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sábado, outubro 10, 2009

SEM COMENTÁRIOS

Meu caro Teófilo Braga


O carácter inalteràvelmente afectuoso das nossas relações, através de uma íntima convivência de mais de quarenta anos, me anima a dirigir esta carta ao chefe do actual governo da Nação. Sabe muito bem V., conhecendo a minha orientação mental, que, indiferente às formas de governo, nada em política me é mais profundamente antipático do que o votismo e o parlamentarismo, que eu considero os mais destrutivos agentes da capacidade administrativa em democracias insuficientemente educadas para a liberdade. O governo a que V. preside provém da intervenção fortuita de uma élite que distribuiu o exercício das funções pela especialização das capacidades. Esta génese torna para mim particularmente interessante e atraente o seu governo. Não vá porém julgar, meu caro Teófilo, que por meio desta sincera confissão eu venho formular a minha adesão à República, engrossando assim o abjecto número de percevejos que de um buraco estou vendo nojosamente cobrir o leito da governação. Não; pela minha parte eu não presto esse tributo à República. Nunca também o prestei aos políticos monárquicos, de cujos partidos nunca fiz parte, a cujo funcionalismo nunca pertenci, aos quais nunca absolutamente pedinchei o que quer que fosse…

Carta de Ramalho Ortigão a Teófilo Braga, de 16 de Outubro de 1910.

Leia o texto integral AQUI



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FOTOGRAFIA


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CARICATURA - NOBEL
Autor Desconhecido

CRISTIAN TOPAN

segunda-feira, maio 04, 2009

CULPA E CASTIGO

Ao ouvir responsáveis pelo PS exigirem pedidos de desculpa por ofensas, corporais ou verbais, e ao mesmo tempo vangloriarem-se por serem vítimas ou de dissidências antigas, ou até do desgaste que advém da acção governativa, apetece-me dizer que quem não quer lobo não lhe veste a pele.

Não percebi qual a ideia de Vital Moreira em integrar uma delegação do PS à manifestação do 1º de Maio da CGTP. Que se saiba é um independente, pelo que não representa o partido, e depois porque tanto quanto se sabe é apenas um candidato ao Parlamento Europeu, penso até que ainda nem formalizou essa candidatura.

Não concordo, penso mesmo que ninguém concorda com agressões ou insultos, mas penso que há quem se coloque a jeito para os merecer.

Já depois do episódio Vital Moreira, houve outro, menos badalado mas igualmente barulhento, agora com José Sócrates. Também aqui a vitimização surgiu, embora mitigada já que foi considerada “democrática”.

O descontentamento é real, a contestação existe um pouco por todo o lado, e mesmo que não concordemos com os excessos, eles podem acontecer porque governar também tem destes inconvenientes.





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Orange By Palaciano

Amarelo By Palaciano
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