sábado, fevereiro 28, 2015
EXEMPLAR
sábado, outubro 19, 2013
RESPEITAR PARA SER RESPEITADO
quarta-feira, junho 12, 2013
GOVERNO NA ILEGALIDADE
domingo, março 03, 2013
A RUA
quinta-feira, março 24, 2011
SÓCRATES NÃO ENTENDEU
Li em diversos blogues e ouvi em alguns comentários televisivos que José Sócrates tinha feito um bom serviço ao país ao apresentar a sua demissão, após o chumbo do PEC IV. Não creio que o 1º ministro demissionário tenha feito qualquer bom serviço a Portugal com este gesto, nem creio tão pouco que ele tenha entendido que os portugueses não gostam de ser enganados pelos políticos eleitos.
Nestes últimos 6 anos a situação económica tem-se agravado muito, com culpas do executivo e também por causa da crise mundial, mas o governo não conseguiu admitir os seus erros, nem tão pouco reconheceu a magnitude da crise, indo de orçamento em orçamento e de PEC em PEC, apertando o cinto dos cidadãos, sobretudo daqueles que dependem apenas de rendimentos do trabalho, de pensões, ou até dos subsídios de desemprego.
Parece que muitos se esqueceram também de um facto muito relevante, que é o de Sócrates pretender apresentar-se novamente a eleições, o que nos cenários mais prováveis conhecidos, irá ser um factor de bloqueio de entendimentos entre as forças políticas que resultem do acto eleitoral. Em qualquer caso, seja de maioria absoluta, seja de maioria relativa, terá que haver entendimentos quanto a medidas económicas, e Sócrates vai ser um verdadeiro obstáculo à sua concretização.

segunda-feira, março 14, 2011
DEMITA-SE
Perante a evidência dos factos, penso que só existe uma atitude consequente a tomar pelo 1º ministro de Portugal, que é o pedido de demissão.
A manifestação do passado sábado tornou evidente que o descontentamento é muito, tendo mesmo alastrado a uma juventude que há muito deixou de acreditar nos políticos, e que por isso não tem participado activamente na política.
O PEC 4 apresentado em Bruxelas, pela sua incongruência e desumanidade e pelo facto de não ter sido explicado aos portugueses, nem sequer discutido no local próprio, demonstra bem a desorientação deste executivo.
A falta de credibilidade do governo é bem patente também pela reacção dos mercados que não param de subir os juros da dívida portuguesa. Os portugueses também não podem confiar num 1º ministro que diz hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, que tendo apresentado um programa dele se afasta a cada dia que passa, e que julga continuar a ter legitimidade para continuar a governar, mesmo depois de ter falhado sucessivamente sem nunca admitir os seus erros.
Perante uma situação destas, e com a crise económica instalada, José Sócrates que não sabe reunir consensos, como já o demonstrou, devia devolver o poder ao povo, demitindo-se. Sei que talvez seja pedir muito a alguém tão arrogante, mas seria o melhor serviço que ele prestaria aos país depois de mais de meia década de falhanços, ilusões e mentiras.

segunda-feira, julho 12, 2010
NERVOSISMO CULTURAL
A situação do Ministério da Cultura, nesta ocasião em que os cortes são contestados, é curiosa porque apesar dos sorrisos da senhora ministra, é patente um grande nervosismo, porque a situação é muito mais grave hoje do que no mandato do anterior ministro.
É lamentável ler-se que o Ministério da Cultura “manifesta grande satisfação pela demissão do director geral das Artes”. Não se compreende que uma ministra que não concorda com a actuação dum seu subordinado, que está num cargo de nomeação política, esteja à espera que o mesmo se demitisse para vir dizer que está satisfeita.
Não creio que alguém acredite que o tal director tenha algo a ver com o descontentamento que grassa no sector, e que deriva dos cortes impostos pelas Finanças, mas Gabriela Canavilhas estava mesmo a necessitar de um “bode expiatório”, nesta situação de aperto.
Mais sobre o assunto AQUI
domingo, julho 19, 2009
OBVIAMENTE, DEMITA-SE!
Há limites para a ignorância e esses são em regra ditados pela ausência de formação académica, que podem, e friso o podem, justificar atitudes que não são admissíveis a pessoas que tiveram acesso à educação que habilita qualquer pessoa a descodificar a informação de modo a não formular disparates.
Ouvir dizer que o Ministério da Saúde proibiu os homossexuais de doarem sangue, deixou-me a impressão de que a imbecilidade estava à solta nas instituições que deviam cuidar da nossa saúde e não dos costumes e inclinações sexuais de cada um. O nome estava na notícia do CM de 17/07, e era o de Gabriel Olim, director do Instituto Português de Sangue.
Na notícia, entretanto desmentida por uma senhora grega, que suponho ser comissária europeia de assuntos da saúde, pelo menos no que se refere a recomendações daquela instituição comunitária, fala-se em comportamentos de risco para justificar a incompreensível proibição.
Não costumo vestir a pele dos justiceiros de ocasião, mas penso que a única atitude sensata deste senhor director era a de pedir a demissão, porque há atitudes que não se podem ter em certos cargos e conceitos que não podem ser defendidos por quem abraça o serviço público, como seja a discriminação, seja ela de que tipo seja.
terça-feira, maio 06, 2008
MINISTRO DISTRAÍDO
O assunto já vem sendo debatido na Internet há pelo menos uns 15 dias, já saíram declarações públicas nos órgãos de comunicação social de pessoas ligadas à arqueologia subaquática, e pelos vistos o Ministério da Cultura, ou pelo menos o seu mais alto responsável, não teve conhecimento de nada.
Podia aqui invocar a importância que o Estado espanhol dá a este assunto, e o empenho demonstrado com recursos a instâncias internacionais e aos tribunais para reclamar a sua autoridade sobre achados desta natureza, relacionados com embarcações espanholas, mas também acho que o senhor ministro as deve desconhecer.
É absolutamente fantástica uma afirmação sua estampada no referido jornal, “Pertencem (as peças encontradas) ao património português, mas não são nossas”. Eu nunca achei que a demissão de um ministro fosse solução para os problemas que derivam da pasta a que preside, mas com afirmações destas, senhor Pinto Ribeiro, se eu fosse 1º ministro deste país, repetiria a frase mais emblemática de Humberto Delgado: “Obviamente demito-o”.











