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sábado, fevereiro 28, 2015

EXEMPLAR



Veio a lume uma notícia verdadeiramente escandalosa segundo a qual “Passos Coelho acumulou dívidas à Segurança Social durante cinco anos”, o que não será talvez uma originalidade na actuação de gente ligada à política, é preocupante neste caso porque o prevaricador foi eleito 1º ministro deste país.

O incumprimento fiscal verificou-se entre 1999 e 2004, e o primeiro-ministro afirma nunca ter sido notificado até 2009, data em que terá prescrito o facto, mas que tomou conhecimento do incumprimento em 2012 e que terá pago a dívida em 2015.

Seria de esperar a demissão de Passos Coelho logo que a notícia veio a público, mas isso só aconteceria num país onde a Justiça fosse igual para todos e onde os políticos se considerassem um exemplo, o que não é o caso, infelizmente.

Uma coisa não esclarecida foi a razão do incumprimento por parte de Passos Coelho, e não se julgue que é um pormenor porque é fulcral para caracterizar o cidadão que ocupa o cargo de primeiro-ministro de Portugal.



sábado, outubro 19, 2013

RESPEITAR PARA SER RESPEITADO



A política pode e deve ser uma actividade séria e de intervenção cívica em prol dos interesses da maioria dos cidadãos, ou pode ser uma actividade indigna, quando os interesses pessoais, ou de grupos de pressão. O respeito dos políticos ganha-se pela confiança que conseguem conquistar, quando sabem respeitar os seus compromissos e honrar a sua palavra.

Políticos que não respeitam a sua palavra e os compromissos tidos para com os eleitores, descredibilizam-se e perdem o respeito dos cidadãos. Quem nas mais altas funções do Estado desrespeita os cidadãos deixa de merecer não só a sua confiança como também coloca em risco a credibilidade do Estado.

O Estado português foi desrespeitado nestes últimos dias por um jornal angolano, por inépcia dum ministro incompetente para o cargo, por agências financeiras internacionais que atacaram directamente o Tribunal Constitucional, e até pela Comissão Europeia que teceu comentários impróprios sobre esta mesma instituição.

Os governantes portugueses são hoje conhecidos pelas inúmeras mentiras com que nos brindam, para além da reconhecida incompetência demonstrada na sua má governação, e na submissão cega aos interesses dos nossos credores, demonstrando um desprezo completo pelas dificuldades que o povo, que deviam servir, atravessa.

Neste momento só podemos esperar que o governo se demita, seja demitido pelo PR, ou então resta-nos derrubá-lo nas ruas…



quarta-feira, junho 12, 2013

GOVERNO NA ILEGALIDADE



Depois do chumbo do Tribunal Constitucional ao corte dos subsídios aos funcionários públicos, o governo ficou sempre com uma pedra no sapato no que respeita à função pública.

O ataque tem sido cerrado e já se traduz num aumento dos descontos, no aumento do horário de trabalho, no despedimento sem justa causa de cerca de 30.000 trabalhadores e na baixa dos salários e das reformas actuais e futuras.

A última tropelia foi a ordem dada aos serviços para não efectuarem o pagamento do subsídio de férias em Junho, apesar do que diz o nº2 do artigo 208º do regime do contrato em funções públicas e da sentença do TC.

A normalidade democrática que Cavaco Silva devia assegurar já não existe, pois temos um governo que ostensivamente ignora a lei e a Constituição, de acordo com o parecer dado pelo Tribunal Constitucional. Resta a Cavaco Silva actuar em conformidade com as suas atribuições mesmo que isso lhe desagrade.

Ninguém está acima da lei, seja o governo seja o presidente da República.


domingo, março 03, 2013

A RUA



O poder ainda não caiu nas ruas, mas, na verdade, a sua legitimidade não só caiu nas ruas deste país, como foi cilindrada pelos muitos milhares de portugueses que se manifestaram contra a sua acção.

O governo já é um cadáver, só que ainda não lhe disseram que é tempo de ir para a cova e deixar de infectar este país com o seu odor nauseabundo.

Espera-se que saibam sair pelo próprio pé, porque a sua permanência no poder é um atentado à Democracia, e pode ter muito mau resultado a médio prazo.



quinta-feira, março 24, 2011

SÓCRATES NÃO ENTENDEU

Li em diversos blogues e ouvi em alguns comentários televisivos que José Sócrates tinha feito um bom serviço ao país ao apresentar a sua demissão, após o chumbo do PEC IV. Não creio que o 1º ministro demissionário tenha feito qualquer bom serviço a Portugal com este gesto, nem creio tão pouco que ele tenha entendido que os portugueses não gostam de ser enganados pelos políticos eleitos.

Nestes últimos 6 anos a situação económica tem-se agravado muito, com culpas do executivo e também por causa da crise mundial, mas o governo não conseguiu admitir os seus erros, nem tão pouco reconheceu a magnitude da crise, indo de orçamento em orçamento e de PEC em PEC, apertando o cinto dos cidadãos, sobretudo daqueles que dependem apenas de rendimentos do trabalho, de pensões, ou até dos subsídios de desemprego.

Parece que muitos se esqueceram também de um facto muito relevante, que é o de Sócrates pretender apresentar-se novamente a eleições, o que nos cenários mais prováveis conhecidos, irá ser um factor de bloqueio de entendimentos entre as forças políticas que resultem do acto eleitoral. Em qualquer caso, seja de maioria absoluta, seja de maioria relativa, terá que haver entendimentos quanto a medidas económicas, e Sócrates vai ser um verdadeiro obstáculo à sua concretização.


