quarta-feira, novembro 16, 2011

A POUPANÇAZINHA

Hoje ao ouvir a senhora ministra da Justiça lembrei-me daquele anúncio televisivo em que um motoqueiro diz para a funcionária dum banco: “Quero aderir à poupançazinha”.

Estava a senhor ministra a falar para os senhores deputados, a explicar que estava a cortar nas despesas do seu ministério, onde diz ir poupar não sei quantos por cento nas despesas do seu próprio gabinete, logo acrescentando em resposta a um senhor deputado, que nem o seu telemóvel o ministério lhe paga.

Sinceramente, senhora ministra, Paula Teixeira da Cruz, então porque é que o ministério lhe havia de pagar o telemóvel? A senhora tem o telefone do seu gabinete, ou não tem?

A senhora ministra diz que está a poupar, mas essa é mesmo a sua obrigação, a sua função, e não vejo o que é que existe de relevante nisso. Já o facto de não lhe pagarem o seu telemóvel, acho que foi uma constatação infeliz, já que não vejo porque é que o ministério o pudesse pagar se o não faz aos restantes funcionários, que certamente ganham menos do que a senhora.

Senhora doutora, se quer poupar em mordomias sem sentido, a senhora sabe bem que as há muito mais caras, e das quais a senhora beneficia ao abrigo da Lei, e onde a poupança seria muito mais substancial.

Aconselho a que visionem este vídeo que se segue, que não sendo novo não deixa de ser elucidativo.


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terça-feira, novembro 15, 2011

OS TEMPLÁRIOS

A Ordem do Templo cuja regra terá sido escrita por S. Bernardo, abade de Claraval, foi aprovada pelo Concílio de Troyes, em 1182.

Os cavaleiros templários encontravam-se, a princípio, na mais absoluta miséria, a ponto de Hugo de Payens e Godofredo de Saint-Omer terem de partilhar a mesma montada. Este facto terá dado origem ao emblema da ordem que tem dois guerreiros montados no mesmo cavalo.

O rei Balduíno II, rei de Jerusalém, deu-lhes permissão de ocuparem uma ala do palácio real, na esplanada do antigo Templo de Salomão, de onde deriva a sua denominação «Paupers conmilitones Christi templique Salomonici», que quer dizer «Cavaleiros pobres de Cristo e do Templo de Salomão».

Como factos curiosos sobre esta ordem religiosa saliento que o abade de Claraval, S. Bernardo era familiar de um dos nove fundadores da Ordem, os quais também eram aparentados entre si por laços de sangue ou matrimoniais.

Outra curiosidade prende-se com a prosperidade súbita dos templários, apesar dos seus votos de castidade, obediência e pobreza.

segunda-feira, novembro 14, 2011

UMA EUROPA POUCO DEMOCRÁTICA

A crise económica que tem atravessado todo o mundo ocidental tem causado diversas mossas em diferentes países, sendo que há uma que é ainda mais preocupante do que a própria crise, que é a suspensão da própria Democracia.

Ninguém chora a queda de Papandreou ou de Berlusconi nos seus países, mas na realidade eles não foram “corridos” pelos eleitores mas sim pelos mercados. A sua substituição por tecnocratas não eleitos é preocupante, porque não resulta de nenhum processo democrático.

Mesmo em Portugal estamos a assistir a uma “suspensão” da Democracia com o caso dos cortes dos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas, ao arrepio da Constituição, alegando-se um estado de emergência nacional, para “driblar” os preceitos constitucionais.

Esta Europa que se arroga de democrática, comporta-se de um modo muito pouco democrático, não só nestes casos específicos, mas também no modo como tem permitido que dois países decidam a seu bel-prazer os destinos dos restantes membros daquilo a que chamam União Europeia.

IMAGEM NOJENTA
Imagem tirada da Net

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domingo, novembro 13, 2011

PARECENÇAS



O dinheiro só é poder quando existente em quantidades desproporcionadas.

