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quinta-feira, outubro 13, 2016

TIROS NOS PÉS

O orçamento de Estado para 2017. Por proposta do Governo, deverá prever o aumento acima da inflação para as pensões até 846 euros, o que merece a concordância de quase todos, os que sabem que, abaixo deste patamar já é difícil sobreviver com dignidade.

O Governo parece contudo ignorar que na mesma proposta de OE, pretende manter congelados os ordenados da função pública, e que há muita gente que ganha quantias abaixo deste valor, e que no seu conjunto os fp estão com os salários congelados desde 2009. Saberão os senhores ministros que há fp a ganhar o actual salário mínimo?

O anterior executivo, o de Passos Coelho, fez dos fp os maus da fita, e até acicatou a opinião pública contra eles, e este executivo, mesmo com falinhas mansas acaba por trilhar o mesmo caminho, tentado passar entre os pingos da chuva.


Com salários congelados, promoções igualmente congeladas, e com subsídios de alimentação no valor exorbitante de 4,27 euros, o futuro do executivo não nos parece ser promissor.

segunda-feira, junho 01, 2015

AS PENSÕES A DANÇAR

Tem sido degradante assistir às discussões sobre a sustentabilidade das pensões dos portugueses, feita pelos partidos que têm partilhado o governo e os chamados “especialistas” na matéria, geralmente ligados a grandes empresas ou aos ditos partidos.

As soluções apontadas têm sido sempre a da diminuição dos montantes a pagar a quem se reforma, como se essa fosse a única possível. Outra conclusão dessas mentes brilhantes é que a descida da TSU, de patrões e empregados, poderia potenciar o emprego e consequentemente mais receitas para a Segurança Social.

Estas discussões estão pervertidas à partida, quando se sabe que o Estado descurou durante muitos anos a contribuição que lhe competia enquanto empregador, por decisão de vários governos que, não contentes com isso, usaram e abusaram de dinheiros da Segurança Social para outros propósitos, desbarataram fundos de pensões de várias empresas, deixando os encargos para a S. S., e atribuíram a políticos e não só, pensões em nada condizentes com as contribuições feitas para o sistema.


Será que estamos condenados a pagar para não ter beneficiar dessas contribuições? Não existirão outras formas de financiar as pensões, evitando assim a descida das mesmas?


sexta-feira, março 18, 2011

MEXER NAS REFORMAS

Os nossos parceiros europeus, o Banco Central Europeu e o governo português andam muito confusos para não dizer que andam a mentir descaradamente no caso das mexidas na idade da reforma e na redução do valor da dita reforma.

Portugal é um dos países europeus onde as pessoas se reformam mais tarde e onde as reformas são mais baixas. Eu não precisava de ver estatísticas da OCDE para o saber já que basta rondar por aí e ver a idade da maioria dos reformados europeus, e não só, que cá passam férias.

Os cortes exigidos derivam de outros factores que nada têm a ver com as idades de reforma ou com o valor das reformas em si mesmas, mas sim com o elevado número de empresas que beneficiam de isenções e com muitos contratos manhosos que há por aí. Podia também lembrar-me de algumas perdas com o investimento de dinheiros da Segurança Social em fundos que deram prejuízo, mas nem vale a pena.

Convém ainda lembrar um facto muito actual, a quem vem dizer que em Portugal há incentivos para uma saída precoce do mercado de trabalho, que é o de ter que se fazer uma escolha, entre a reforma de trabalhadores com muitos anos de contribuição para dar lugar a gente mais nova, ou continuar a manter tantos jovens desempregados.





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