Finalmente ouvimos pela voz do Procurador-geral da República que “o Ministério Público não está preparado para lidar com crimes económicos e financeiros”. Já o tínhamos concluído pela ausência de resultados, apesar dos mais variados escândalos noticiados nos últimos tempos.
Pinto Monteiro admitiu que o Ministério Público “precisa de ter a humildade de reconhecer que precisa de ajuda”, mas ao falar em “cooperação mais estreita” com o Banco de Portugal, talvez não tenha acertado na ajuda exacta, mas isso é apenas uma opinião.
Os grandes processos, e não era preciso ouvir da boca do PGR, acabam em grandes absolvições, e se o Ministério Público e os Tribunais não saem dignificados com tanta impunidade, o BdP também fica mal no retrato, porque chega sempre tarde, e como entidade fiscalizadora falha sistematicamente.
A impunidade em processos como o BPN ou a operação Furacão, pode vir a ser fatal para a credibilidade da Justiça, porque o Zé Povinho retiraria como conclusão lógica que “os grandes escapam sempre, e que aos pobres cabe só a factura”.