Honoré de Balzac

1.301

sábado, novembro 12, 2011

OS QUE SE JULGAM ACIMA DOS OUTROS



Mérito é o que dizeis? Ah, pobres ingénuos!
O dinheiro, esse sim é que é mérito, irmãos.
Apenas os ricos são bons, bonitos,
amáveis, jovens e sábios.

Giuseppe Belli

sexta-feira, novembro 11, 2011

S. MARTINHO

ADIVINHA

Tem casca bem guardada
Ninguém lhe pode mexer
Sozinha ou acompanhada
Em Novembro nos vem ver



PROVÉRBIO

No dia de S. Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.

quinta-feira, novembro 10, 2011

IMAGEM E ACTUALIDADE


A Democracia? Vocês sabem o que é? O poder de os piolhos comerem os leões.

Georges Clemenceau

terça-feira, novembro 08, 2011

ESTUDOS E COMPARAÇÕES

A nossa imprensa brinda-nos com alguma frequência com estudos em que nós portugueses saímos invariavelmente mal quando comparados com os nossos parceiros europeus. O último tem que ver com o que se prevê gastar na quadra natalícia deste ano.

Os números apresentados, de 530 euros para os portugueses, e os 449 para os alemães e os modestíssimos 260 euros para os holandeses, fizeram logo aparecer uns comentários mirabolantes, segundo os quais a crise não nos estará a afectar tanto quanto seria de esperar.

Seria fácil colocar em causa estes números, argumentando com o número de portugueses que não aufere mais do que este montante mensal, aos quais se devem somar os desempregados, para contestar os números apresentados, mas não vale a pena seguir por aí.

A bem da honestidade das conclusões, talvez fosse melhor começar pela importância dada pelos ditos povos à data em questão, e as tradições de cada um. Porque estamos a comparar coisas que são naturalmente diferentes.

Outra coisa que talvez seja útil comparar, porque não é indiferente, é o que é que nós consideramos despesas de Natal e o que os outros consideram, pois os padrões são diferentes. Por exemplo, as refeições e a mesa de Natal são parte dos gastos dos portugueses, e não o são para outros povos, e o mesmo se pode dizer das deslocações para as reuniões familiares.

Certos dados e certas comparações só podem ser considerados se na sua ponderação também entrar o rendimento efectivo médio de cada povo, e aqui entram certos números que pesam imenso, pois um holandês tem rendimentos quase 80% superiores, e um alemão tem rendimentos 56,5% superiores aos de um português.

Falar de despesas suplementares em situações financeiras muito diferentes, é impossível e tirar conclusões é desonesto e demagógico. Talvez haja uma explicação lógica, que será a de tentar legitimar a acção do governo que pretende cortar ainda mais, mas isso não abona a quem publica e conclui a partir de estudos desta natureza.

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By Palaciano

segunda-feira, novembro 07, 2011

JUSTIÇA CARICATA

Uma notícia do JN dá que pensar sobre o estado da nossa Justiça. Um sem-abrigo do Porto está a ser julgado pelo furto de chocolates no valor de 14,34 euros. De cada vez que é preciso notificá-lo a polícia tem de andar à sua procura pelas ruas, e o processo já dura há ano e meio.

Não sei se a senhora ministra da Justiça e os outros protagonistas da Justiça portuguesa já se detiveram a pensar sobre o caricato desta situação, se comparada com outros processos como o Face Oculta, o processo e a condenação de Isaltino Morais, e de outros mais onde os envolvidos são nomes sonantes.

Os cidadãos já interiorizaram que a Justiça dos pobres é diferente da Justiça dos ricos, e peripécias destas só ajudam a consolidar este sentimento.

