sexta-feira, junho 09, 2017
terça-feira, junho 06, 2017
ENTRADAS GRÁTIS NOS MUSEUS
O anúncio de entradas gratuitas
nos museus, palácios e monumentos sob a alçada do Ministério da Cultura, nas
manhãs dos domingos e feriados, feito numa altura em que o ministro está sob
fogo cerrado devido aos acontecimentos no Convento de Cristo e no Mosteiro dos
Jerónimos, despoletados por notícias da comunicação social, soou a manobra de
diversão muito conveniente nesta situação embaraçosa.
Esta medida que até já estava
prevista e aguardava regulamentação, é encarada por muitos agentes culturais
com alguma cautela e preocupação, porque existem equipamentos que já atingiram
os seus limites de capacidade de acolhimento de visitantes, ou estão à beira
disso.
O Ministério da Cultura deverá,
na regulamentação das gratuitidades, acautelar a segurança dos visitantes e dos
funcionários, prevendo situações de emergência, tendo por isso que dotar os
serviços com pessoal suficiente e com planos de emergência bem elaborados e
testados, para que tudo possa correr com tranquilidade em todos os serviços.
Outra coisa a acautelar será o
problema das agências de viagens, que naturalmente saberão aproveitar estas
gratuitidades em seu proveito, e agendarão as visitas para o período da manhã
dos domingos e feriados, mesmo que tenham recebido o valor das entradas por
parte dos clientes. Esta situação tem sido recorrente, com os turistas a tirar
os seus bilhetes grátis, aumentando as filas de alguns monumentos, depois de
terem sido informados sobre o que iam ver, pelo guia que os acompanha no
autocarro até ao local.
Cartoons interessantes
segunda-feira, junho 05, 2017
sexta-feira, junho 02, 2017
OS GESTORES MARAVILHA
Em Portugal para além dos
futebolistas e seus treinadores, existem mais uns quantos indivíduos que
auferem, ou auferiram, salários escandalosamente altos, cuja justificação
parecia ser a excelência dos resultados que conseguiam para as empresas que
comandavam.
É do domínio comum que as
empresas não podem crescer sempre a taxas elevadas, dando a cada ano que passa
cada vez mais lucros aos seus accionistas, porque existem os limites impostos
pelo mercado (a procura), e porque também se tem que contar com o investimento
que faz parte da sustentabilidade.
Alguns senhores gestores tugas
não conseguiram resistir à pressão dos accionistas e à sua própria vaidade, e
vai daí recorrerem à “criatividade”, que em linguagem corrente é conhecida como
“falcatrua”, enganando tanto os patrões como o próprio Estado, com esquemas
mais ou menos elaborados, mas que algum dia teriam de ser descobertos.
Muitos dos “gestores de sucesso”
deste rectângulo, alguns deles condecorados pelo poder político, esqueceram-se
da frase de Abraham Lincoln: “Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se
enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o
tempo…”.
Leitura sugerida AQUI
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quarta-feira, maio 31, 2017
NOVAS DO MUSEU DOS COCHES
Ainda não tive oportunidade para
o visitar depois da implementação da “nova” museologia, e pelos vistos existe
mais uma razão para eu visitar aquele que eu chamei, ainda há pouco mais de um
ano, a garagem refrigerada dos coches.
A partir de 1 de Junho vai ser
disponibilizada no site do museu, uma App desenvolvida para Smartphones
Androide e IOS, que permitirá a obtenção de informação exclusiva, em português
e inglês, sobre as peças expostas, a sua história e imagens em 360º do interior
das viaturas.
Não tenho ainda uma opinião
formada sobre estas novidades, mas parece-me que se está a caminhar na direcção
certa, mesmo que as novidades ainda possam vir (eventualmente) a merecer
reparos.
segunda-feira, maio 29, 2017
PORTUGAL ESTÁ NA MODA?
Com a repetição constante da
afirmação de que “Portugal está na moda”, os políticos tentam colher louros, de
alguma acção feita no presente ou no passado, que verdadeiramente não tem nada
que ver com o aumento da procura de Portugal como destino turístico.
Quem trabalha junto de turistas e
com eles contacta, podendo ter uma ideia fundamentada sobre as suas impressões
das visitas ao país, sabe bem que os turistas gostam do país pelas paisagens,
pela simpatia das pessoas, pela gastronomia, pelo Património natural e
construído, pela segurança, sem nunca ser sequer aludido qualquer factor de
ordem política.
