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quinta-feira, março 26, 2015

A PREPOTÊNCIA



Uma das características mais sinistras dum fascismo que se desenha um pouco por todo o lado tem sido o disseminar da prepotência dos poderosos, que não encontra por parte da Justiça o antídoto eficaz.

No mundo dos negócios e do grande capital, tudo é permitido, desde a exploração descarada de quem trabalha, até às grandes trafulhices económicas de onde os protagonistas saem impunes.

Na política recorre-se sistematicamente à mentira e ao esbulho dos mais desprotegido, sem que o simples cidadão tenha possibilidade de se defender dos grandes interesses instalados, porque a política é refém dos ditos.

A tática tem sido a de instalar o medo nas pessoas, criando uma sociedade em que impera a lei dos dois pesos e duas medidas, em que a uns tudo é permitido, e a outros apenas resta aguentar.

Os partidos falharam, os sindicatos estão enfraquecidos e quase dominados, a Justiça é ineficaz e só nos resta acordar antes que seja tarde demais.



sexta-feira, fevereiro 17, 2012

O MEDO

As notícias segundo as quais os ministros da Economia e das Finanças teriam a sua segurança reforçada não causam qualquer admiração, ainda que não creia que tenham recebido qualquer ameaça expressa.

Durante estes últimos meses, mais precisamente desde que este executivo tomou posse, quase todos os cidadãos têm sido ameaçados com a possibilidade de cair no desemprego, de verem diminuídas as suas remunerações, de terem cortes em salários e pensões, de perderem o direito a diversas prestações sociais, de serem despejados, deverem os seus bens penhorados, etc.

Sempre com a desculpa da crise e das imposições da troika, tem sido um fartar de vilanagem, sem qualquer respeito pelos direitos das pessoas e sem um mínimo de bom senso. Esta escalada sem freio ultrapassou já tudo o que seria razoável e suportável, pelo que são cada vez mais as pessoas que já pouco ou nada têm a perder.

O senhor ministro Álvaro e o senhor ministro Vítor Gaspar podem ser talvez os que mais são identificados com todos estes cortes, mas o povo sabe bem que há mais responsáveis, tanto no governo como fora dele. Cavaco Silva terá já percebido que também não está isento de responsabilidades, e que o descontentamento também o atinge.

A situação começa a ser difícil para toda a gente, e o descontentamento ainda mais difícil de controlar. As autoridades de segurança já o perceberam, parece que só os políticos é que ainda não perceberam que há por aí muita raiva reprimida, e que isso é muito perigoso.


CARTOON

segunda-feira, setembro 19, 2011

QUEM TEM C… TEM MEDO

O governo veio apresentar alguns cortes na despesa pública nomeadamente com cortes orçamentais e com fusões de organismos.

As fusões e extinções de serviços são sempre discutíveis, sendo que umas até podem ter alguma lógica, mas outras são difíceis de perceber. Com o tempo e após as explicações devidas talvez seja possível ter uma ideia clara sobre o assunto.

No que respeita aos cortes orçamentais dos ministérios as coisas parecem estar muito menos claras, ou pelo menos, difíceis de aceitar. Como é que se pode “engolir” a possibilidade de o MAI ser a excepção aos tais cortes.

Segundo as notícias divulgadas pela comunicação social, a explicação para o orçamento sem cortes do MAI, prende-se com o “eventual clima de agitação social”, que desaconselha os cortes e causar mais mau estar na PSP e na GNR.

Ficámos todos sem saber se são mais precisas as forças policiais para enfrentar a possível agitação social, ou se a agitação social tem mesmo razão de existir e que mais valia reavaliar algumas das medidas que podem ser a causa dessa possível agitação social. É que se as medidas justificarem a agitação social ficaremos todos a pensar que a ausência de cortes nas polícias visam apenas a repressão da revolta popular perante medidas socialmente insustentáveis.


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CARTOON

quinta-feira, setembro 30, 2010

QUEM DEVE, TEME

A notícia da compra de blindados para a PSP, quando temos em Portugal blindados iguais sem grande utilização, causou algumas reacções. Uns diziam que se podiam utilizar os da GNR e evitar a compra, outros desconfiavam da aquisição sem concurso público.

Geralmente as reacções a quente são pouco ponderadas e muitas vezes desviam as atenções da maioria para o que é essêncial: porque são necessários mais blindados para as forças policiais?

A resposta surgiu na quarta-feira com a comunicação ao país de mais um pacote de medidas de ataque aos bolsos dos portugueses. José Sócrates e Teixeira dos Santos vieram anunciar mais uns cortes que para grande parte de nós já não são suportáveis e muito menos aceitáveis.

Diz-se que quem tem ... tem medo! É verdade, e não são só os estrangeiros que vêm à reunião da NATO que estão a precisar de segurança reforçada, os que abusam da nossa paciência também já começam a sentir o ... mais apertado.




