sexta-feira, novembro 02, 2018
O PORTUGAL DO AVESSO
terça-feira, março 06, 2018
TRABALHO E MÁ ORGANIZAÇÃO
sexta-feira, fevereiro 23, 2018
MAFRA E SARAMAGO
quinta-feira, setembro 07, 2017
BALANÇOS NA CULTURA
quinta-feira, maio 25, 2017
O ESTADO DA CULTURA OU A CULTURA DE ESTADO
terça-feira, agosto 26, 2008
POBRE CULTURA
Qualquer cidadão mais ou menos atento já se apercebeu de que nos últimos anos “a fatia” do Orçamento de Estado destinado ao Ministério da Cultura tem vindo a diminuir na última década, e agora já é conhecido o corte para o próximo ano, que será de 24,5% na atribuição de verbas para este ministério.
Podia começar a dizer que as promessas de atingir os míticos 1% de dotação para a Cultura nesta legislatura, previstos no programa deste governo, foram um embuste, mas estaria a dizer o óbvio, que aliás ninguém, nem mesmo do governo veio negar.
Algum tempo depois de tomar posse, o senhor ministro da Cultura veio afirmar que pretendia fazer mais com menos dinheiro, e logo apareceram alguns que disseram que ia cortar no desperdício e outros que era o sufoco completo do sector. Os idealistas, que pensavam que haviam milagres de gestão só porque se alterava o ministro ficaram desiludidos, e os que conhecem o meio viram os seus receios quanto à penúria de meios, confirmarem-se.
Mas terá sido esta a razão da escolha deste ministro? Não creio, e podia voltar a tempos recuados para recordar que, ainda nos tempos em que estava na área do Ambiente, José Sócrates contribuiu para a criação da Parques de Sintra – Monte da Lua, e com isso saíram da esfera do Ministério da Cultura o Palácio Nacional da Pena e o Palácio de Monserrate. Mas também posso relembrar coisas mais actuais, como o plano da zona ribeirinha de Lisboa e o anúncio da construção do novo Museu Nacional dos Coches, feito por Manuel Pinho (?), e os rumores de que alguns museus e monumentos dessa zona também irão sair da esfera do Ministério da Cultura. Já agora, e porque também já é muito falado, Santa Clara a Velha continuará sob a actual tutela? Quais os planos para os monumentos, Mosteiro da Batalha, Convento de Cristo e Mosteiro de Alcobaça?
Não se conhecem as intenções reais do governo, mas com este desinvestimento anunciado começamos a acreditar que não há fumo sem fogo, e que o esvaziamento do Ministério da Cultura está em marcha só que não divulgam as reais intenções.