Portugal não está na moda, mas os
portugueses com a sua simpatia, com a sua arte, com os seus saberes e com a sua
maneira de estar na vida, aliados à beleza natural do país à beira mar
plantado, conseguem atrair as preferências de quem viaja e sabe comparar o que
cada país tem para oferecer.
A autenticidade dos portugueses é
uma mais-valia a preservar, assim se saiba combater o lucro fácil, o turismo
desregrado, os baixos salários e o despovoamento dos locais procurados pelo
turismo.
Não matem a galinha dos ovos de
ouro, a menos que queiram repetir os erros de outros destinos que ficaram
saturados e estão em queda acentuada…
sexta-feira, maio 26, 2017
quinta-feira, maio 25, 2017
O ESTADO DA CULTURA OU A CULTURA DE ESTADO
A Cultura é, sem qualquer sombra
de dúvida, o parente pobre de todos os governos em Portugal.
Os ansiados 1% do Orçamento de
Estado nunca foi atingido, e nos últimos anos a fatia dedicada à Cultura tem
minguado, afectando mesmo o funcionamento de museus, palácios e monumentos, que
além de viverem num sufoco financeiro, viram o número de visitas aumentar
enormemente.
Ouvir da boca do ministro da
Cultura a admissão de apoio do Estado na realização do Festival da Eurovisão, é
no mínimo caricato, porque o financiamento d televisão pública já é pago pelos
portugueses, quer queiram, quer não, e pensar que ainda vai ser consignado mais
dinheiro para um festival, causa uma fúria justificada.
O senhor ministro esqueceu-se de
falar sobre o restauro dos carrilhões de Mafra, para os quais existiu verba
consignada durante anos, por exemplo. Esqueceu-se também de sossegar os
portugueses sobre a segurança, ou falta dela, devido ao mau estado dos
carrilhões, que continuam apoiados em andaimes, porque a madeira que suporta os
sinos está completamente podre.
Luís Filipe Castro Mendes deverá
explicar-se sobre a Fundação Côa Parque, o seu estado e os problemas de
segurança que ficaram bem evidentes com os actos de vandalismo recentes.
Que tal arranjar um tempinho para
explicar as razões do descontentamento dos vigilantes de museu que já
manifestaram o seu desagrado com uma greve e prometem não ficar por aqui.
Por último, pergunte-se ao senhor
ministro se pensa que estão reunidas as condições mínimas de segurança para
funcionários e visitantes nos museus que dependem da DGPC, e que formação foi
ministrada nestes últimos 2 anos, no campo da segurança.
terça-feira, maio 23, 2017
A ILUSÃO DE SEGURANÇA
Quando vamos a recintos
desportivos, a centros comerciais, a concertos musicais e a outras
manifestações de qualquer ordem, em que se aglomeram centenas ou mesmo milhares
de pessoas, confiamos que estamos seguros e que tudo correrá com a devida
normalidade, mas as coisas podem não ser bem assim.
Nos últimos anos já tomámos
conhecimento de diversas ocorrências fatais nestas manifestações que juntam
multidões, quer por razões fortuitas (exemplo incêndios), quer por razões
ligadas a terrorismo ou outras actividades criminosas.
O incidente no Manchester Arena
veio recordar que a segurança é sempre relativa e que mesmo com condições de
segurança apertada, casos destes podem acontecer, e que por isso todos os
cuidados na implementação de medidas de segurança e a sua fiscalização, devem
ser uma preocupação de todos.
domingo, maio 21, 2017
sábado, maio 20, 2017
CURIOSIDADES
Há quem fale em semelhanças entre o Palácio de Mafra e o Escorial, mesmo sabendo-se que a construção portuguesa se inicia em 1717 e a espanhola em 1563, mas sendo ambas obras imponentes são na verdade bem distintos, como se pode constatar pelas imagens e pelas descrições sugeridas nos links colocados no texto.
Palácio Nacional de Mafra
San Lorenzo del Escorial Michel-Ange Houasse
Biblioteca de Mafra
Biblioteca do Escorial
quinta-feira, maio 18, 2017
DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS
O Dia Internacional dos Museus é apenas uma data em que se celebram os museus, com umas exposições, umas visitas "especiais, e sobretudo com as entradas grátis, mesmo que o dia calhe durante a semana, sendo por isso aproveitada sobretudo por estrangeiros, que por vezes não percebem como damos entradas grátis e nos queixamos de dificuldades financeiras.