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By Palaciano

domingo, novembro 06, 2011

REVOLUÇÃO

Pena que as revoluções
não as façam os tiranos
se fariam bem em ordem
durariam menos anos

liberdade sairia
como verba de orçamento
e se houvesse qualquer saldo
se inventava suplemento

pagamento em dia certo
daria para isto aquilo
o que sobrasse guardado
de todo o assalto a silo

mas o que falta aos tiranos
é só imaginação
e o jeito na circunstância
é mesmo a revolução.

Agostinho da Silva, in 'Poemas'


sábado, novembro 05, 2011

A TAL ZONA DE CONFORTO

Não venho falar do jovem que convidou a nossa juventude a sair do país e que falou da zona de conforto dos desempregados, porque esse não fará parte da história, mas sim de uns quantos banqueiros que frequentemente falam mal do Estado.

Também não vale a pena falar daquela fatia de 12 mil milhões de euros que faz parte da “ajuda” que a troika nos está a prestar e que, nós os contribuintes deste país, vamos pagar com os juros devidos e as despesas correspondentes.

O que é agora notícia é o desejo dos nossos banqueiros de quererem passar todo o malparado para o Estado. A criação de um bad bank, gerido e detido pelo Estado (nós), que ficaria com todos os créditos malparados da nossa banca, privados ou da esfera pública, aliviando assim os balanços dos bancos, que pelos vistos estão com a corda na garganta.

O que é mais trágico nesta comédia à portuguesa, é que a conta desta manobra recairá sempre sobre os pobres contribuintes, a quem continuarão a pedir mais e mais sacrifícios, para ter-mos uns bancos com contas saudáveis. Porreiro pá!

Imagem DAQUI

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By Palaciano

sexta-feira, novembro 04, 2011

MEDIDAS EXIGIDAS

Enquanto decorre a reunião dos países mais poderosos, em Nice, ficou a conhecer-se uma declaração conjunta de patrões e sindicatos dos países mais ricos, e dos emergentes para se definirem um conjunto de medidas comuns de protecção social e de luta contra o desemprego em face da crise actual.

É muito interessante constatar-se esta coincidência de objectivos de patrões e sindicatos, numa ocasião em que as questões financeiras parecem dominar as preocupações dos políticos.

Os movimentos sociais que apareceram recentemente por todo o mundo ocidental, vão ganhando força, e o sistema financeiro e político, são cada vez mais contestados por apenas mostrarem estar preocupados com as questões financeiras. As desigualdades criadas pelo sistema dão cada vez mais força ao descontentamento.

Vamos ver se os responsáveis políticos começam a perceber que governar contra a vontade dos cidadãos não conduz a bom porto, e centram a sua atenção no combate às desigualdades e ao desemprego, fortalecendo também a protecção social.

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quarta-feira, novembro 02, 2011

INEVITAVELMENTE PREVISÍVEL

Ao ler que Paulo Portas disse que o anunciado referendo grego criava uma situação de “insegurança e imprevisibilidade”, achei que o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros até é coerente consigo mesmo.

Vejamos por exemplo a votação portuguesa para a entrada da Palestina na Unesco, que para muitos era um voto positivo de Portugal, mas que afinal não aconteceu, deixando muito boa gente espantada com a abstenção. Tendo em linha de conta que Paulo Portas é o titular da pasta do MNE, era mais do que previsível que o sim estaria fora de questão.

Também se recordarão que Paulo Portas nunca foi favorável a um referendo do Tratado de Lisboa, por exemplo, e isso sim, é mais do que previsível.

Perante o argumento da inevitabilidade em que o líder do CDS alinha com o do PSD, em absoluto, quando se fala do plano de resgate da troika, e das medidas que o governo vai tomando e que são excessivas e injustas, é previsível que nem Paulo Portas nem Passos Coelho admitam sequer um referendo sobre o plano de austeridade negociado.

Afinal o que é que pode importar a uma Democracia o dar-se a palavra aos cidadãos? Eles só têm que saber que têm de fazer mais sacrifícios, durante vários anos, porque … é inevitável.