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By Palaciano

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

AS PALAVRAS E OS ACTOS

PS e PSD rejeitaram o referendo ao Tratado de Lisboa, conforme previsto, e neste caso não se pode dizer que tenha sido uma surpresa para os portugueses.
Talvez haja quem não se recorde, ou talvez até o queiram esquecer, mas procedeu-se a uma alteração da Constituição para tornar possível o referendo a tratados, e todos os partidos com representação parlamentar incluíram nos seus programas eleitorais o compromisso de referendar o tratado europeu.
Na política os compromissos e a palavra dada, valem o que valem, e eis que os dois partidos com maior representação parlamentar, mudam de opinião e enveredam pela ratificação parlamentar.
O que mais me irrita na classe política actual, são os pretextos encontrados para explicar as cambalhotas acrobáticas que praticam. José Sócrates afirmou que era favorável ao referendo mas acaba por definir para o partido o contrário. Santana Lopes diz que “apesar do PSD ser a favor do referendo”, entende que “não é adequado aos interesses do povo, face ao tempo que já se perdeu”. Afinal para estes dois partidos “mudaram as circunstâncias”, seja lá o que isso for.
Vitalino Canas acaba por deixar escorregar um argumento ainda mais fantástico dizendo que a realização de um referendo nas actuais circunstâncias seria “um grave perigo para a União Europeia” e que “o PS não contribuirá para provocar danos na União Europeia”, ao mesmo tempo que diz que a opção pela ratificação não foi por “medo”.Parece que apenas um deputado do centrão, votou a favor do referendo, de acordo com a sua consciência. Apetece-me dizer que a consciência no grupos parlamentares do PS e do PSD está em claro défice, a atender às declarações dos responsáveis políticos.

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Vergonha

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FOTOS - ÂNGULOS E SOMBRAS

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CARTOON

Manny Aenlle Francisco

quinta-feira, agosto 30, 2007

O CONTROLO DA INTERNET

Estamos todos conscientes dos perigos e do imenso lixo que existe na Internet, mas também há que reconhecer os mananciais de conhecimento, de informação e de liberdade que nos proporciona. As opiniões dividem-se um pouco quando se fala em regulação, com os que valorizam mais os perigos e os medos, e com os que dão mais importância à liberdade, informação e difusão do conhecimento.
Estas duas visões, aparentemente antagónicas, estão a ser aproveitadas por alguns poderes para tentarem implementar uma entidade reguladora que, na minha modesta opinião, é um perigo global.
Não é por acaso que Vint Cerf, “o pai da Internet” anunciou a sua rejeição a tais propósitos de regulação. Disse, e muito bem, que a Internet é apenas «um reflexo da sociedade em que vivemos» e acrescentou «Talvez seja importante olharmos para a sociedade e fazermos algo sobre o que está a acontecer, o que estamos a assistir». Para rematar afirmou que «é um erro separar entre o que é colocado on-line e o que acontece no mundo exterior».
Embora aceite como genuínos alguns receios de quem não domina minimamente a tecnologia, principalmente por não poderem informar devidamente os seus filhos, outros há que acenam com os medos apenas com o intuito de manter sob controlo as opiniões diversas que abundam no meio, começando pelas que lhes são desfavoráveis. Sei que posso desencadear comentários menos favoráveis com esta opinião, mas não gostaria de ser controlado por perto como acontece na China. Quanto aos perigos da Internet, que não nego existirem, e até há muitos, deixo apenas as palavras da sabedoria popular: “Onde está o homem, está o perigo”, o resto já está tudo nas palavras de Vint Cerf.

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FOTOGRAFIA NO FEMININO
Rolf-Ørjan Høgset

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MUITO OBRIGADO

Certificado atribuído pela Maria Faia do Querubim Peregrino a quem agradeço do fundo coração. Gostaria de nomear alguns dos meus amigos, mas temendo ser injusto, e porque os meus interesses são bastante variados o que torna qualquer critério que utilize, injusto, dedico-o a todos os que constam da minha lista de links.

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CARTOON
Dan Reynolds

quinta-feira, agosto 02, 2007

AINDA O MEDO




Depois do artigo de Manuel Alegre e da entrevista de Sócrates, eis que nos chega a crónica de Baptista-Bastos sobre o assunto. Como seria de esperar, o primeiro-ministro não é poupado por ter tentado minimizar e, até, minimizar o artigo do poeta.
Há frases que por serem muito elucidativas e absolutamente pertinentes me limito a transcrever da crónica publicada:
« Está à vista desarmada que a sociedade portuguesa vive numa atmosfera de temor, caucionada pelo desemprego, pelo trabalho precário, pelo custo da vida, pelo incentivo à delação, pelo desprezo com que se trata os nossos velhos, pela recusa da esperança, pelo sombrio horizonte do futuro, pelo ataque indiscriminado ao Serviço Nacional de Saúde, pelas obscenas desigualdades sociais não só traduzidas no desespero e na angústia quotidianas como pelas afrontosas reformas auferidas por "gestores" públicos - e mesmo privados. O medo cobre as situações que acabo de evocar. E esta "cultura" do PS não provém de linguagens intraduzíveis umas das outras: resulta de um conflito generalizado, aberto ou latente, mais ou menos violento nascido na década de 80, com o "cavaquismo". O artigo de Manuel Alegre falava da necessidade de uma visão social que rejeite as humanidades separadas. Essa civilização do universal, de que tem sido paladino, apela no sentido dos valores e dos territórios transculturais. Não creio que José Sócrates tenha conhecimentos suficientes para entender o que, depreciativamente, designa de um "clássico" periódico. Não é tão-só problema dele. É a nossa tragédia
Os medos que Baptista-Bastos tão bem identifica também merecem a concordância do cidadão comum, não sendo porém notados por quem definitivamente se afastou da realidade, preferindo refugiar-se nos números das estatísticas, que valem o que valem, mas não servem para ocultar as dificuldades que muitos portugueses atravessam e que se acentuaram nos últimos anos.


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FOTOS MOTORIZADAS

Eduard Peter

LooL

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CARTOON

Urgência para a maternidade