Hoje deixo-vos uma fotografias de detalhes que estão visíveis no exterior de um museu da zona de Belém.
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terça-feira, maio 16, 2017
REGRESSO AO PASSADO?
Começo por declarar que não sou
católico, não sou do Benfica e não um apreciador ferrenho do fado, ainda que
goste do de Coimbra. No manifesto de interesses também devo declarar-me não
nacionalista, embora orgulhoso de ser português.
Quando no mesmo dia vejo as
atenções dos média saltar da visita a Fátima do Papa, para a victória do
Benfica à tarde, e depois dar uma guinada; à noite, para o Festival da
Eurovisão, fico apreensivo, porque as multidões saltam também de um
acontecimento para outro, parecendo que não houve ninguém que ficasse alheio a,
pelo menos um dos acontecimentos do dia.
Os três FFF do Estado Novo eram o
Futebol, o Fado e Fátima, pela ordem que desse mais jeito a cada um. O povo
revia-se em pelo menos uma das manifestações, bastava portanto dar o devido
relevo a todas para manter o povo “anestesiado” relativamente às realidades da
vida que a grande maioria dos portugueses tinha, com baixos salários, sem
direitos e sem a oportunidade de manifestar a sua vontade livremente,
escolhendo outros que não os candidatos impostos pelo regime.
Hoje é tudo mais subtil, mas os
direitos estão ainda condicionados pela economia, os salários continuam a ser
muito baixos relativamente ao espaço onde competimos, e politicamente até as
escolhas estão cada vez mais condicionadas, porque temos que obedecer aos
credores.
As televisões e as rádios,
começando pelas que são do sector público, deram relevo aos três FFF no passado
sábado, mas espero que haja sempre quem resista, alguém que pense pela sua
cabeça, e alguém pretenda um Portugal melhor, para si e para os seus filhos…
sábado, maio 13, 2017
SERVIÇO PÚBLICO E LAICIDADE
Nada tenho contra o Papa, ou contra o catolicismo em geral, mas tenho o direito de discordar com as direcções dos meios de comunicação social que beneficiam do estatuto de serviço público, que todos pagamos, e depois passam dias a fio a relatar ad nauseam todos os detalhes da visita do Papa e da canonização dos pastorinhos de Fátima.
Os portugueses não professam todos a fé católica, e estão no seu direito, não sendo por isso bem servidos pelo serviço público que se dedica totalmente a noticiar uma efeméride que apenas interessa aos seu seguidores.
Onde está o senhor ministro da Cultura, que permite isto na RTP, onde pára a oposição na defesa da isenção e igualdade de tratamento dos diferentes credos, onde pára a autoridade para a comunicação social?
Não venham com aquela do botão de desligar a TV, porque todos pagamos para o tal serviço público, que nestes dois dias não existiu. Vão fazer um desconto nas taxas?
quarta-feira, maio 10, 2017
MINISTRO DA CULTURA ESPERA UM MILAGRE
Contrariando o espírito do Primeiro-Ministro e a atitude de todos os seus colegas do Governo, o ministro da Cultura determinou que os museus, palácios e monumentos, dependentes do seu ministério, deverão estar abertos no dia 12 de Maio, o que na prática significa que só os Assistentes Técnicos em funções de vigilância, deixem de ter direito a esta tolerância de ponto, excluindo naturalmente os serviços absolutamente essenciais, como sejam as forças de segurança e os serviços de urgência ligados ao sector da saúde, que como se percebe estão sempre de serviço devido à natureza do serviço que prestam.
A atitude do senhor ministro só pode ser encarada como um acto discriminatório para com estes trabalhadores, uma vez que a sua circular nem sequer invoca um motivo relevante, ficando-se pelas "razões de interesse público", que não foram naturalmente acompanhadas por nenhum dos seus colegas.
Errar é humano, mas não reconhecer o erro não dá boa imagem a um ministro da Cultura que consegue ser considerado o pior ministro deste governo.
segunda-feira, maio 08, 2017
TIRO AO LADO, PLUMA CAPRICHOSA
Um artigo de Clara Ferreira
Alves, no Expresso de domingo, chamou-me a atenção para o modo como alguns
portugueses encaram os problemas que têm perante os serviços da administração
pública.
Para começar devo dizer que a articulista
agiu, e escreveu como um típico português com habilitações académicas e uma
posição social até um pouco acima da média, e foi por isso que a li com mais
atenção.