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O Festim

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terça-feira, novembro 01, 2011

DIATRIBES DO ÁLVARO

Portugal atravessa um período negro no que respeita ao desemprego, onde os números não param de aumentar, e ainda irão piorar mais, pelo menos no próximo ano. Esta situação faria prever da parte do ministro da Economia, medidas tendentes a fortalecer o investimento e consequentemente o emprego.

Álvaro Santos Pereira, o ministro da pasta com responsabilidades na economia e emprego apresentou recentemente propostas, que conjugadas com outras já implementadas pelo governo, podem ser consideradas no seu conjunto o maior ataque aos direitos e conquistas dos trabalhadores.

A decisão do ministro da Economia de elevar o horário de trabalho em duas horas e meia por semana, é a negação absoluta dos direitos do trabalho. Não passaria na cabeça de ninguém aumentar a carga horária de trabalho sem qualquer contrapartida remuneratória, nem se pode imaginar em que medida é que esta obrigatoriedade pode ajudar no combate ao desemprego. Acrescente-se que também diminui a remuneração do trabalho extraordinário.

Não há memória de semelhante atropelo aos direitos do trabalho. Este governo tem feito recair todos os sacrifícios para obviar à crise que atravessamos, sobre os rendimentos do trabalho, o que pode ser mais do que explosivo.

A serem aprovadas estas medidas previstas no Orçamento de Estado para 2012, os cortes nos subsídios de férias e de Natal, estes aumentos de horários de trabalho, e os aumentos generalizados dos impostos, não só fragilizarão o aparelho produtivo nacional, como também causarão um aumento enorme da indignação que já lavra no mundo do trabalho.

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segunda-feira, outubro 31, 2011

APANHADOS NA CURVA

Todos se recordarão do discurso dos partidos que suportam o governo, atacando com todas as suas forças a oposição que dizia ser imperiosos renegociar o acordo com a troika, por ser impraticável satisfazer os prazos de reembolso, e por ter condições que conduziam à recessão, sem qualquer contrapartida para o relançamento da economia.

A oposição era irresponsável, não pretendia pagar a ajuda, e outras coisas ainda mais absurdas. Em menos de seis meses o discurso mudou, e mudou muito.

Agora temos o próprio Passos Coelho a admitir “ajustamentos” do programa com a troika já em Novembro. É curioso que o motivo invocado seja a dívida e o financiamento das empresas públicas, poucos dias depois de ser anunciado que essas dívidas passavam a ser dívida pública.

Não admira pois que o Bloco de Esquerda venha agora dizer que este “ajustamento” seja em benefício único da banca. Os pagantes das dívidas, das empresas públicas e de toda a “ajuda” da troika, são os contribuintes, mas as ajudas meus caros, não vão para os mais necessitados nem para os que mais contribuem para o pagamento das dívidas.

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Quem é que mama?

Tire daqui, se for capaz...

sábado, outubro 29, 2011

BALANÇO PATRIÓTICO

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional…

...

Uma grande parte da burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e de toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (*).

(*) Se o Nazareno, entre ladrões, fosse hoje crucificado em Portugal, ao terceiro dia, em vez do Justo, ressuscitariam os bandidos…

Continuo a escolher excertos da obra de Guerra Junqueiro, que nos mostra como este país não mudou muito com os anos. Está nas nossas mãos mudar as coisas, denunciando, reclamando e protestando sempre que achemos que a situação o requeira.


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sexta-feira, outubro 28, 2011

PROBLEMAS CAPILARES

Em Portugal costuma dizer-se que é mais fácil descobrir um mentiroso do que um coxo, e a experiência confirma perfeitamente o ditado. Quando se descobrem algumas mentiras ou omissões também se usa dizer que se descobrem as carecas.

Os problemas capilares e a sua associação às mentiras surgiram apenas por pensar em dois políticos deste governo que entraram em contradição num espaço de curtos dias.

