segunda-feira, novembro 12, 2018
MEDO DA TECNOLOGIA?
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
VIVER CHIPADO
Não sou contra as novas tecnologias, porque lhes reconheço muita utilidade mormente no que respeita a facilitar o trabalho, mas não aceito como bons todos os usos dados às tecnologias, só por respeitar a modernidade.
Começo por não ser um escravo das novas tecnologias, não só porque continuo a escrever em cadernos de apontamentos, a comprar livros mesmo quando podia recorrer a edições electrónicas, e a fazer contas de cabeça, sempre que relativamente simples, mas também porque no princípio da linha, ou no seu final, sempre existirá o homem para tomar uma decisão ponderada e racional.
Hoje li que o Governo aprovou a obrigatoriedade da instalação de um “chip” electrónico na matrícula de todos os automóveis. Não serei dos que têm a mania da perseguição, mas parece-me que se está a ir longe de mais no controlo dos cidadãos. Pouco me comovem as explicações do executivo de que o sistema “respeita o direito à privacidade dos proprietários e/ou condutores bem como a protecção dos respectivos dados pessoais.
Não sejamos ingénuos, porque já hoje os talões de pagamento de portagens são aceites como prova em julgamento, bem como os talões de Multibanco ou pagamentos electrónicos que colocam os seus possuidores em determinado local à hora dos movimentos efectuados. Todos os movimentos das nossas viaturas serão controlados e controláveis com o recurso a estes chips.
Cada vez mais estamos ameaçados por um grande Big Brother que sabe tudo o que fazemos, o que temos, e por onde andamos, em benefício dos bancos e dos concessionários das estradas, que assim podem dispensar mais uns quantos trabalhadores, aumentando assim os seus lucros.
Eu prezo muito a minha Liberdade, e acho que deste modo sou cada vez mais controlado por um Estado que não me garante a minha privacidade, como não garante o segredo de justiça. Para cúmulo, ainda terei que pagar para me poderem controlar melhor!...
quinta-feira, agosto 30, 2007
O CONTROLO DA INTERNET
Estas duas visões, aparentemente antagónicas, estão a ser aproveitadas por alguns poderes para tentarem implementar uma entidade reguladora que, na minha modesta opinião, é um perigo global.
Não é por acaso que Vint Cerf, “o pai da Internet” anunciou a sua rejeição a tais propósitos de regulação. Disse, e muito bem, que a Internet é apenas «um reflexo da sociedade em que vivemos» e acrescentou «Talvez seja importante olharmos para a sociedade e fazermos algo sobre o que está a acontecer, o que estamos a assistir». Para rematar afirmou que «é um erro separar entre o que é colocado on-line e o que acontece no mundo exterior».
Embora aceite como genuínos alguns receios de quem não domina minimamente a tecnologia, principalmente por não poderem informar devidamente os seus filhos, outros há que acenam com os medos apenas com o intuito de manter sob controlo as opiniões diversas que abundam no meio, começando pelas que lhes são desfavoráveis. Sei que posso desencadear comentários menos favoráveis com esta opinião, mas não gostaria de ser controlado por perto como acontece na China. Quanto aos perigos da Internet, que não nego existirem, e até há muitos, deixo apenas as palavras da sabedoria popular: “Onde está o homem, está o perigo”, o resto já está tudo nas palavras de Vint Cerf.
πr²
Certificado atribuído pela Maria Faia do Querubim Peregrino a quem agradeço do fundo coração. Gostaria de nomear alguns dos meus amigos, mas temendo ser injusto, e porque os meus interesses são bastante variados o que torna qualquer critério que utilize, injusto, dedico-o a todos os que constam da minha lista de links.





