As coisas estão a passar muito depressa no que respeita à Secretaria de Estado da Cultura e começam a ser demasiadas as coisas que parecem não ter explicação, pelo menos aos olhos do cidadão anónimo.
O caso da polémica entre Joe Berardo e a Fundação CCB, assumiu contornos caricatos, e se alguns pretendiam encontrar apenas motivos de natureza económica desenganem-se porque nada é tão simples assim.
As explicações bastante rápidas às declarações de Berardo sobre o eventual saco azul, novas explicações sobre um pagamento que aquele nega ter recebido, e uma possível reavaliação da colecção, são uma sucessão de coisas estranhas.
Para os esquecidos recordo que a situação dos trabalhadores da Tóbis ainda não mereceu nenhuma explicação, ainda que prometida, e o caso dos trabalhadores dos palácios de Sintra e de Queluz, ainda nem mereceu uma só palavra do senhor secretário de Estado.
Nestes casos e também noutros, como o do novo Museu nacional dos Coches, é mais do que evidente que se trata de política pura o que está em causa, e que tudo se desenrola bem acima da órbita do secretário de Estado. Como a Cultura está sobre a tutela directa de Passos Coelho, ficamos com dúvidas se será o próprio a tomar estas decisões ou se será Miguel Relvas a mexer os cordelinhos, como tudo parece indicar.
A prometida ida de Francisco José Viegas à Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura promete ser interessante e cheia de perguntas de resposta difícil para quem não é o actor principal desta confusão toda.



