Disse Passos Coelho que os funcionários públicos não podiam ser despedidos, quando tentou justificar os cortes dos subsídios de férias e de Natal, que se lhes aplicam, bem como aos pensionistas, e não aos trabalhadores do sector privado. Muitos engoliram a justificação com a ingenuidade que caracteriza o nosso povo.

A justificação do 1º ministro veio a ser posta em causa ontem, quando Hélder Rosalino, secretário de Estado da Administração Pública veio anunciar a extinção de 146 organismos. O secretário de Estado não conseguiu contornar a questão e acabou por afirmar que”não vale a pena tapar o sol com a peneira, uma redução destas passa pela redução de funcionários”.

Sem rodeios, o que Hélder Rosalino quis dizer foi que muitos funcionários públicos irão parar à mobilidade especial, e dois meses depois estarão a receber cerca de 60% do vencimento e ao fim de um ano só terão direito a 50%, isto se entretanto não mudarem as regras, o que já vem sendo habitual com este governo.

Quem foi na cantiga do governo e “engoliu” a impossibilidade do despedimento dos funcionários públicos, talvez possa a partir de agora fazer umas continhas, e ver que afinal foram enganados e que os funcionários públicos podem ser despedidos e que afinal nem são indemnizados, nem têm direito ao subsídio de desemprego.

Por último, e é uma mera curiosidade, registe-se que tanto Passos Coelho como Hélder Rosalino têm evidentes problemas capilares, que disfarçam como podem, mas que não nos passam despercebidos.




Um anúncio que se recomenda a quem tenha problemas capilares e prefira escondê-los.

quinta-feira, outubro 27, 2011

O NOSSO PROTECTOR

O ministro da Economia, que já é apelidado de ministro do desemprego conseguiu já a façanha de ser justamente comparado à dupla Pinho e Lino, que tantas razões deram aos portugueses para tiradas humorísticas e anedotas.

Quando confrontado no Parlamento, quanto à ausência de políticas geradoras de emprego e de riqueza, tentou afirmar que o Governo não quer “de modo nenhum retirar direitos aos trabalhadores”, mas não convenceu a oposição.

Como o verbo não é o forte de Álvaro Santos Pereira, nem a realidade a sua especialidade, acabou por escorregar nas palavras ao acrescentar que “protecção do trabalhador não é a mesma coisa que protecção do posto de trabalho”, o que suscitou a gargalhada geral dos deputados.

O Álvaro deve ter mudado de estratégia, porque depois de ser considerado ausente, passou a estar presente, ainda que a presença seja assinalada apenas por declarações infelizes.

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quarta-feira, outubro 26, 2011

AS PREOCUPAÇÕES CONSTITUCIONAIS

A hipocrisia está instalada na política nacional, e a vergonha parece não ser uma característica de alguns indivíduos que frequentam os corredores do poder.

Depois da celeuma causada pela acumulação das pensões vitalícias com chorudas remunerações auferidas pelos beneficiários da prebenda outorgada a ex-políticos, vieram logo anunciadas medidas de moralização para acalmar os cidadãos.

Houve quem acreditasse nas boas intenções dos políticos no activo, e até quem clamasse por vitória, mas creio que foram demasiado apressados. A confirmação dos meus receios surgiu ontem à tarde, e ficou a saber-se que só está prevista a eliminação das subvenções a quem as acumula com rendimentos do sector privado, durante o próximo ano.

A limitação segundo os deputados só pode vigorar durante o Orçamento de Estado de 2012, porque assim está a ser equacionada pelo CDS e pelo PSD, alegando-se limitações constitucionais. É formidável que se encontrem limitações constitucionais para “mexer” nas subvenções de ex-políticos e não se encontrem nenhumas limitações da mesma natureza para o corte dos subsídios a pensionistas e a funcionários públicos.

O conceito de “emergência nacional” que se pretende utilizar, e que eu não acho procedente, pode aplicar-se a todos, excepto a ex-políticos. Não há Constituição que aguente tanto contorcionismo.

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