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terça-feira, abril 20, 2010

A ISENÇÃO

Os políticos nacionais conseguem fazer-nos rir com doses de imaginação que são simplesmente fantásticas. O protagonista da afirmação mais fantástica desta semana, é sem qualquer dúvida, o deputado socialista Ricardo Rodrigues.

Como é público está em funções uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para analisar a alegada intervenção do Governo no negócio da compra da TVI pela Portugal Telecom. A referida comissão tem como relator o deputado do BE, João Semedo, que em declarações ao Público afirmou estar convencido de que houve intervenção do Governo no negócio da TVI.

O deputado Ricardo Rodrigues criticou as afirmações de João Semedo, e pediu que ele desmentisse o que disse ao Público, ou então ficaria a suspeita de falta de isenção.

Apetece-me perguntar se o senhor deputado Ricardo Rodrigues pensa que alguém acredita que ele próprio seja isento nesta matéria, mesmo antes de ter emitido esta opinião sobre o deputado João Semedo.

Isenção fantástica, a do deputado Ricardo Rodrigues!



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quinta-feira, junho 11, 2009

A ABSTENÇÃO

Ao contrário de Cavaco Silva, eu não penso que os cidadãos portugueses tenham empobrecido a Democracia em Portugal, mas acho muito sinceramente que a responsabilidade nesse empobrecimento está inteiramente do lado da classe política que temos.

Os portugueses não estão muito virados para a participação cívica em geral, mas já vão surgindo algumas honrosas excepções, geralmente viradas para a ajuda aos mais necessitados, e às grandes causas pouco apoiadas pelas elites políticas.

Os portugueses só se alheiam e parecem desistir de lutar contra as injustiças ligadas ao exercício do poder, exactamente porque esse poder é corporizado pela grande economia e pelos partidos que de algum modo estão reféns do tal poder económico.

A solidariedade não é para enfeitar discursos do poder ou da oposição, é para ser protagonizada no terreno, e ter tradução real na acção do Governo e das suas instituições, e não ter que ser da responsabilidade da sociedade e do esforço exclusivo da sociedade anónima e das suas emanações mais empenhadas.

O senhor Presidente da República e os muitos comentadores políticos nacionais podem estar cientes de que, caso existisse um quadrado reservado a registar o desagrado pela acção dos políticos nacionais, em cada boletim de qualquer dos processos eleitorais futuros, a abstenção deixaria certamente de aumentar, e o uso desse quadrado iria aumentar de forma assinalável, ficando clara a razão do desinteresse nacional na participação política alicerçada nos padrões actuais.



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Points Between by Sortvind

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O discurso do professor