Desde o discurso tanga, para não recuar muito no tempo, ouvimos de todos os governos que temos que pagar mais impostos para o equilíbrio das contas públicas.
A única medida para resolver problemas parece ser o aumento das receitas via impostos, mas o que é curioso é que os serviços não melhoram e também pagamos cada vez mais por eles.
Quando falamos da saúde, lá vem a cantilena de que os meios de diagnóstico, os medicamentos e a aparelhagem estão cada vez mais modernos e mais caros, mas nós também pagamos mais através de taxas e nos últimos 10 anos temos menores comparticipações em cuidados médicos, e mesmo menos médicos, mas isso não parece ser relevante.
Quando se fala do ensino atiram-nos com as novas escolas, mas nunca falam nas que vão fechando, e são mesmo muitas, no custo das propinas cada vez mais alto e no número de professores cada vez menor, factos menores na certa.
Indo para os transportes públicos, falam nos prejuízos das transportadoras, apesar dos aumentos constantes e bem acima da inflação, mas não falam da sua qualidade que vai diminuindo, na sua escassez devido aos cortes de carreiras, nem no insuficiente financiamento que fez aumentar a dívida e os seus encargos.
O que está sempre em cima da mesa são os aumentos de taxas, tarifas e impostos, devido à incompetência e má governação que tem existido, e assim se cria um Estado, ou melhor, se sustentam governos insaciáveis, que já perderam a noção dos limites da paciência e da poupança que os cidadãos podem ter ou podem suportar.
A corda já está mais do que esticada mas ainda querem mais! E se a corda parte?...