo que o trabalho seja melhor remunerado”, já António Costa diz aos funcionários públicos que, no máximo, só os poderia aumentar a todos em 5 euros.

A última diferença que saliento é, pasme-se, o nosso governo é o das esquerdas, já o de Macron é das direitas. Quem diria!

Nota - Não se infira por este texto que eu nutra alguma simpatia pela direita, porque não é o caso.


terça-feira, junho 21, 2016

TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS

Não costumo ler a opinião escrita de João Miguel Tavares, mas gosto de ouvir um certo programa da TSF onde ele marca presença, juntamente com outras pessoas, e já tinha chegado à conclusão de que as nossas opiniões divergem muito.

Esta semana tive que ler o Público, porque o meu jornal estava esgotado, e lá estava a sua coluna de opinião com o título “não, eles não são todos iguais”.

Para começar devo dizer que todas as pessoas são diferentes, o que não será surpresa para ninguém, e creio João Miguel Tavares não descobriu, desta vez, o número da taluda. Onde ele começa a meter água é quando começa a tentar fazer distinções, caindo na mesma conversa dos comentadores desportivos: afirmando que é tudo uma questão de “intensidade”, quando diz que uns políticos prejudicaram mais a Caixa Geral de Depósitos do que outros.

O assunto principal era a má gestão (quiçá danosa) da CGD, e pelo texto percebeu-se que para João Miguel Tavares, os culpados já estão identificados, e são José Sócrates e Armando Vara, e que todos os outros, gestores, supervisores, e responsáveis políticos, não passaram de meros figurantes das malfeitorias dos “grandes culpados”.


Veio-me à memória outro provérbio bem português: «Tão ladrão é o que rouba como o que fica à porta», e nesta coisa dos bancos (não só da CGD), muita gente ficou à porta, meu caro…

VW by Palaciano

quinta-feira, junho 26, 2014

AS DIFERENÇAS ENTRE PORTUGAL E ALEMANHA

Foi quase hilariante ler o que Paulo Portas mais admira na Alemanha, e ao mesmo tempo ver outros títulos do mesmo jornal online, exactamente no mesmo dia.

Paulo Portas afirmou que “ mais vale uma boa negociação do que 10 mil manifestações”, e que o que deve estar sempre em causa é “compromisso, compromisso, compromisso”. Dificilmente Portas pode afirmar que o “seu” governo respeita os compromissos, mas isso é apenas um pormenor, para quem joga essencialmente com palavras.

No mesmo jornal e bem perto da notícia da admiração de Portas vinha outra, onde o presidente da Siemens afirmava que “quem for para engenharia (em Portugal), tem emprego garantido” na Alemanha. Outro título logo abaixo é: “sabe qual é a diferença entre Portugal e a Alemanha no primeiro salário de um engenheiro?”, que revela ser 2 vezes maior.

Claro que há diferenças entre Portugal e a Alemanha no campo laboral, mas este discurso devia ser para os empresários portugueses, para os políticos nacionais e sobretudo para o governo, que é responsável pela desregulação do mercado laboral, pela quebra sucessiva de compromissos assumidos para com os cidadãos e promessas quebradas após ser eleito.


Paulo Portas devia ter vergonha das comparações, mesmo não tendo caído na esparrela, como Passos Coelho, de criticar o Tribunal Constitucional, o que os alemães não fazem.  


quarta-feira, agosto 08, 2012

DIFERENÇAS


Há diferenças, apesar de tudo.
 
François Hollande está no governo há 56 dias. Passos Coelho, há cerca de um ano. Vejam as diferenças.
Os dados que aqui constam são oficiais e foram traduzidos do jornal Le Monde :

- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos destinam-se ao Fundo da Previdência e destina-se a ser distribuído pelas regiões com maior número de centros urbanos com os subúrbios mais ruinosos.


- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estatais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha € 650.000/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras " . Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a abrir em 15 ago 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."


- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias, líquidas, que ganham mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados, dos quais 6.900 a partir de 1 de julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de setembro, como professores na educação pública.


- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.


- Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.


- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais" que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.


- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem proporcione
 empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, e quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou largar.

- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de € 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4 mil milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vá à escola primária, e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.


Resultado: o spread com títulos alemães caiu, por magia. A inflação não aumentou.

A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de Junho, pela primeira vez nos últimos três anos.

Recebido por mail

FOTOGRAFIA

quinta-feira, outubro 18, 2007

TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS


*** * ***


Acabei de ouvir este tema interpretado por Francisco Fanhais

PORQUE


Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros usam a virtude

Para comprar o que não tem perdão

Porque os outros têm medo mas tu não



Porque os outros são os túmulos caiados

Onde germina calada a podridão.

Porque os outros se calam mas tu não.



Porque os outros se compram e se vendem

E os seus gestos dão sempre dividendo.

Porque os outros são hábeis mas tu não.



Porque os outros vão à sombra dos abrigos

E tu vais de mãos dadas com os perigos.

Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner

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FOTOS - PALHAÇOS

evil clown by ElBorbah

Orangutan by minouz

Chimp Clown by ThreeProngs

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CARTOON

Patrick O'Connor