O seu contacto, pelos vistos
traumático, com a conservatória do registo civil para obter um passaporte, que
ela supôs erradamente que seria mais rápido porque a ministra da Modernização
Administrativa disseram que ficaria mais simples por causa do Simplex, e afinal
foi frustrantemente mais lento do que poderia imaginar.
Chegados a esta frustração, que
atinge indistintamente funcionários públicos, e os não funcionários, temos que
CFA decidiu lançar a suspeita de que haveria uma “hora de almoço da função
pública”, bastante cedo, que entre os funcionários que estava a ver “ninguém se
lembrou de simplexamente actualizar a lista do site do Estado”
(desactualizado), que talvez els fossem responsáveis pelo “ar desleixado” (do
piso), e pelo estado do WC, e até que “uma funcionária apanhava papéis com uma
lenta deliberação, sem atender”, talvez estando a fazer cera.
Quando conseguiu entabular
diálogo com uma funcionária, foi-lhe dito que os funcionários são poucos, que
estão desmotivados, o que classificou como “o queixume do costume”, e conclui
com “ e deste lado, a espera e a desorganização geral fazem com que os
ameacemos e hostilizemos”.
A Pluma Caprichosa ignora muito
simplesmente que existem responsáveis pelos procedimentos administrativos,
chefias responsáveis pelos serviços e pela sua coordenação, e responsáveis
políticos que deviam dar a todos os serviços condições, não só de meios
físicos, mas também de meios humanos para um funcionamento de qualidade. Nada
disto se cria apenas com um qualquer Simplex, anunciado com pompa e
circunstância.
Clara Ferreira Alves apontou
muito baixo, e inverteu a pirâmide de responsabilidades, talvez porque é mais
fácil, está mais à mão e talvez lhe seja muito conveniente (isto penso eu, que
também tenho o mesmo direito de opinar).
sábado, maio 06, 2017
CONTRA A CORRENTE
Numa altura em que se discutem
aumentos salariais, descongelamento de carreira e de escalões na função
pública, talvez seja útil ter uma opinião, mesmo que seja bastante contra a
corrente habitual.
As disparidades salariais em
Portugal são enormes, para não dizer escandalosas, e quando falamos do
descongelamento dos escalões e dos aumentos salariais, normalmente temos
implícitas regras percentuais, e na prática isso significa que os que mais
ganham terão também aumentos mais substanciais.
Quando se discutem aumentos na
base percentual estamos a propor um aumento das disparidades salariais, o que
não acho que seja justo na situação actual, porque se o custo de vida aumenta,
os produtos essenciais aumentam, aumentam para todos de igual modo, e não em
função do salário auferido.
Um governo das esquerdas, como
este gosta de se autointitular, devia equacionar aumentos iguais para todos os
seus trabalhadores, porque se 100 euros são suficientes para um assistente
operacional, também são suficientes para os técnicos superiores, para os
deputados e demais servidores públicos.
A Justiça não tem regras
percentuais, meus amigos, e se advogam aumentos justos, então vamos a isso, na
prática.
quinta-feira, maio 04, 2017
terça-feira, maio 02, 2017
DIVÓRCIO COM A REALIDADE
Em conversa com responsáveis da
Cultura pude constatar que são muitos os que desconhecem o que se passa em
serviços da sua área de trabalho, que deviam conhecer em profundidade.
O assunto era a greve dos
funcionários de vigilância dos museus, e fiquei a saber que um director de
museu, e um responsável na área contabilística, desconheciam os montantes dos
salários dos funcionários que estavam em greve, e não sabiam que eles não recebiam
nem um avo mais, pelo trabalho feito aos sábados e domingos.
Tudo isto pode parecer caricato e
surreal, mas garanto-vos que é verdade. Também é verdade que um responsável por
um museu, nas vésperas dum feriado, se dirigiu aos vigilantes desejando-lhes
uma “boa ponte”, quando eles nem podiam ter direito a passar o feriado com a
família, quanto mais ter uma ponte.
Para se perceber bem o divórcio
entre as chefias e os subordinados, nem vou recorrer a um exemplo nacional, mas
cito o caso da Tate Gallery, onde a instituição (ou alguns dos responsáveis),
pediu donativo aos funcionários para oferecer um veleiro ao director. É preciso
ter muita lata, ou estar muito alheio à realidade.
Tate Modern
segunda-feira, maio 01, 2017
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