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By Palaciano

segunda-feira, março 14, 2011

DEMITA-SE

Perante a evidência dos factos, penso que só existe uma atitude consequente a tomar pelo 1º ministro de Portugal, que é o pedido de demissão.

A manifestação do passado sábado tornou evidente que o descontentamento é muito, tendo mesmo alastrado a uma juventude que há muito deixou de acreditar nos políticos, e que por isso não tem participado activamente na política.

O PEC 4 apresentado em Bruxelas, pela sua incongruência e desumanidade e pelo facto de não ter sido explicado aos portugueses, nem sequer discutido no local próprio, demonstra bem a desorientação deste executivo.

A falta de credibilidade do governo é bem patente também pela reacção dos mercados que não param de subir os juros da dívida portuguesa. Os portugueses também não podem confiar num 1º ministro que diz hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, que tendo apresentado um programa dele se afasta a cada dia que passa, e que julga continuar a ter legitimidade para continuar a governar, mesmo depois de ter falhado sucessivamente sem nunca admitir os seus erros.

Perante uma situação destas, e com a crise económica instalada, José Sócrates que não sabe reunir consensos, como já o demonstrou, devia devolver o poder ao povo, demitindo-se. Sei que talvez seja pedir muito a alguém tão arrogante, mas seria o melhor serviço que ele prestaria aos país depois de mais de meia década de falhanços, ilusões e mentiras.



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By Palaciano

segunda-feira, julho 12, 2010

NERVOSISMO CULTURAL

A situação do Ministério da Cultura, nesta ocasião em que os cortes são contestados, é curiosa porque apesar dos sorrisos da senhora ministra, é patente um grande nervosismo, porque a situação é muito mais grave hoje do que no mandato do anterior ministro.

É lamentável ler-se que o Ministério da Cultura “manifesta grande satisfação pela demissão do director geral das Artes”. Não se compreende que uma ministra que não concorda com a actuação dum seu subordinado, que está num cargo de nomeação política, esteja à espera que o mesmo se demitisse para vir dizer que está satisfeita.

Não creio que alguém acredite que o tal director tenha algo a ver com o descontentamento que grassa no sector, e que deriva dos cortes impostos pelas Finanças, mas Gabriela Canavilhas estava mesmo a necessitar de um “bode expiatório”, nesta situação de aperto.

Mais sobre o assunto AQUI



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A voz do anónimo por Carlinhos Muller

PINTURA
Two Suffolks by NeutronProblem

domingo, julho 19, 2009

OBVIAMENTE, DEMITA-SE!

Há limites para a ignorância e esses são em regra ditados pela ausência de formação académica, que podem, e friso o podem, justificar atitudes que não são admissíveis a pessoas que tiveram acesso à educação que habilita qualquer pessoa a descodificar a informação de modo a não formular disparates.

Ouvir dizer que o Ministério da Saúde proibiu os homossexuais de doarem sangue, deixou-me a impressão de que a imbecilidade estava à solta nas instituições que deviam cuidar da nossa saúde e não dos costumes e inclinações sexuais de cada um. O nome estava na notícia do CM de 17/07, e era o de Gabriel Olim, director do Instituto Português de Sangue.

Na notícia, entretanto desmentida por uma senhora grega, que suponho ser comissária europeia de assuntos da saúde, pelo menos no que se refere a recomendações daquela instituição comunitária, fala-se em comportamentos de risco para justificar a incompreensível proibição.

Não costumo vestir a pele dos justiceiros de ocasião, mas penso que a única atitude sensata deste senhor director era a de pedir a demissão, porque há atitudes que não se podem ter em certos cargos e conceitos que não podem ser defendidos por quem abraça o serviço público, como seja a discriminação, seja ela de que tipo seja.



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FOTOGRAFIA
By FullFrame.no

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Mike Keefe

Joe Heller

terça-feira, maio 06, 2008

MINISTRO DISTRAÍDO

Ao ler no DN de 5 de Maio que o senhor ministro da Cultura só teve conhecimento este fim-de-semana da descoberta do barco naufragado na costa da Namíbia, fiquei ainda com mais certezas de que o senhor José António Pinto Ribeiro “não encaixa” no perfil exigível para a pasta que lhe foi confiada.

O assunto já vem sendo debatido na Internet há pelo menos uns 15 dias, já saíram declarações públicas nos órgãos de comunicação social de pessoas ligadas à arqueologia subaquática, e pelos vistos o Ministério da Cultura, ou pelo menos o seu mais alto responsável, não teve conhecimento de nada.

Podia aqui invocar a importância que o Estado espanhol dá a este assunto, e o empenho demonstrado com recursos a instâncias internacionais e aos tribunais para reclamar a sua autoridade sobre achados desta natureza, relacionados com embarcações espanholas, mas também acho que o senhor ministro as deve desconhecer.

É absolutamente fantástica uma afirmação sua estampada no referido jornal, “Pertencem (as peças encontradas) ao património português, mas não são nossas”. Eu nunca achei que a demissão de um ministro fosse solução para os problemas que derivam da pasta a que preside, mas com afirmações destas, senhor Pinto Ribeiro, se eu fosse 1º ministro deste país, repetiria a frase mais emblemática de Humberto Delgado: “Obviamente demito-o”.

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FOTOGRAFIA
Tulips in blue reflections by *mirator

Tulips. Natural light by *mirator

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