quinta-feira, dezembro 18, 2014
O INTERESSE PÚBLICO E A PRIVATIZAÇÃO DA TAP
segunda-feira, março 24, 2014
ÉTICA NOS NEGÓCIOS
quinta-feira, agosto 09, 2012
SOBRE CULTURA
segunda-feira, outubro 03, 2011
QUEM MANDA NA CULTURA?
As coisas estão a passar muito depressa no que respeita à Secretaria de Estado da Cultura e começam a ser demasiadas as coisas que parecem não ter explicação, pelo menos aos olhos do cidadão anónimo.
O caso da polémica entre Joe Berardo e a Fundação CCB, assumiu contornos caricatos, e se alguns pretendiam encontrar apenas motivos de natureza económica desenganem-se porque nada é tão simples assim.
As explicações bastante rápidas às declarações de Berardo sobre o eventual saco azul, novas explicações sobre um pagamento que aquele nega ter recebido, e uma possível reavaliação da colecção, são uma sucessão de coisas estranhas.
Para os esquecidos recordo que a situação dos trabalhadores da Tóbis ainda não mereceu nenhuma explicação, ainda que prometida, e o caso dos trabalhadores dos palácios de Sintra e de Queluz, ainda nem mereceu uma só palavra do senhor secretário de Estado.
Nestes casos e também noutros, como o do novo Museu nacional dos Coches, é mais do que evidente que se trata de política pura o que está em causa, e que tudo se desenrola bem acima da órbita do secretário de Estado. Como a Cultura está sobre a tutela directa de Passos Coelho, ficamos com dúvidas se será o próprio a tomar estas decisões ou se será Miguel Relvas a mexer os cordelinhos, como tudo parece indicar.
A prometida ida de Francisco José Viegas à Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura promete ser interessante e cheia de perguntas de resposta difícil para quem não é o actor principal desta confusão toda.

sexta-feira, maio 29, 2009
RAPIDINHAS
Pousadas de Portugal – O tema já não é novo por aqui, e pelos vistos também já suscitou algumas questões na Assembleia da República, e versa a alienação de capital social na Enatur e o contrato para exploração das pousadas de Portugal pelo Grupo Pestana. Afinal não era só eu que não encontrava nada sobre o assunto, o mesmo terá acontecido com o PCP, que teve que pedir esclarecimentos ao Tribunal de Contas, uma vez que não conseguiu obter informação por parte do Governo, com o argumento de confidencialidade. Interessante!
Cavadelas e minhocas – O caso BPN/SLN tem sido uma verdadeira caixinha de surpresas, e não daquelas de que alguém verdadeiramente se orgulhe. O dinheiro voou, isso é um dado adquirido, e alguns dos negócios ruinosos são simplesmente inenarráveis, tal como o dinheiro perdido. Culpados parece que não há, e suspeitos apenas um, o que nem com muito boa vontade é crível. Enfim, tudo boa gente, bem relacionada, de absoluta confiança, que ao que parece apenas não tinha jeito para os negócios. Formidável!
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
RAPIDINHAS
Tribunal que vira hotel de charme – O Tribunal da Boa-Hora parece que vai mesmo ser transformado em hotel de charme, se atendermos ao chumbo da proposta do Bloco de Esquerda. A Assembleia Municipal de Lisboa permite assim que a resolução do Conselho de Ministros siga em frente, embora recomende que a Câmara de Lisboa seja “parte activa no processo de salvaguarda do património simbólico e histórico que o Tribunal da Boa-Hora representa”, seja lá o que isso for. Mais uma vitória da Sociedade Frente-Tejo que daqui a algum tempo dará muito que falar, exactamente na área do Património.
Falar português – Um corrector ortográfico, ou pelo menos o seu lançamento, serve para o ministro da Cultura falar da importância da língua na afirmação do país num mundo globalizado. Já todos tínhamos consciência da importância da língua portuguesa, mas o que eu não sabia é que “… o Brasil é que ficou refém de nós, porque eles é que falam português”. Não sei o que é que o senhor ministro da Cultura queria dizer, mas talvez alguém esteja interessado em explicar.

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sábado, julho 05, 2008
OS NEGÓCIOS DAS ÁGUAS
Baseados na sua própria incompetência e na fúria privatizadora para obtenção de dinheiro no curto prazo, os governantes deste país perderam o controlo de matérias estratégicas absolutamente vitais à economia e ao desenvolvimento.
Já todos perceberam que o Estado se sente impotente para intervir no caso dos combustíveis, e que as soluções propostas em vez de conseguirem atenuar os efeitos dos aumentos do crude, vão exactamente no sentido contrário, porque qualquer taxa criada para controlar os ganhos acabará inevitavelmente por se repercutir nos preços finais aos consumidores.
Agora temos o caso das águas, onde é evidente uma má gestão. Os prejuízos de 75 milhões não impedem prémios, também de milhões e outras benesses que o próprio Tribunal de Contas criticou. Fala-se de dívidas das autarquias e do falhanço na internacionalização da AdP, mas como é costume nesta terra, são os consumidores finais, os que até pagam o que consomem, que vão levar com mais uma taxa, agora chamada de recursos hídricos.
Está tudo louco! O país atravessa dificuldades, os salários estão cada vez mais curtos face ao aumento do custo de vida, e a solução encontrada para manter os lugares nas diversas empresas é atirar a factura da má gestão para cima dos consumidores, e continuar a dar prémios ainda que não se consigam resultados positivos.
A água é um bem essencial e escasso, nós sabemos, mas o que me revolta é que “seja o justo a pagar pelo pecador”.









