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terça-feira, março 06, 2018

TRABALHO E MÁ ORGANIZAÇÃO



Temos assistido, e lido, a ataques destemperados a quem trabalha, com argumentos como os de que trabalhamos poucas horas, temos muitas férias, ou que existem demasiados feriados, fazendo crer que os problemas de baixa produtividade, e baixa competitividade, residem nos trabalhadores.

O contraponto está no reconhecimento nos países estrangeiros, da qualidade dos trabalhadores portugueses, bem como da sua competência e diligência.

Claro que a realidade é sempre mais forte do que a mentira, por muito que esta seja repetida. Os portugueses estão muito dos dias de férias em vigor nos países mais desenvolvidos da Europa, também trabalham mais horas e ganham bastante menos.

Importa reflectir então como é que com esta realidade temos resultados tão fracos em termos de produtividade e de competitividade, e aí há que colocar algumas questões:

 - Será que as empresas declaram a totalidade do que produzem e do que ganham com o que produzem?
 - Quanto investem os empresários/empresas portuguesas em inovação ou actualização comparativamente com os seus rivais estrangeiros?
- Qual o grau de satisfação dos trabalhadores em Portugal e como comparam com os seus congéneres do mercado europeu?
- Estão as empresas nacionais dispostas a dar formação aos seus funcionários ou a apoiar as universidades e politécnicos para formar melhores profissionais?

Por vezes é bom saber o porquê das coisas, ainda que não seja muito popular colocar estas questões… A culpa nunca é do porteiro...


Acorda, pá!

sexta-feira, maio 13, 2011

PÊLOS NA ENGRENAGEM

O episódio dos pêlos púbicos com que Catroga nos brindou, já foi esmiuçado por toda a gente, mas o que realmente importa referir é que nem Catroga nem José Gomes Ferreira (o entrevistador), têm razão quando referem que ninguém quer discutir o tema da Taxa Social Única (TSU).

A redução da TSU, para as empresas, preconizada pelo PSD, só se justificaria em termos de competitividade se comparativamente aos nossos parceiros europeus, ela fosse mais alta, e não é.

Outro argumento que pesa para os que discordam da medida, é o facto de se atribuir aos encargos com o trabalho um peso que nos distancia da concorrência europeia, e isso é também falso.

Uma preocupação legítima de quem discorda da baixa da TSU é a que se prende com as receitas da Segurança Social, porque é evidente que existe uma desconfiança razoável quanto à eventual reposição dessa diferença de verbas nos cofres da Segurança Social, se cobrada por via de qualquer outro imposto.

Não é ruído o que se ouve e lê sobre o caso da baixa da TSU, mas sim legítimas preocupações de muita gente, sobre uma medida que favorece apenas as empresas, atirando ainda maiores sacrifícios sobre os ombros dos trabalhadores por conta de outrem, podendo até vir a fazer perigar as pensões e outras prestações sociais num futuro próximo.

Ouvir dizer que a única alternativa é baixar salários, como disse Pedro Passos Coelho, é redutor e não é sério, porque se podem baixar os custos da produção pelo lado dos preços da energia, só para dar um exemplo, que é um custo bem penalizador como se sabe.





FOTOGRAFIA


CARICATURA
Sarkozy by Rodney Pike