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quinta-feira, outubro 27, 2011

O NOSSO PROTECTOR

O ministro da Economia, que já é apelidado de ministro do desemprego conseguiu já a façanha de ser justamente comparado à dupla Pinho e Lino, que tantas razões deram aos portugueses para tiradas humorísticas e anedotas.

Quando confrontado no Parlamento, quanto à ausência de políticas geradoras de emprego e de riqueza, tentou afirmar que o Governo não quer “de modo nenhum retirar direitos aos trabalhadores”, mas não convenceu a oposição.

Como o verbo não é o forte de Álvaro Santos Pereira, nem a realidade a sua especialidade, acabou por escorregar nas palavras ao acrescentar que “protecção do trabalhador não é a mesma coisa que protecção do posto de trabalho”, o que suscitou a gargalhada geral dos deputados.

O Álvaro deve ter mudado de estratégia, porque depois de ser considerado ausente, passou a estar presente, ainda que a presença seja assinalada apenas por declarações infelizes.

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terça-feira, agosto 16, 2011

A ESCALADA

Desde o discurso tanga, para não recuar muito no tempo, ouvimos de todos os governos que temos que pagar mais impostos para o equilíbrio das contas públicas.

A única medida para resolver problemas parece ser o aumento das receitas via impostos, mas o que é curioso é que os serviços não melhoram e também pagamos cada vez mais por eles.

Quando falamos da saúde, lá vem a cantilena de que os meios de diagnóstico, os medicamentos e a aparelhagem estão cada vez mais modernos e mais caros, mas nós também pagamos mais através de taxas e nos últimos 10 anos temos menores comparticipações em cuidados médicos, e mesmo menos médicos, mas isso não parece ser relevante.

Quando se fala do ensino atiram-nos com as novas escolas, mas nunca falam nas que vão fechando, e são mesmo muitas, no custo das propinas cada vez mais alto e no número de professores cada vez menor, factos menores na certa.

Indo para os transportes públicos, falam nos prejuízos das transportadoras, apesar dos aumentos constantes e bem acima da inflação, mas não falam da sua qualidade que vai diminuindo, na sua escassez devido aos cortes de carreiras, nem no insuficiente financiamento que fez aumentar a dívida e os seus encargos.

O que está sempre em cima da mesa são os aumentos de taxas, tarifas e impostos, devido à incompetência e má governação que tem existido, e assim se cria um Estado, ou melhor, se sustentam governos insaciáveis, que já perderam a noção dos limites da paciência e da poupança que os cidadãos podem ter ou podem suportar.

A corda já está mais do que esticada mas ainda querem mais! E se a corda parte?...


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quinta-feira, junho 11, 2009

A ABSTENÇÃO

Ao contrário de Cavaco Silva, eu não penso que os cidadãos portugueses tenham empobrecido a Democracia em Portugal, mas acho muito sinceramente que a responsabilidade nesse empobrecimento está inteiramente do lado da classe política que temos.

Os portugueses não estão muito virados para a participação cívica em geral, mas já vão surgindo algumas honrosas excepções, geralmente viradas para a ajuda aos mais necessitados, e às grandes causas pouco apoiadas pelas elites políticas.

Os portugueses só se alheiam e parecem desistir de lutar contra as injustiças ligadas ao exercício do poder, exactamente porque esse poder é corporizado pela grande economia e pelos partidos que de algum modo estão reféns do tal poder económico.

A solidariedade não é para enfeitar discursos do poder ou da oposição, é para ser protagonizada no terreno, e ter tradução real na acção do Governo e das suas instituições, e não ter que ser da responsabilidade da sociedade e do esforço exclusivo da sociedade anónima e das suas emanações mais empenhadas.

O senhor Presidente da República e os muitos comentadores políticos nacionais podem estar cientes de que, caso existisse um quadrado reservado a registar o desagrado pela acção dos políticos nacionais, em cada boletim de qualquer dos processos eleitorais futuros, a abstenção deixaria certamente de aumentar, e o uso desse quadrado iria aumentar de forma assinalável, ficando clara a razão do desinteresse nacional na participação política alicerçada nos padrões actuais.



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Points Between by Sortvind

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O discurso do professor

domingo, dezembro 21, 2008

CURIOSIDADES EM INVESTIGAÇÃO

Finalmente ouvimos pela voz do Procurador-geral da República que “o Ministério Público não está preparado para lidar com crimes económicos e financeiros”. Já o tínhamos concluído pela ausência de resultados, apesar dos mais variados escândalos noticiados nos últimos tempos.


Pinto Monteiro admitiu que o Ministério Público “precisa de ter a humildade de reconhecer que precisa de ajuda”, mas ao falar em “cooperação mais estreita” com o Banco de Portugal, talvez não tenha acertado na ajuda exacta, mas isso é apenas uma opinião.


Os grandes processos, e não era preciso ouvir da boca do PGR, acabam em grandes absolvições, e se o Ministério Público e os Tribunais não saem dignificados com tanta impunidade, o BdP também fica mal no retrato, porque chega sempre tarde, e como entidade fiscalizadora falha sistematicamente.


A impunidade em processos como o BPN ou a operação Furacão, pode vir a ser fatal para a credibilidade da Justiça, porque o Zé Povinho retiraria como conclusão lógica que “os grandes escapam sempre, e que aos pobres cabe só a factura”.



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Gitte L S Landbo

Øyvind Reigstad

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