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quinta-feira, junho 25, 2015

O SUICÍDIO DO EURO



O folhetim da Grécia continua a ser mantido e agora já não me parece que seja por culpa dos governantes gregos, mas sim da intransigência dos credores que claramente querem punir a desfaçatez dum governo que ousou dizer bem alto aquilo que já se sabia, a receita prescrita pela troika falhou redondamente os seu objectivos.

Quando os credores querem ditar onde e como os devedores devem cortar, ou onerar com impostos, estamos perante uma ditadura do capital com clara ingerência na soberania dos países devedores. A estratégia nem sequer é inteligente, pois a continuação do sufoco das economias em dificuldades, torna cada vez mais improvável o pagamento das dívidas.

A estratégia dos países do euro é suicidária, e aquilo que se dizia ser a moeda comum é cada vez mais a moeda de alguns, e aos países com economias mais débeis só resta um caminho que é a porta da saída.


Um detalhe de uma pintura de Bosch

segunda-feira, outubro 31, 2011

APANHADOS NA CURVA

Todos se recordarão do discurso dos partidos que suportam o governo, atacando com todas as suas forças a oposição que dizia ser imperiosos renegociar o acordo com a troika, por ser impraticável satisfazer os prazos de reembolso, e por ter condições que conduziam à recessão, sem qualquer contrapartida para o relançamento da economia.

A oposição era irresponsável, não pretendia pagar a ajuda, e outras coisas ainda mais absurdas. Em menos de seis meses o discurso mudou, e mudou muito.

Agora temos o próprio Passos Coelho a admitir “ajustamentos” do programa com a troika já em Novembro. É curioso que o motivo invocado seja a dívida e o financiamento das empresas públicas, poucos dias depois de ser anunciado que essas dívidas passavam a ser dívida pública.

Não admira pois que o Bloco de Esquerda venha agora dizer que este “ajustamento” seja em benefício único da banca. Os pagantes das dívidas, das empresas públicas e de toda a “ajuda” da troika, são os contribuintes, mas as ajudas meus caros, não vão para os mais necessitados nem para os que mais contribuem para o pagamento das dívidas.

FOTOGRAFIA


CARTOON
Quem é que mama?

Tire daqui, se for capaz...